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Projeto relacionado
História de vida
Familiares, o pai tinha uma olaria nos arredores de urussanga, onde trabalhou juntamente com os irmãos.
Localização
Aprendizado do bem
Aos 10 anos trabalhava duro, fazia tijolos à mão. Seu pai dizia: “quando fizer 1000 tijolos, pode parar”. Era tudo no braço. A olaria era movida à roda d’água. Para fazer o tijolo era necessário: 1. Escolher bem o barro. Não tinha muita ciência. Só barro “liguento” e sem raiz. 2. Puxar o barro com carro de boi e coloca-lo no tanque para amassá-lo bem. 3. Cortar o barro em pedaços, por na forma e alisa-lo com as mãos. 4. Passar a régua pra tirar o excesso. Alisar muito bem. 5. Por numa tábua e tira-lo da forma. 6. Deixar secar, entre 8 e 5 dias (tudo depende do clima). 7. Colocar no forno. 8. Queimar. O fogo ia aquecendo devagarinho até tudo ficar bem vermelho. 9. Deixar esfriar 8 - 9 dias. “perdíamos tudo se dava um temporal. Meu pai só tinha um forno a céu aberto. Era ele mesmo que o tinha feito. Eu era uma formiguinha carregadeira. Fazia de tudo. Fazia o tijolo e ajudava a carregá-lo para o forno. Sempre gostei de trabalhar, comecei com 10 anos. No meu tempo de oleira dava para viver”. Depois foi ser professora. Em seguida casou e tornou-se operária de cerâmica. Após 30 anos aposentou-se. Telhas: 1. Barro bem puro. Tem muita ciência. Não pode ter uma raiz. 2. Alisar bem com a mão 3. 4 – 5 dias para secar. 4. Queimar. Carros para água. Mesmo barro para telha tudo alisado com a mão.
Transmissão de saberes
Para muitos, homens e mulheres e principalmente para seu marido.

