Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Newton Baracho
História de vida
Newton baracho é tanto pescador quanto carpinteiro naval. Newton diz não se interessar tanto por carpintaria dizendo: “além de o valor ser pequeno, além do valor ser pequeno, eu gosto mais de pescar. ” porém, ele continua produzindo embarcações. Ele relata: “quando o cara chega, eu faço canoa, eu faço reparos, eu passo. . . Entendeu? Uma vez um colega meu, eu faço até por amizade, de todos os jeitos. O cara não sai daqui sem. . . Sem concertar a canoa dele. . . Mas que, muitas das vezes, eu não me interesso a fazer. ” mas newton afirma: “olha o cara que mais fez canoa aqui, daqui em macau, o cara que mais fez canoa foi eu (. . . )agora ultimamente, eu não tenho feito. ” newton se mostra preocupado com a segurança das canoas da atualidade: “agora, no meu ponto de vista, no meu. . . É uma coisa que, seu eu fosse pelo menos um diretor da colônia, eu faria com que todos os batelões tivessem uma proteção, como segurança. . . Às vezes quando eu falo aí, a turma fica ignorando e. . . O que seria a proteção? Seria um banco aqui. Entendeu? Uns trinta centímetros. E uma tábua aqui para baixo. Uma tábua aqui em cima que sentasse até como acento, e por baixo fizesse umas cavidades como escôo, da água passar para cá. E isso aqui cheio de isopor, porque, um barco desses se virando, se enchendo lá, ele não agüenta botar nem a mão! ”
Localização
Descrição da atuação em rede
Newton baracho é tanto pescador quanto carpinteiro naval. Newton diz não se interessar tanto por carpintaria dizendo: “além de o valor ser pequeno, além do valor ser pequeno, eu gosto mais de pescar. ” porém, ele continua produzindo embarcações. Ele relata: “quando o cara chega, eu faço canoa, eu faço reparos, eu passo. . . Entendeu? Uma vez um colega meu, eu faço até por amizade, de todos os jeitos. O cara não sai daqui sem. . . Sem concertar a canoa dele. . . Mas que, muitas das vezes, eu não me interesso a fazer. ” mas newton afirma: “olha o cara que mais fez canoa aqui, daqui em macau, o cara que mais fez canoa foi eu (. . . )agora ultimamente, eu não tenho feito. ” newton se mostra preocupado com a segurança das canoas da atualidade: “agora, no meu ponto de vista, no meu. . . É uma coisa que, seu eu fosse pelo menos um diretor da colônia, eu faria com que todos os batelões tivessem uma proteção, como segurança. . . Às vezes quando eu falo aí, a turma fica ignorando e. . . O que seria a proteção? Seria um banco aqui. Entendeu? Uns trinta centímetros. E uma tábua aqui para baixo. Uma tábua aqui em cima que sentasse até como acento, e por baixo fizesse umas cavidades como escôo, da água passar para cá. E isso aqui cheio de isopor, porque, um barco desses se virando, se enchendo lá, ele não agüenta botar nem a mão! ”
Aprendizado do bem
Newton não explica claramente como aprendeu, mas ele fala o seguinte: “eu trabalhei como marceneiro, em uma faixa de. . . Quatorze anos, eu trabalhei como marceneiro lá dentro do arrugo. . . ” “mesclava com a atividade de carpinteiro. Aí foi quando eu fui para o exército, passei dois anos no exercito. . . Quando eu vim, eu trabalhei nessa dita (salineira) que, ela se diz a dona do mundo, eu trabalhei três anos de vigilante. Aí de lá para cá é só carpintaria e pesca. ” desde os quatorze anos já pescava camarão também. “pescava camarão. Pescava com camarão no sentido de. . . Eu ia mais o meu pai, segurando o borna (. . . ) quando não era o bornal, era o saco de roda. Um saco com uma roda que eles pescam dentro. . . ” e de acordo com newton, ele aprendeu a pescar camarão foi, nas suas palavras: “com papai. Manuel paulo baracho. ” sobre o ofício de carpintaria, newton conta: “eu aprendi com um cidadão por nome de joão teixeira. João teixeira de oliveira. (. . . )ele trabalhava com carpintaria e. . . Com marcenaria, entendeu? (. . . )não era nem de barco. Aí quando eu aprendi a conduzir as ferramentas. . . Que naquele tempo, maquinário era difícil, era só manual. . . E eu trabalhava manual. Ele fazia muita coisa lá, tudo. . . Aí quando. . . A primeira canoa que eu fiz foi porque eu precisava. . . [risos] por precisar. . . O cara queria uma canoa. . . Em uma safra de camarão, que dava dinheiro. . . Entendeu? A safra de camarão aí, o cara contatava comigo, e aí eu fui fazendo e fui aperfeiçoando a forma, que é como eles chamam. (. . . )” newton começou a fazer canoas na sua casa. Ele relata: “. . . Canoas eu comecei a fazer, em uma faixa de. . . Quando eu vim do (exército), em uma faixa de dezenove para vinte anos (. . . ) a primeira, eu fiz ela. . . Saiu bem trabalhada. Que a gente vai fazendo com. . . Mas ela saiu com o bico levantado, que eles chamam de ‘beber água’, ela fica batendo, o bico fica meio levantado. . . Aí vem. . . Tem aquelas críticas do pescador. . . Ah, mas não ficou melhor, porque ela bate. . . Entendeu? Aí na próxima já recortei mais. . . E dei um recorte de menos. . . Para ela tirar aquele. . . Aí fui aperfeiçoando. ”
Transmissão de saberes
“. . . Teve uns caras que aprenderam que. . . Que trabalharam comigo. E aprenderam. Que hoje são eles que fazem, eu não me interesso mais. (. . . ) não vou dizer que eu ensinei para muita gente, mas teve uns três que fazem canoa. . . ” são eles: “francisquinho, que a gente chama ele. . . [risos] de xaropinho”, “pip” e “zé horácio, chamam ele de zé na bunda”

