Informações
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Nome completo
Roberta Moraes
História de vida
Atualmente é dona dos dois teares que existem no povoado, sendo um herdado de sua mãe, dona francisca, que fabricava redes de dormir conhecidas como tecidas. Segundo dona roberta, “na época dela batiam o algodão e fiavam no tear”. Mesmo conhecendo esta forma, dona roberta não domina as técnicas de execução, praticando outro modo de confeccionar a rede, isto é, batida. Domina e pratica todo o processo deste último modo, sendo uma das únicas mulheres que coloca os fios no tear, processo a que denominam botar os fios. Essa habilidade a distingue do grupo, porque tem o saber incorporado e não o transmite para todas as mulheres, somente àquelas nas quais têm plena confiança e que fazem o juramento de não abandoná-a, conforme narrou. Isto significa dizer que permanecerão trabalhando com ela, sem se estabelecer por conta própria.
Localização
Descrição da atuação em rede
Atualmente é dona dos dois teares que existem no povoado, sendo um herdado de sua mãe, dona francisca, que fabricava redes de dormir conhecidas como tecidas. Segundo dona roberta, “na época dela batiam o algodão e fiavam no tear”. Mesmo conhecendo esta forma, dona roberta não domina as técnicas de execução, praticando outro modo de confeccionar a rede, isto é, batida. Domina e pratica todo o processo deste último modo, sendo uma das únicas mulheres que coloca os fios no tear, processo a que denominam botar os fios. Essa habilidade a distingue do grupo, porque tem o saber incorporado e não o transmite para todas as mulheres, somente àquelas nas quais têm plena confiança e que fazem o juramento de não abandoná-a, conforme narrou. Isto significa dizer que permanecerão trabalhando com ela, sem se estabelecer por conta própria.
Aprendizado do bem
Aprendeu o modo de fazer rede batida em são luís do maranhão, no tempo em que morou no bairro da vila palmeira, com uma senhora da cidade de pinheiro-ma, chamada dona graça, mais ou menos durante sua última gestação, há 16 anos, quando para lá foi tentar conseguir trabalho. Dona roberta contou que dona graça tinha um tear em casa, e convidou-a para “aprender a bater rede”, com a ressalva de que se ela aprendesse, prometeria não abandonar sua mestra. Noutras palavras, dona roberta não poderia iniciar seu ofício independentemente ainda em são luís, perto de dona graça, porque poderia gerar para esta uma nova concorrente. Contou ainda, que não aprendeu com sua mãe, “porque era menina”, o que faz pensar que o ofício era dominado por mulheres adultas, de modo que, com a morte das últimas duas mulheres que sabiam a técnica tecida, o saber não foi transmitido.
Transmissão de saberes
Ensinou três sobrinhas a técnica de “botar” os fios no tear e a outras mulheres as outras etapas de fabricação da rede. Inicialmente, quando voltou para o povoado de brito, ensinou somente duas sobrinhas a técnica de botar no tear, depois quando estas foram embora da localidade, ensinou outras mulheres as outras etapas do processo de fabricação das redes. Mas com a falta de fios na fábrica onde comprava em são luís, houve a interrupção da fabricação de redes no povoado. De acordo com as referências da entrevistada, a fábrica onde era realizada a compra corresponde à desativada fábrica de fios tupy, localizada no bairro da jordoa em são luís, nas imediações da hemomar (hemocentro do maranhão). Dona roberta ensinou recentemente outra sobrinha que reside no povoado, luciene, hoje com 30 anos, a técnica de botar (colocar) os fios no tear, cabendo a esta uma espécie de promessa de não abandoná-la para iniciar seu próprio empreendimento. Atualmente, a partir de janeiro deste ano, retomou-se a atividade, após 10 anos, onde dona roberta ensina um total de 09 mulheres (irene, maria, natividade, faustina, sebastiana, francimar, maria, vicença, luciene) as outras etapas de fabricação das redes.

