Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Luiz Gaspar Filho
História de vida
Sr. Luiz gaspar tem uma profunda ligação com o mar onde começou a trabalhar pescando desde os dez anos de idade. Filho e neto de pescadores e produtores de vela, aprendeu logo cedo o ofício da pesca do peixe voador e da confecção de velas para propulsão das embarcações utilizadas para tal. Em função do trabalho, não houve tempo para os estudos. Tornou-se homem analfabeto mas sábio nos assuntos do mar. Trabalhando com a pesca e produzindo velas criou toda sua família. Recentemente, já com 65 anos de vida, parou com a pescaria em razão de uma cirurgia para correção de problemas de visão. Quando jovem, nos primeiros anos de envolvimento com a pesca, por uma demanda econômica, aprendeu a produzir as próprias velas. Afirma que: “eu, para não pagar nada a ninguém, fui e me dediquei a armar as minhas velas. Fazer, ajeitar, tudo só feito comigo. ” atualmente, apesar do entusiasmo com o mar e a embarcação usada para a pesca do voador, revela estar cansado. E relata: “hoje já estou cansando. Já estou cansado mesmo da vida do mar. Hoje já vivo mais em casa. Porque estou operado. Mas, o doutor mesmo me pediu agora, há uns três meses atrás, pra eu operar o outro olho, e continuar no mar, que a minha saúde ficava no mar. ” sr. Luiz é hoje proprietário de um bote à vela batizado como lucarino. Barco e pescador são conhecidos em grande parte da costa setentrional do rio grande do norte, tanto pela idade avançada do lucarino (94 anos entre construção e reformas) quanto pela figura de seu proprietário. Este último faz questão que a embarcação permaneça somente à vela embora haja uma tendência de alteração tendo muitas outras da localidade sofrido adaptações para inserção de motor para propulsão. Hoje sr. Gaspar afirma que está velho e não quer mais fazer velas. Mas dispõe-se a ensinar quem quer que seja. E, contraditoriamente, destaca: “eu só confio se eu cortar a vela, eu mesmo. . . Tenho a costureira lá, para costurar, todinha. . . Aí eu mesmo vou e entralho aquela corda. Todinha, todinha. ”
Localização
Descrição da atuação em rede
Sr. Luiz gaspar tem uma profunda ligação com o mar onde começou a trabalhar pescando desde os dez anos de idade. Filho e neto de pescadores e produtores de vela, aprendeu logo cedo o ofício da pesca do peixe voador e da confecção de velas para propulsão das embarcações utilizadas para tal. Em função do trabalho, não houve tempo para os estudos. Tornou-se homem analfabeto mas sábio nos assuntos do mar. Trabalhando com a pesca e produzindo velas criou toda sua família. Recentemente, já com 65 anos de vida, parou com a pescaria em razão de uma cirurgia para correção de problemas de visão. Quando jovem, nos primeiros anos de envolvimento com a pesca, por uma demanda econômica, aprendeu a produzir as próprias velas. Afirma que: “eu, para não pagar nada a ninguém, fui e me dediquei a armar as minhas velas. Fazer, ajeitar, tudo só feito comigo. ” atualmente, apesar do entusiasmo com o mar e a embarcação usada para a pesca do voador, revela estar cansado. E relata: “hoje já estou cansando. Já estou cansado mesmo da vida do mar. Hoje já vivo mais em casa. Porque estou operado. Mas, o doutor mesmo me pediu agora, há uns três meses atrás, pra eu operar o outro olho, e continuar no mar, que a minha saúde ficava no mar. ” sr. Luiz é hoje proprietário de um bote à vela batizado como lucarino. Barco e pescador são conhecidos em grande parte da costa setentrional do rio grande do norte, tanto pela idade avançada do lucarino (94 anos entre construção e reformas) quanto pela figura de seu proprietário. Este último faz questão que a embarcação permaneça somente à vela embora haja uma tendência de alteração tendo muitas outras da localidade sofrido adaptações para inserção de motor para propulsão. Hoje sr. Gaspar afirma que está velho e não quer mais fazer velas. Mas dispõe-se a ensinar quem quer que seja. E, contraditoriamente, destaca: “eu só confio se eu cortar a vela, eu mesmo. . . Tenho a costureira lá, para costurar, todinha. . . Aí eu mesmo vou e entralho aquela corda. Todinha, todinha. ”
Aprendizado do bem
Sr. Luiz gaspar filho começou a trabalhar no barco do pai, luiz gaspar de oliveira, aos dez anos de idade. Inicialmente não pescava exatamente, ia na proa da embarcação observando o trabalho dos demais tripulantes e ajudando em alguma tarefa. Não chegou a estudar. Aprendeu a pescar e a produzir velas com o pai que, por sua vez, teria aprendido também com o pai, manoel gaspar de oliveira, avô do entrevistado. Este último trouxera o conhecimento de seus antecedentes, o que retrata uma tradição longínqua no tempo, abrangendo aproximadamente dois séculos. A primeira vela produzida por sr. Luiz gaspar teria sido aos treze anos de idade após observar seu pai cortar, costurar e colocar em funcionamento algumas. Tratou-se, na verdade, da reconstrução de uma vela existente que demorou seis meses para ser concluída, afirma sr. Gaspar. Nos primeiros anos, após aprender a confeccionar velas, sr. Luiz trabalhou apenas no atendimento da família. Posteriormente é que passou a produzir velas para outros pescadores que extrapolavam seu núcleo familiar. A produção teria começado ainda no armazém de seu pai, espécie de galpão dotado de todo o apetrecho necessário à manutenção da embarcação e à produção de velas. Após 1956, data em que casou-se, passou a produzir em seu próprio armazém. Nele concentra até hoje as miniaturas de velas e embarcações que chegou a produzir. Durante toda a vida sr. Luiz trabalhou paralelamente com a pesca, especialmente a pesca de peixe voador, realizada no final da plataforma continental, a aproximadamente 80 km da costa. A pesca é realizada em botes à vela.
Transmissão de saberes
Sr. Gaspar ensinou seu único filho a pescar e a produzir velas mas ele não se interessou por seguir este segundo ofício. Ensinou também outras pessoas que se interessaram mas nenhuma delas continuou a atividade, migrando para outras tarefas que possibilitam possuir uma carteira assinada. Atualmente sr. Luiz gaspar abriga em sua casa um rapaz que lhe pediu ajuda e ensina a ele como confeccionar uma vela. Lindenberg santiago de miranda colabora com sr. Luiz não só na atividade de produção da vela mas também em pequenas tarefas do dia a dia.

