Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Rinaldo
Localização
Aprendizado do bem
Nascido em acaiaca, muda-se para mariana com a família aos 13 anos, quando tem contato com o artesanato local e aprende a modelar em argila. Seu interesse em escultura o leva a procurar a pedra-sabão. Sobre seu primeiro contato com o trabalho em pedra, aos 15 anos (não foi observado um mestre, em especial), rinaldo conta-nos: “na hora que eu conheci a pedra-sabão e vi que era macia, eu conseguia fazer a mesma coisa que eu fazia na cerâmica. Só com as ferramentas um pouco melhores. Pronto! Achei a roda! Que não precisa queimar. (...) foi um momento legal, cara. Que coisa maravilhosa isso aqui.” continua, em outro momento: “eu aprendi olhando também (...)”. Diz ter aprendido a cantaria “praticamente observando. Eu tive que aprendê observando e vendo, e praticando, né. (...) eu olhava nas pedras o trabalho do corte. Fui olhando a posição das talhadeiras. A posição dos cortes nas pedras e eu via a posição que tinha que segurar a talhadeira, a posição que ela tinha que ser pra fazer aquele trabalho. Porque o importante no trabalho da cantaria (...) é a posição da ferramenta, a posição de segurar a ferramenta, e não a ferramenta (...) é a forma de segurar a ferramenta. E de bater, né.” ao fazer o curso do monumenta, em veneza, teve a certeza de estar seguindo o caminho correto em cantaria: “observar de quem faz, de quem sabia fazer, né. (...) eu tive muita dificuldade porque ninguém me ensinou. Aliás, foi bom ter ido para veneza pra você confirmar que você tava no caminho. Isso foi maravilhoso (...)”.
Transmissão de saberes
Sim, vários ajudantes auxiliaram-no em suas obras, quando eram contratados por empreitada. Ficavam entre cinco meses a um ano na sua companhia. Tempo o suficiente para aprenderem a técnica da cantaria, que segundo rinaldo, é facil ser passada. Em outro momento brinca ao ser questionado se algum de seus aprendizes deu continuidade com a cantaria: “não, que eu conheça, não. Até, bem pra mim, né! Ainda bem! (risos) (...) porque não tem trabalho, assim, também, porque isso é muito complicado. Porque é muito pouco serviço”. (ref.: 02)

