Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Sr. Adailson Souza Santana
Data de nascimento
5 de junho de 1975
História de vida
Sr. Biquinha é pedreiro e possui vasta atuação na área, resguardando conhecimentos que vão desde a construção convencional com ferro e cimento, obras de alvenaria, até técnicas tradicionais como a taipa de enchimento e o adobe. Constrói desde a fundação até telhado. Atualmente é contratado pela prefeitura como pedreiro, onde faz de tudo. Levanta alvenaria, reboca, assenta cerâmica, faz telhados simples e outras atividades de carpinteiro, pois na prefeitura não tem carpinteiros. Quando necessário roça terrenos, faz calçamento de ruas e outras atividades que não são inerentes à profissão, mas justifica dizendo que se é trabalho, ele faz, pois no final do mês tem o salário. Ressalta que apesar de fazer atividades que não são inerentes à atividade de pedreiro, não há represálias por parte dos chefes, caso não queiram fazer, pois não está no contrato deles. Apesar de seu grande conhecimento e do reconhecimento de outras pessoas da cidade sobre o seu saber, diz nunca querer ter sido classificado como mestre de obras, principalmente por ter que coordenar os colegas e, por fim, porque em seu contrato de trabalho está escrito pedreiro e ele tem medo de cometer “desvio de função”. Entre suas funções na prefeitura, está a participação na preparação do festival de arte e cultura de utinga, que reproduz na praça da cidade construções com técnicas tradicionais, como obras de taipa de enchimento e coberturas de palha. Página 2 de 17
Localização
Descrição da atuação em rede
Sr. Biquinha é pedreiro e possui vasta atuação na área, resguardando conhecimentos que vão desde a construção convencional com ferro e cimento, obras de alvenaria, até técnicas tradicionais como a taipa de enchimento e o adobe. Constrói desde a fundação até telhado. Atualmente é contratado pela prefeitura como pedreiro, onde faz de tudo. Levanta alvenaria, reboca, assenta cerâmica, faz telhados simples e outras atividades de carpinteiro, pois na prefeitura não tem carpinteiros. Quando necessário roça terrenos, faz calçamento de ruas e outras atividades que não são inerentes à profissão, mas justifica dizendo que se é trabalho, ele faz, pois no final do mês tem o salário. Ressalta que apesar de fazer atividades que não são inerentes à atividade de pedreiro, não há represálias por parte dos chefes, caso não queiram fazer, pois não está no contrato deles. Apesar de seu grande conhecimento e do reconhecimento de outras pessoas da cidade sobre o seu saber, diz nunca querer ter sido classificado como mestre de obras, principalmente por ter que coordenar os colegas e, por fim, porque em seu contrato de trabalho está escrito pedreiro e ele tem medo de cometer “desvio de função”. Entre suas funções na prefeitura, está a participação na preparação do festival de arte e cultura de utinga, que reproduz na praça da cidade construções com técnicas tradicionais, como obras de taipa de enchimento e coberturas de palha. Página 2 de 17
Aprendizado do bem
Várias são as fontes de conhecimento citadas por sr. Biquinha. Sobre o ofício de pedreiro, ele faz referência a uma experiência vivida, ainda na adolescência, quando foi para o interior de são paulo passar 30 dias de férias na casa do irmão mais velho: “nesses 30 dias que eu estava lá, meu irmão sempre me dava a colher pra ir trabalhando. Eu digo, vou aprender porque aprendendo eu ajudo a eles. E assim foi que comecei, nas férias em são paulo”. No período que ficou em são paulo aprendeu a dar contrapiso e fazer concreto. Retornando a utinga, um primo, chamado paulo, sempre o chamava para levantar paredes de alvenaria. Um dia fez o piso da casa do irmão, outras pessoas viram e começaram a lhe chamar para estes serviços e assim foi aprendendo e tomando gosto pela profissão. Sobre as construções de taipa de mão, chamada por eles como de enchimento, ele diz: “as primeiras vezes foram na roça, que tinha ‘adjutório’ e a gente ia. A casa de taipa é fácil, quem mora na roça só constrói assim. Na roça tem madeira, então tem que fazer de taipa”. Apesar da referência histórica e cultural da vida na roça, sr. Biquinha exalta o festival de arte e cultura do município, quando são construídas casas de taipa de enchimento no centro da cidade. Sr. Biquinha diz que aprimorou seus conhecimentos sobre a taipa nesses festejos, pois segundo ele: “a base, todo mundo sabe, mas no festival quem sabe mais, ensina aos outros”. Sobre o adobe, sr. Biquinha também faz referência aos adjutórios da roça, diz que ajudava ao pai na construção da casa onde moravam e que construiu a sua casa na roça com adobes: “na roça da gente fui eu que fiz o adobe, levantei a casa. Lá eu tenho forma, forma furada”.
Transmissão de saberes
Sim, ensinou ao irmão e a alguns colegas da prefeitura. O filho, hoje com 18 anos, já começou a aprender o ofício com o ele. Com relação ao filho diz: “ele já prepara a massa, ajuda na obra”.

