Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Mauro Antônio Da Silva
Data de nascimento
3 de setembro de 1961
História de vida
Trabalha como autônomo na confecção, manutenção, restauração e preservação de cantaria em chafarizes, pias batismais, capitéis, colunas, fustes e fachadas de edificações históricas. No caso de substituições ele faz próteses ou peças inteiriças. Mauro não se considera um mestre e sim um aprendiz porque a cada trabalho diferente, ele aprende mais um pouco. Ele acha que a primeira lição a ser aprendida neste ofício é conhecer os elementos arquitetônicos, principalmente aqueles que são feitos pela cantaria. Ele também trabalha com entalhes em pedra sabão e bojos de pias em mármore. Para se conseguir o quartzito, mauro registra o que tem que ser feito na restauração, faz um projeto, tira cópia do mesmo e vai até o parque onde se encontra a jazida. Ele apresenta o projeto ao responsável pelo parque contando a história do monumento a ser restaurado e então ele recebe a autorização para retirar a pedra com um caminhão munck. Mauro então faz uma análise da pedra para verificar se a sua tonalidade e a sua pigmentação são compatíveis com a peça a ser restaurada. Segundo ele, a intervenção deve ser discreta, porém é impossível não deixar o seu próprio estilo no trabalho de restauração realizado. Nas horas de lazer, ele gosta de pesquisar sobre o ofício da cantaria e suas patologias (esfoliação, alveolização, liquens), além de trocar informações com outros mestres artífices.
Localização
Descrição da atuação em rede
Trabalha como autônomo na confecção, manutenção, restauração e preservação de cantaria em chafarizes, pias batismais, capitéis, colunas, fustes e fachadas de edificações históricas. No caso de substituições ele faz próteses ou peças inteiriças. Mauro não se considera um mestre e sim um aprendiz porque a cada trabalho diferente, ele aprende mais um pouco. Ele acha que a primeira lição a ser aprendida neste ofício é conhecer os elementos arquitetônicos, principalmente aqueles que são feitos pela cantaria. Ele também trabalha com entalhes em pedra sabão e bojos de pias em mármore. Para se conseguir o quartzito, mauro registra o que tem que ser feito na restauração, faz um projeto, tira cópia do mesmo e vai até o parque onde se encontra a jazida. Ele apresenta o projeto ao responsável pelo parque contando a história do monumento a ser restaurado e então ele recebe a autorização para retirar a pedra com um caminhão munck. Mauro então faz uma análise da pedra para verificar se a sua tonalidade e a sua pigmentação são compatíveis com a peça a ser restaurada. Segundo ele, a intervenção deve ser discreta, porém é impossível não deixar o seu próprio estilo no trabalho de restauração realizado. Nas horas de lazer, ele gosta de pesquisar sobre o ofício da cantaria e suas patologias (esfoliação, alveolização, liquens), além de trocar informações com outros mestres artífices.
Aprendizado do bem
Começou a trabalhar com cantaria há dez anos com mestre juca na universidade federal de ouro preto (ufop) em um curso de extensão que durou três anos. Sempre teve curiosidade no ofício porque quando caminhava pelas ruas de ouro preto, observava os blocos de pedra colocados na fachada do museu da inconfidência. Ele se perguntava como aqueles blocos foram colocados ali sem a tecnologia existente nos dias atuais. Num determinado ano, uma escola de samba de ouro preto homenageou mestre juca no seu samba enredo e então mauro começou a ler mais sobre a cantaria e se interessou em entrar para esta área.
Transmissão de saberes
Mauro trabalhou na restauração da estrada real, fazendo blocos de pedra, e ensinou a alguns auxiliares como cortar o veio da pedra para o serviço render mais. Constantino (apelido: espaguete) era um dos auxiliares. Mauro também já ministrou palestras de preservação e educação patrimonial na faop.

