Informações
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Nome completo
Aleixo
História de vida
A partir da fala do entrevistado, é possível supor que ele, paulo narciso e josé antônio torres tenham sido os pioneiros na cidade de santa luzia , no entanto, é preciso aprofundar essa questão.
Localização
Aprendizado do bem
Aleixo tomaz de andrade é filho de um carpinteiro, que ensinou aos filhos o ofício. Apesar disso, comenta, em alguns momentos da entrevista, que não quis aprender o ofício do pai. Alega que optou pela profissão de “pedreiro comum” e “pedreiro de restauração” [imaginamos ser a forma como o entrevistado se autodenomina]. Considera que aprendeu o ofício de maneira independente, na prática. A trajetória do entrevistado no ofício pode assim ser sintetizada. Por volta de 1964, mudou-se para santa luzia, com 17 anos. Começou sua vida profissional trabalhando com cerâmica numa fábrica de tijolos e telhas (olaria), chamada joão barracão, inicialmente como ajudante e, posteriormente, como tjoleiro. Após trabalhar nessa olaria, passou por em diversas firmas de cerâmica em santa luzia, como clavin (função: montador) e celite (função: fundidor). Além dessas firmas, aleixo trabalhou em outras, exercendo as mais diversas funções. Por exemplo, na industrial santa luzia de papel, em 1968, exerceu as seguintes atividades: reciclagem, corte e desmanche de papel. Na embra, em 1975, trabalhou com estruturas metálicas. Posteriormente, trabalhou numa firma de empreendimento [não foi possível precisar o nome da firma , conferir registro em áudio]. Essa empresa estava encarregada de realizar uma obra no bairro boa esperança, em santa luzia. Enquanto trabalhou nessa obra, sua principal atividade era a de colocação de meio-fio. Segundo o entrevistado, foi nesse momento que foi classificado como pedreiro. Trabalhou ainda na açoforte, de 1976 a 1977, com alvenaria, “tijolo à vista” e “tijolo maciço”. Nesse trabalho, o entrevistado aprimorou o conhecimento da técnica alvenaria. Durante os anos de 1977 a 1979, aleixo trabalhou como autônomo, exercendo a profissão de pedreiro. Em 26 de junho de 1979, passou a trabalhar para o iepha, após a sugestão de um amigo de santa luzia, conhecido como paulo josé narciso. No início, trabalhava como “pedreiro comum”, até que, ao demonstrar habilidade para a restauração, foi classificado como oficial de restauração. Segundo aleixo, ele se tornou um oficial de restauração porque não tinha dificuldade em trabalhar com molduras e fachadas, além de apresentar uma grande sensibilidade para tratar dos acabamentos e arremates de uma obra: “por ser sensível aos acabamentos e arremates, as pessoas gostavam e me convidavam para realizar ouros trabalhos.” em vários momentos, enfatiza a importância do dom que tem para sua profissão, que exige muito cuidado e capricho com os detalhes (“arrematar e caprichar significam a mesma coisa”). O processo de consolidação na profissão foi assim descrito pelo restaurador: tinha uma firma de alarme, eu lembro como se fosse hoje, ali no museu mineiro. Essa firma ia colocar esse interruptor, o alarme para intervir qualquer coisa e desarmar [referência aos sensores dos alarmes]. Eu tive de fazer um quadradinho de massa naquele trem todo, para eles virem e parafusar o interruptor encima. Como eu caprichei, eles me deixaram fazendo só aquilo. Eu fiz vários daqueles, fiz as molduras. Uma vez o bombeiro ia passar um cano debaixo de uma marquise. Eu já fazia um [palavra não identificada] por baixo da marquise sem atingir a marquise por fora. E fui me especializando nessa área de restauração. Questionário de identificação: ofícios e modos de fazer mg 02 03 10 q60 011 em 2001, foi classificado para fazer um curso de mestre artífice em veneza. Este curso tinha como principal objetivo ensinar aos mestres a ensinar o seu ofício. Em 2003, aposentou-se e, atualmente, trabalha em ouro preto, como instrutor de alvenaria. O entrevistado sintetiza sua trajetória com a seguinte frase: “fui um pedreiro de alvenaria, saí da profissão de pedreiro, mas não deixei de ser pedreiro”.
Transmissão de saberes
Sim. Através de cursos oferecidos pelo iepha.

