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Projeto relacionado
Outros nomes do bem cultural
Não tem.
Categoria de bem cultural
Descrição
origens, motivos, sentidos e transformações
quando iniciou a feira era na praça coronel propércio, segundo d. nêna, não tinha nada, eram poucas coisas
comercializadas e os feirantes costumavam reservar os itens mais escassos para a parte da população mais
abastada, como por exemplo, aqueles que chegavam ao município para trabalhar no recentemente instalado
banco do brasil. ovo caipira era o principal. d. nêna relata que a feira na praça teve início a cerca de 25 anos.
antes desse período ela acontecia no mercado, porém d. nêna não pegou esta fase, visto que nesse período
ainda residia no povoado de são joão. este mercado atualmente é onde se estabeleceu o clube, onde ocorrem
os diversos eventos sociais do município, próximo a praça dos garimpeiros, localizado na praça coronel
propércio.
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nesta época não tinha carro e quem trazia os itens que eram comercializados chegavam em tropa, carregados
em animais com cangalha e dentro das bruacas e se estabeleciam na praça cel. propércio, onde atualmente há
o jardim. os feirantes colocavam as mercadorias para serem comercializadas em cima de tábuas suspensas por
cavaletes. nesse tempo vinha gente de jussiape, são joão, quebra cangalha e de outros municípios. porém a
maior parcela dos feirantes era do município de mucugê.
os feirantes seguiam em tropa, comercializando seus produtos em diversos municípios. quando saiam de
mucugê, se dirigiam a igatu e depois em andaraí. em mucugê era sábado, em igatu domingo e em andaraí na
segunda feira. as tropas paravam no comércio de fora, que desde antigamente possuía este nome. ali os
animais permaneciam para beber água e descansar. neste momento os tropeiros retiravam as cangalhas com o
alimento para àquela hora e no dia seguinte seguiam viagem para a sede de mucugê, onde os produtos seriam
comercializados. da sede do município, a população podia avistar os diversos pontos de luz produzidos pela
fogueira de cada um dos tropeiros. em torno de 8h da manhã, os viajantes chegavam à sede de mucugê,
descarregavam a mercadoria e passavam a participar da feira local. estes passavam diversos dias viajando e
por decorrência desse fato, não eram transportados itens perecíveis como carnes frescas e legumes.
contudo, as carnes salgadas de porco e de boi eram amplamente comercializadas pelos tropeiros. os
produtos mais delicados como aqueles oriundos de hortas como tomate, alface, tempero verde, dentre
outros, eram cultivados nas residências da população local. contudo, mesmo que fossem expostos para
comercialização pelos vendedores, não teriam muita saída, visto que, era costume da população local produzir
estes itens.
no início a feira era dia de sábado, porém como estava tendo pouca gente, então o gerente do banco sugeriu
que fosse modificada para dia de domingo. contudo, foi pior pois dessa forma concorria com a feira de
cascavel. porém, com o passar do tempo a população de mucugê foi aumentando, principalmente com a
chegada do pessoal de fora que viria a compor a principal atividade econômica atual de mucugê, a agricultura
irrigada. foi melhorando e a feira de mucugê se estabeleceu no dia de sexta.
ela não tem registro na memória de quanto tempo a feira ficou em determinado dia da semana, nem por quanto
tempo ela ocorreu na praça cel. propércio. contudo afirma que atualmente a feira ocorre na praça dos
garimpeiros, construída na gestão da prefeitura de mucugê entre os anos de 2001 e 2004. teve como principal
finalidade, além de abarcar atividades diversas como box de comercialização de bebidas, almoço e aperitivos,
palco para apresentação de shows e a própria feira em si, uma homenagem aos garimpeiros da região.

