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Descrição e relevância do território
4.1. População e Localização
O recife ocupa posição central no litoral do nordeste do brasil, situando-se na área central da região metropolitana do recife a 800 km das metrópoles regionais de salvador e fortaleza. limita-se ao norte com os municípios de olinda e paulista, ao sul, jaboatão dos guararapes, a leste com o oceano atlântico e a oeste com são lourenço da mata e camaragibe. divide-se territorialmente em: 6 regiões político–administrativas (rpas), 18 microrregiões político– administrativas, 94 bairros e 66 zonas especiais de interesse social (zeis). população: 1. 536. 934 hab (censo ibge 2010), taxa médio geométrica de crescimento da população: 0,78 % a. a. (censo ibge 2000/2010), área: 218,50 km², densidade demográfica: 7. 037,61. concentra 41,67 % da população da região metropolitana do recife (censo ibge 2010) a cidade é classificada como metrópole pelo seu porte populacional. convive com realidades bem antagônicas, resultado histórico do processo de urbanização e do modelo de desenvolvimento econômico, concentrador de renda e de desigualdades sociais, a cidade exibe a convivência de seus habitantes próximos territorialmente, mas, separados pelas enormes diferenças sociais. 22% da população são constituídos por crianças de 0 a 12 anos, 14% são constituídos por adolescentes com 12 a 18 anos, 16,9% da população convivem com algum tipo de deficiência, 9% são constituídos de pessoas com mais de 60 anos, sendo 37% homens, e 63% mulheres. o percentual de analfabetos no recife com 15 anos ou mais é de 11%, o maior índice de analfabetismo na faixa etária de 15 anos ou mais encontra-se em domicílio com rendimento de até 1 salário mínimo, ou seja, corresponde a 23,4% de analfabetos. (fonte: http://www2. recife. pe. gov. br/a-cidade/aspectos-gerais/ http://www. recife. pe. gov. br/pr/secsocial/conselhomunicipal/conferencia_relatorio2. php)
4.2. Paisagem Natural e Meio Ambiente
Originalmente, a mata atlântica compunha abundantemente a paisagem natural desta localidade. um grave problema histórico transformou drasticamente este quadro: o desmatamento das áreas verdes, que afeta vegetação e fauna correspondentes, fato que ocorre desde o período de ocupação colonial, em benefício do cultivo da cana-de-açúcar, em primeiro plano, e que vem se estendendo por conta de fatores de ordem diversa, como o investimento em loteamentos para áreas de moradia e lazer, extração de madeira, entre outros. a ocupação urbana e o loteamento de terras colaboraram para o extermínio de quase toda a mata, o que fica explícito pelos exíguos remanescentes que cobrem encostas de tabuleiros e morros íngremes, e colinas e modelados na parte mais a leste da área em questão. dentre suas características, pode-se dizer que uma das mais visíveis e representativas é o fato de que o recife é envolto por rios e possui um grande número de ilhas e mangues. os manguezais aparecem concentrados, principalmente, próximo ao rio capibaribe e na divisa com a cidade de olinda. considerado um dos maiores manguezais urbanos do mundo, o parque dos manguezais localiza-se na zona sul da cidade, entre os bairros de boa viagem, imbiribeira e pina e banhado por dois rios: o pina e o jordão. integra este manguezal a ilha de deus, a ilha das cabras e a ilha de são simão. o município situa-se com altitude média de 4 metros em relação ao nível do mar, sendo que algumas áreas encontram-se abaixo deste nível. do ponto de vista da ocupação humana, o processo de urbanização que ocorreu ao longo da história do recife desprezou consideravelmente a conformidade e os recursos naturais da região. como indícios deste investimento em grande arte mal planejado podem ser citados a transformação de ecossistemas como o mangue e matas em aglomerados urbanos, a ocupação das áreas ribeirinhas e das áreas de alto declive e o depósito de lixo e derramamento de esgoto nos rios, a exemplo do capibaribe. as consequências podem ser facilmente percebidas atualmente: deslizamentos, enchentes e tantos outros problemas que afetam de forma mais acentuada as camadas mais pobres da população. a falta de comprometimento por parte das gestões municipais tem agravado esta situação. o capibaribe tem grande importância histórica e social na formação e no desenvolvimento de pernambuco e da região nordeste do brasil, tanto na agricultura, quanto na pecuária. outro ponto importante é sua ligação com o mar, contribuindo para o grande número de importações e exportações que saem do porto do recife. mas apesar da contribuição para o desenvolvimento socioeconômico do estado, hoje o rio encontra-se poluído. sobre disponibilidade de matérias-primas para as atividades inventariadas, as mais utilizadas pelos maracatuzeiros são: macaíba, jenipapo e o couro de bode. tanto a macaíba quanto o jenipapo são espécies protegidas. no entanto, são grandemente utilizadas pelos maracatuzeiros na confecção de instrumentos musicais. a macaíba, cujo tronco é utilizado na confecção dos bojos dos tambores, encontra-se em extinção, assim como o jenipapo que é usado para a confecção de arcos e arquilhas, fundamentais para dar o afinamento ao instrumento (empachamento das peles). outro material utilizado pelos maracatuzeiros é o couro de bode. porém, sua aquisição está se tornando difícil, dificultando a confecção dos instrumentos bem como os encarecendo. (fonte: http://www. cprh. pe. gov. br/downloads/23_vegetacao_e_fauna. pdf http://basilio. fundaj. gov. br/pesquisaescolar/index. php? option=com_content&view=article&id=215&itemid=1)
4.3. Marcos Edificados
