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Nome completo
Mateus peixe
Localização
Aprendizado do bem
Nascido na zona rural, com sete anos já “massa taquara” para o seu pai, já falecido. Enquanto seu pai tecia, ele observava. O tecer, ele aprendeu com outra pessoa, nos diz: - óia, eu aprendi com um rapaz que foi trabalhar pro meu pai. Aí, ele não dava conta das encomendas dele. Aí, sempre ele tirava taquara no terreno do meu pai, aí, ele pegou e falou assim: cê podia me dá uma mão que eu tô com muita encomenda de forro pra fazê...Quem sabe cê não me dá uma mão pra fazê esses forro? (....) porque com meu pai não tinha jeito de eu aprender. Porque com o meu pai, eu tinha que massar taquara pra ele (...). Esse rapaz falou assim: olha, mateus, eu vô rachá umas taquara, vô ajudá ocê massa e võ te dá uma dica aqui como é que faz... Procê ajudá eu fazer esses forro pra nós fazê ele mais depressa. Aí quando meu pai chegou de tarde ele falô: ‘aí esse meio forro aí foi seu filho que fez. Aí eu vô vortá mais amanhã, pra adiantá... E depois ele mesmo vai continuá. Porque eu não posso ficar vindo direto, porque eu também tenho as encomenda pra fazê lá’... Aí eu peguei o ritmo e não parei não ”
Transmissão de saberes
Mateus sempre trabalhou sozinho e nunca ensinou a ninguém o ofício. Até mesmo para retirar a taquara, no terreno de seu pai, ou outro lugar, ele vai só. Apesar disso, mateus manifesta vontade de ensinar a alguém: “(...) que se a gente pará de fazer, porque a gente pára de fazer...Mas tem que passar pra frente”. Sobre seus três filhos, com idades que variam entre 15 e 12 anos, diz: - “tenho intenção de ensinar os meninos, ao menos desse modelo que aprendi a fazer (em rosa), balaio, essas coisa. Senão, não fica ninguém pra sabê. Ensiná meus meninos, senão esse ano, no ano que vem”.

