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Mestre Macaco - foto por Gabrieu Algusto -
Mestre Macaco - foto por Gabrieu Algusto -
Mestre Macaco - foto por Gabrieu Algusto -
Mestre Macaco - foto por Pedro Aspahan -
Mestre Macaco - foto por Pedro Aspahan
Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Carolina Antunes | Pedro Aspahan | Tainah Leite | Vanilza J Rodrigues | Leonardo Rosse | César Guimarães
Nome completo
Carlos Alberto Pereira
Data de nascimento
26 de abril de 1955
História de vida
Texto fornecido pelo mestre:
Carlos Alberto Pereira, o Mestre Macaco, nasceu em Salvador, Bahia, em 26 de abril de 1955, filho de Francisco Paulo Pereira e Maura Rodrigues Pereira, em uma família de 12 irmãos.
Começou a jogar capoeira aos 10 anos de idade nas ruas de Salvador, e logo foi para a Academia de uns dos maiores Mestre de Capoeira da Bahia, o Mestre Caiçara, aquele que considera seu padrinho na capoeira. E como todo bom capoeirista, ganhou logo um apelido nas rodas: foi batizado como Macaco, por conta da disposição, agilidade e energia, apelido este devidamente aprovado por Mestre Caiçara, este um amigo de longa data de sua família e que lhe tratava como um filho.
Muito novo, Macaco fazia sucesso nos shows de capoeira promovidos na cidade de Salvador pelo grupo Caiçara, grupo do qual era o xodó.
Aos 14 anos, junto com os seus amigos Mestres Índio, De Mola, Gaje, Dois de Ouros, Cebolinha e Macaco Preto, ajudou a criar um dos maiores, melhores e mais respeitados grupos de Capoeira de Salvador, o Grupo do Mercado Modelo, grupo este que marcou fama na cidade.
Aos 17 anos, decidido a tornar a capoeira seu meio de vida, saiu de Salvador para divulgar e ensinar a Capoeira em outros estados, principalmente Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Com os pés na estrada, em 1972 teve uma pequena passagem de três dias por Governador Valadares, onde fez show com os seus amigos De Mola, Cebolinha e Macaco Preto (Santana).
Seguindo viagem, foi para BH, onde ajudou a criar aos domingos, a roda de capoeira na Praça da Liberdade. Nessa época, ficou três meses em BH fazendo shows nas Faculdades de Medicina, Engenharia, Filosofia e Farmácia através dos seus diretórios acadêmicos. Posteriormente foi para São Paulo, onde foi um dos fundadores da Roda de Capoeira da Praça da República, tendo dado aulas de capoeira na cidade de Limeira.
Posteriormente, foi para o Rio de Janeiro, onde fazia shows nas praças da cidade. Aos sábados, estava sempre na Roda de Capoeira do Grupo Senzala, o melhor e respeitado grupo de Capoeira do Rio, sendo que hoje tem alunos espalhados quase pelo mundo todo divulgando a capoeira.
Em 1974 regressou para Salvador, sendo convidado para fazer parte do Grupo Folclórico Olodum-Maré, do amigo Mestre Camisa. O grupo havia sido convidado para representar o Brasil na abertura da Copa do Mundo da Alemanha, porém, por questões de documentação, Mestre Macaco não pode ir. O grupo foi sem ele.
Mas nesse mesmo ano considera que as portas se abriram para ele, pois recebeu o convite que viria a mudar sua vida. Estava em Salvador e, considera que pela mão de Deus, foi convidado para vir dar aulas em Governador Valadares. Fernando Rios e Ataíde, moradores de GV e adeptos da capoeira, não tinham tempo para ministrar aulas, e como havia muitos interessados na cidade, foram a Salvador para buscar uma pessoa aqui pudesse ensinar. Mestre Macaco foi indicado por conhecidos, e quando contactado, aceitou de pronto. Naquele momento não sabia que a mão de Deus estava guiando seus passos.
O convite chegou na hora certa e mudou sua vida. Ao aceitar, não cogitava que aqui em GV iria se realizar profissionalmente, fazer um enorme círculo de amizades e constituir família. A cidade lhe recebeu de braços abertos.
