Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Manoel Tavares
História de vida
Sr. Dinho é filho de agricultor, nascido e criado em lagoa do sal, distrito de touros/rn. Começou a pescar aos 12 anos de idade com outros pescadores, a contra gosto de seu pai. Tomou gosto pela atividade envolvendo-se também com a produção de detalhes construtivos das embarcações, entre eles as velas. Chegou a construir sua própria jangada aos 18 anos de idade e, antes mesmo, a cortar sua primeira vela aos 13 anos. Costumava ir para o distrito de cajueiro em função da necessidade de encomendar velas para sua embarcação, e lá pôde observar um senhor de nome juvino, carpinteiro já falecido, produzir algumas. Aprendeu assim o ofício. Atualmente recebe encomendas não só de lagoa do sal mas da região. Realiza sua atividade na porta de casa, embaixo de uma mangueira, ou em qualquer lugar onde seja necessário. Neste último caso, leva consigo as poucas ferramentas que utiliza e improvisa um local de trabalho à sombra. A produção não se restringe apenas ao corte e costura do pano da vela. Sr. Dinho produz também mastro e tranca, de modo manual, completamente artesanal.
Localização
Descrição da atuação em rede
Sr. Dinho é filho de agricultor, nascido e criado em lagoa do sal, distrito de touros/rn. Começou a pescar aos 12 anos de idade com outros pescadores, a contra gosto de seu pai. Tomou gosto pela atividade envolvendo-se também com a produção de detalhes construtivos das embarcações, entre eles as velas. Chegou a construir sua própria jangada aos 18 anos de idade e, antes mesmo, a cortar sua primeira vela aos 13 anos. Costumava ir para o distrito de cajueiro em função da necessidade de encomendar velas para sua embarcação, e lá pôde observar um senhor de nome juvino, carpinteiro já falecido, produzir algumas. Aprendeu assim o ofício. Atualmente recebe encomendas não só de lagoa do sal mas da região. Realiza sua atividade na porta de casa, embaixo de uma mangueira, ou em qualquer lugar onde seja necessário. Neste último caso, leva consigo as poucas ferramentas que utiliza e improvisa um local de trabalho à sombra. A produção não se restringe apenas ao corte e costura do pano da vela. Sr. Dinho produz também mastro e tranca, de modo manual, completamente artesanal.
Aprendizado do bem
Sr. Dinho aprendeu a produzir velas observando um senhor de nome juvino, residente em cajueiro, distrito de touros/rn. Na ocasião pescava com seu irmão mais novo e periodicamente, necessitando de nova vela para sua jangada, ia a cajueiro encomendar ao supracitado senhor. Relata como era o mestre e como aprendeu: “ele era um velho muito bravo. Eu e meu irmão chegamos lá e tinha passado uma chuva e ele disse: ‘não faço esse trabalho quando a terra molha. ’ aí nós fomos de novo e eu vi ele cortando e pensei: ‘é, eu acho que dá pra fazer. ’ depois eu fiz uma jangadinha pra mim e eu disse: ‘quem vai fazer a vela sou eu porque se eu perder, o pano é meu né? ! ’ aí eu fiz e deu certo. A primeira. Deu boa de primeira. Aí os cabra daqui mandaram mais pra mim. Outros começaram a cortar também mas depois vinham e quem ajeitava era eu. ” atualmente sr. Dinho recebe muitas encomendas e afirma: “hoje vem gente de cajueiro, de são josé, e outros lugares, pra eu cortar a vela. ” o trabalho é realizado embaixo de uma mangueira na porta de casa, na praia, ou em qualquer outro lugar onde seja necessário. Ele apenas reúne as ferramentas em um embornal e segue em direção ao trabalho.
Transmissão de saberes
Sr. Dinho afirma que já ensinou a outros e que sempre que está fazendo uma vela outras pessoas vem assistir. E, segundo ele, diz a estas pessoas: “vocês aprendam porque depois de mim vocês têm como fazer também né? ! ” as crianças também observam o trabalho de sr. Dinho e, segundo ele, é preciso chamar a atenção delas para que não mexam onde não devem. Afirma que tem que dizer: “deixa isso aí menino, que é pra não se cortar. ”