Casa da cultura: a casa da cultura é o grande centro da arte popular de pernambuco. o prédio funcionava antigamente como um presídio. hoje, reúne quase 100 lojas de artesanato e comidas típicas. em seus corredores e no pátio há também apresentações folclóricas, shows e eventos que proporcionam aos visitantes uma visão mais abrangente da cultura pernambucana. conservando as suas característica originais, a casa da cultura foi tombada como monumento histórico de pernambuco, através do decreto 6. 687, de 3 de setembro de 1980. igreja de nossa senhora do rosário dos homens pretos de recife: na rua larga do rosário, no bairro de santo antônio, encontraremos a igreja de nossa senhora do rosário dos homens pretos, que foi edificada em 1630 pela irmandade do rosário dos homens pretos, uma associação que era formada por escravos negros. a construção da igreja pode ser entendida enquanto uma forma de resistência com relação às condições adversas que viviam os escravos negros naquele momento, constituindo-se enquanto um dos poucos espaços onde tais sujeitos poderiam se expressar. dessa forma, manifestações como a coroação de reis congo (festa na qual era coroado o rei de congo) possuía um caráter de resistência e de reelaboração simbólica, tal como a formação da irmandade e a construção da igreja de nossa senhora dos rosários. marco zero: o marco zero é o local em que recife nasceu e serve como ponto inicial das estradas de pernambuco e atualmente é um dos pontos turisticos mais visitados de pernambuco, localizado no bairro do recife, também conhecido como recife antigo, durante todo o ano a praça é local de eventos culturais e festas organizadas pelo estado. mercado de são josé: o mercado de são josé, edificado em 1875 na antiga ribeira do peixe, é um imponente prédio de ferro (tombado pelo iphan) onde está estabelecida uma série de boxes que vendem desde o tradicional artesanato nordestino (estatuária de barro de caruaru, renda, produtos de couro, redes etc. ) a diversos outros produtos como peixe, carnes, queijos e derivados de laticínios etc. ao redor do mercado de são josé, organizada como uma feira, há barracas que vendem também frutas e legumes em alguns dias da semana. faz parte do mercado uma série de boxes instalados na frente e nas laterais onde são vendidas diversas espécies de comidas, castanhas e ervas. nos meses que antecedem o carnaval, é comum que maracatuzeiros e maracatuzeiras se encontrem casualmente nessas lojas, uma vez que quase todos os grupos fazem suas compras para “por o maracatu na rua” no bairro de são josé. lá podem ser compradas uma variedade de tecidos como lamês, paetês, brocados, cetim e veludos, usados na confecção de fantasias. existem lojas especializadas na venda de armarinhos, aviamentos e diversas miudezas, como linhas, zíperes, agulhas, além dos mais sofisticados utilizados para a confecção de adereços e bordados como miçangas, lanteloulas, canutilhos, strass, pérolas, aljofres etc. nessas lojas também são compradas plumas, penas, boás e outros complementos muito utilizados pelos maracatuzeiros. trata-se, portanto, de um lugar de referência entre as pessoas que fazem os maracatus nação, principalmente na época de carnaval, lugar onde sempre se encontra alguém conhecido, em que se pode trocar ideias, saber de notícias ou se atualizar com os acontecimentos que afetam o fazer dos maracatuzeiros, tais como pagamentos, agendas de apresentações etc. pátio de são pedro: o pátio de são pedro, tal qual sua configuração urbana atual, surgiu da construção da igreja que lhe deu o nome nas primeiras décadas do século xviii. os pátios do recife nasceram com funções religiosas, porque as cidades coloniais eram organizadas de acordo com princípios religiosos. eram, então, usados para realização de procissões, missões e outros rituais. o pátio são pedro é sempre lembrado pelos maracatuzeiros por ser um local onde ocorrem apresentações culturais e eventos relacionados à cultura negra e também aos maracatus nação. semanalmente o pátio são pedro sedia o evento denominado terça negra, onde ocorrem eventos e apresentações culturais relacionados à cultura negra. aos sábados, domingos e outros dias da semana, também podem ocorrer eventos culturais diversos. no período do carnaval, são joão e natal, o pátio torna-se um dos principais polos de atrações da cidade. pátio do terço: o pátio do terço é um espaço público que circunda a rua vidal de negreiros, localizada no bairro de são josé, próximo ao forte das cinco pontas, região central da cidade do recife. o espaço existe desde o início do século xviii, período da ocupação holandesa, quando foram construídas várias trincheiras a mando de maurício de nassau. uma dessas trincheiras foi aberta no atual pátio do terço - no bairro de são josé. após a expulsão dos flamengos, foi erguido no local um nicho com a imagem de nossa senhora do terço, onde os moradores e visitantes ajoelhavam-se e rezavam. foi a partir da devoção popular que a igreja foi construída no início do século xviii. alta, com um campanário e apenas uma torre, o templo possui um coruchéu de azulejos, jarros ornamentais, um sino, uma pequena cruz com anjos e um relógio datado de 1726. atualmente nesse espaço, além do comércio popular estabelecido cotidianamente, ocorrem também eventos festivos ou mesmo religiosos ligados a manifestações da cultura popular. dentre esses eventos, estão a noite dos tambores silenciosos e o encontro dos afoxés, ambos durante o carnaval. praça do arsenal da marinha: localizada no bairro do recife antigo, próxima à rua do bom jesus, é uma construção de 1870. também já foi chamada de praça voluntários da pátria. a atual denominação foi uma homenagem ao general artur oscar, da campanha de canudos. praça da independência: localizada no bairro de santo antônio, é a mais central e mais antiga praça do recife, também era conhecida como praça do polé, nome dato por conta da instalação de um polé no local, que era um instrumento de tortura usado para castigar os escravos negros. também ficou conhecida por suas manifestações políticas na cidade, principalmente a partir de 1945 quando da luta pela redemocratização do brasil. hoje a praça é popularmente conhecida como praça do diário.