Ao chegar em Valadares, fez amizade com um conterrâneo chamado Cal, e junto com Ataíde, Dilsinho, Fernando Rios e o grande e saudoso músico Brito, conseguiram um espaço na Rua Bárbara Heliodora, nº 761, quase esquina com a rua São Paulo. Ali, Mestre Macaco fundou a Associação de Capoeira Senhor do Bonfim, assim como seu grupo Folclórico, dando início a uma trajetória que marcou época em Governador Valadares.
Na década de 70 participou de muitas Feiras da Paz, que na época eram coordenadas pelas as Primeiras Damas da cidade. Assim, trabalhou nos eventos filantrópicos com Dona Lílis de Carvalho Gomes, esposa do prefeito Dr. Hermínio Gomes, e com a Sra. ....??????, esposa do prefeito Raimundo Resende.
Nesta época, a academia onde funcionava a Associação de Capoeira Senhor do Bonfim, já contava com cerca de 150 alunos matriculados. As aulas aconteciam a partir das 5:30 da manhã e iam até as 10 horas da noite, sendo que no início lecionava sozinho. Mais tarde passou a dividir as turmas com seu amigo Mestre Santana, capoeirista baiano que também teve uma passagem por Governador Valadares.
Era sempre chamado por alunos e alunas do Colégio Ibituruna para participar de apresentações de capoeira e de Danças Folclóricas afro-baianas, como o maculelê, a puxada de rede e o maracatu. Estas apresentações ocorriam como parte dos jogos escolares internos daquela instituição (JECI) e tinham uma entusiasta na pessoa da Professora Dona Ruth Soares, sendo que as turmas coordenadas por Mestre Macaco ganharam vários prêmios.
Em outras escolas da cidade, era sempre convidado para ensinar aos alunos algumas peculiaridades do folclore da Bahia ligados a capoeira e às danças afro-baianas, sendo que os alunos adoravam as apresentações. Na mesma época, fundou a Roda de Capoeira da Praça Serra Lima, onde aos domingos se realizava a Feira de Artesanato, que se tornou uma diversão para a população de Valadares.
Participou de vários carnavais, desfilando nas escolas de samba da cidade, mas era folião ativo no Bloco Kaaba, sendo que após os desfiles nas ruas e avenidas de GV, partia com os demais integrantes do Kaaba para os bailes de carnaval do Minas Clube, Garfo Clube e Ilusão.
Aqui em Governador Valadares casou-se com Margarida de Melo, de tradicional família valadarense, e com ela teve três filhas, Taryna Rodrigues Pereira, Akyra Rodrigues de Oliveira e Karla Rodrigues Pereira, filhas amorosas, que considera seus tesouros.
Em 1983, já se sentindo um valadarense nato, foi para o Estados Unidos com a ideia de passar 2 anos e regressar, mas acabou ficando por lá. Em Junho de 2023 irá completar 40 anos de América, mas sempre vindo a Governador Valadares para visitar a família e os amigos. Apesar de ter muitos familiares em Salvador, sua primeira parada no Brasil é sempre em Governador Valadares, cidade que adotou como sua, e que por ela foi adotado.
Nos EUA, começou, como muitos bons valadarenses, lavando pratos em restaurantes, passando rapidamente para ajudante de garçom, garçom, Capitão dos Garçons, Supervisor, Gerente do Nigth Club e Gerente dos Bares no Nevele Hotel, tendo ali trabalhado por 27 anos consecutivos, até o dia em que o hotel fechou as portas.
Além das três filhas que residem no Brasil, teve 7 filhos que moram com ele nos Estados Unidos, Carlos Alberto Pereira Jr, Caroline Quick, Francisco Pereira, Joseph Pereira, Thomas Pereira, Raphael Pereira e Timmy Pereira. Seus dez filhos lhe deram duas netas que residem em Governador Valadares, Beatriz e Lisa, e cinco netos que residem nos EUA, Akira, Athena, Carlos III, Geovanni e Jiraya.
Aposentou-se nos EUA, mas continua trabalhando, sendo que vem todos anos ao Brasil, em especial a Governador Valadares, onde assiste jogos de uma outra paixão sua, o Clube Atlético Mineiro.
Identificação de gênero
Homem cisgênero








