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Mestre Pelota - foto de Pedro Aspahan
Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Carolina Antunes | Pedro Aspahan | Tainah Leite | Vanilza J Rodrigues | Leonardo Rosse | César Guimarães
Nome completo
Carlos Alberto de Souza
Data de nascimento
4 de abril de 1957
História de vida
Texto fornecido pelo mestre:
MESTRE PELOTA – GRUPO GINGARTE – MG
Carlos Alberto de Souza, conhecido como Mestre Pelota, é uma lenda viva da capoeira.
Hoje, aos 66 anos de idade, dedicou 54 anos, de forma ininterrupta, à prática e ao ensino dessa arte pela qual é profundamente apaixonado. É um ativo participante das rodas de Belo Horizonte e do universo da capoeira.
Mestre Pelota iniciou seu aprendizado aos 12 anos de idade, com José Carlos Duarte, dando início à sua caminhada na capoeira. Desde então, passou a dedicar sua vida a essa arte. Atualmente, Mestre José Carlos reside no Espírito Santo.
Após esse período inicial, deu continuidade à sua formação com Demar, Lissinho, Nem e Rubinho, já como aluno graduado. Posteriormente, junto aos Mestres Tocha, Escorpião e Caveira, participou da formação do Grupo Raça de Minas. Em seguida, fundou seu próprio grupo, chamado Berimbau de Ouro, na década de 1980. Ao descobrir que já existia outro grupo com o mesmo nome, decidiu renomeá-lo para Associação de Capoeira Lotopé e, posteriormente, para Associação de Capoeira Gingarte, onde desenvolve suas atividades até hoje.
Ao longo de sua trajetória na capoeira, conheceu e conviveu com renomados mestres, como Mestre Dunga, Mestre Toninho Cavaliere — que se tornou um amigo muito próximo — Mestre Noventa, Mestre Luiz Mineiro e Mestre Macaco da Ginga, entre outros, participando de diversas rodas, encontros, vivências e eventos dentro e fora de Minas Gerais.
Nessa caminhada, também teve a oportunidade de conhecer importantes nomes da capoeira brasileira, como Mestre Suassuna, Mestre Nem, Mestre Camisa, Mestre Peixinho, Mestre Cobra Mansa, Mestre Cantador, Mestre Cebolinha, Mestre Pacato, entre muitos outros.
Atualmente, Mestre Pelota desenvolve um importante trabalho social nos bairros Sagrada Família e Casa Branca, em parceria com o Mestre Tocha (Nelson Teixeira), por meio do Grupo Gingarte-MG. Há mais de três décadas, realiza ações sociais por meio da capoeira, transmitindo seus valores e ensinamentos a crianças, jovens, adultos e pessoas da melhor idade.
Sem apoio institucional, sobrevive por meio de diversos trabalhos, como pintor, pedreiro e artesão, entre outros, que, no entanto, não lhe garantem plenamente a segurança e a dignidade compatíveis com sua trajetória e sua contribuição à capoeira.
Assim como Mestre Pelota, muitos mestres e capoeiristas foram e continuam sendo esquecidos e negligenciados pelo poder público e, por vezes, pela própria comunidade, incluindo alunos. Ainda assim, são reconhecidos por aqueles que compreendem o verdadeiro valor de sua contribuição, sendo reverenciados como grandes mestres de uma arte única: a capoeira.
Essa é uma realidade marcada por contrastes. O abandono de muitos mestres faz parte da própria história da capoeira — uma realidade triste para aqueles que carregam tanta sabedoria e generosidade, compartilhando seus conhecimentos com dedicação e um sorriso no rosto, apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas para manter a capoeira viva.
A homenagem deve ser feita em vida.
Respeito à capoeira e aos seus mestres.
Identificação de gênero
Homem cisgênero




