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Projetos relacionados
Outros nomes do território
Made
Descrição e relevância do território
No período colonial , a mesorregião sul da bahia correspondia às capitanias de porto seguro e ilhéus. No século xvi , o processo de ocupação dessa área teve como metas a extração de recursos naturais , como o pau-brasil e estratégias de controle territorial , como o estabelecimento de entrepostos comerciais no litoral , apoiados por aldeamentos jesuíticos , além da progressiva introdução da cultura de cana-de-açúcar , atividade que recebeu grandes investimentos. No século xvii , com a decadência da agroindústria açucareira , as capitanias de ilhéus e porto seguro – que além dos problemas de mercado , enfrentavam a resistência das populações indígenas e as doenças tropicais – se mantêm em função da exportação de madeira e do comércio interno. Ao longo do século xviii , o aumento da população européia gerou maior demanda de produtos nativos e a progressão populacional de salvador e da região motivou o desenvolvimento da produção de alimentos na área. A intensificação das atividades agrárias e extrativistas transformou essas capitanias em abastecedoras de farinha de mandioca , milho , feijão e pescado , produtos que eram embarcados principalmente em porto seguro e santa cruz cabrália. Tal atuação não prejudicou o intenso comércio de madeiras com os mercados de salvador e lisboa. Esse perfil de ocupação territorial provocou intensa agressão à mata atlântica. A falta de outras alternativas comercialmente viáveis manteve a área relativamente isolada até meados do século xx. A integração regional do extremo sul dessa região foi dificultada pelo padrão de ocupação territorial gerado pela economia colonial que tinha os portos como núcleos de povoamento e a via marítima como meio principal de comunicação. A expansão da economia cacaueira rumo ao sul do estado da bahia melhorou o contato entre o extremo sul e a zona cacaueira tradicional , mas a mudança no padrão litorâneo de ocupação só ocorreu na metade do século xx1 , com o recente ciclo da exploração madeireira e a abertura do eixo rodoviário br-101 , ligando o país do sudoeste ao nordeste - que , na década de 1950 , induziu a formação de núcleos de povoamento no interior. As transformações socioeconômicas , o crescimento populacional e a reordenação espacial verificados nessas vilas interioranas , nas últimas décadas , estão ligados ao processo de urbanização. Num primeiro momento , foram impulsionadas , por sua posição estratégica , para a instalação da indústria madeireira , de atividades comerciais e serviços em âmbito regional. Tais condições propiciaram , nas três últimas décadas , um rápido crescimento econômico e populacional a eunápolis e itabela , culminando com suas respectivas emancipações municipais , respectivamente de cabrália2 e de porto seguro3. Além de permitir a intensificação das relações econômicas entre o extremo sul da bahia e o sudeste do país , a br-101 favoreceu o desenvolvimento da atividade turística nos municípios litorâneos , que a partir da década de 1970 passaram a atrair população e investimentos específicos. A dinâmica econômica instalada na região mostra-se desde logo estruturalmente dependente de investimentos externos , tanto em relação à agroindústria quanto à celulose e ao turismo4. Paralelamente ao crescimento desses novos centros urbanos no interior , há na última década uma retomada do crescimento das cidades litorâneas , respaldada por uma intensa e eficiente campanha de marketing. Concentrando-se na temática do v centenário do descobrimento , uma série de investimentos de vulto vem induzindo o crescimento populacional , com o ampliação e mudanças nas atividades dos setores terciário e secundário (sobretudo serviços ligados ao turismo). Este processo é concomitante ao declínio das atividades ligadas à cultura do cacau em função da queda internacional de preços (1987) e da disseminação da praga vassoura de bruxa (1989). A tabela 4 permite avaliar esse processo , indicando uma variação negativa de população (-0 ,41%) na zona cacaueira e elevada (+13 ,07%) no extremo sul , aproximadamente 4 vezes maior do que a da mesorregião sul. Notas: 1 programa de desenvolvimento (prodetur 1994 , p.49). 2 lei estadual 4.770 , de 12/05/1988. 3 lei estadual 5.000 , de 13/06/1989. 4 prodetur 1994 , p.50. Andrade e arantes ltda – consultoria e projetos culturais página 5 de 21
Paisagem e meio ambiente
Litoral com praias brancas e falésias avermelhadas, recifes de coral, rios e mangues com excepcional valor paisagístico. A combinação de florestas tropicais atlânticas com restingas, mangues, pântanos, praias e corais resulta de interações biológicas complexas entre terra e mar, revelando uma biodiversidade de valor universal para conservação. O clima é o atlântico tropical úmido, com temperatura média anual entre 22 e 24o c. A pluviosidade anual varia entre 1.500 e 1.700 mm , o período mais chuvoso vai de outubro a dezembro. As praias apresentam bom aspecto visual, elevada transparência da água e boas condições de balneabilidade. Nas regiões estuarinas há certo grau de turbidez causado pelo material carregado pelos rios. Nas regiões urbanizadas, a crescente ocupação aponta para a necessidade de um maior controle para que se mantenha a qualidade das praias. Os principais cursos d’água são os rios caraíva, joão de tiba e buranhém. Da geografia local, destaca-se o monte pascoal, ponto culminante da região (536m), ainda dominando por grandes áreas arborizadas apesar do histórico processo de devastação que começou no período colonial com a extração do pau-brasil, espécie de árvore que foi uma referência importante para a fixação do nome definitivo do nosso país. O monte, primeira porção de terra avistada pela esquadra de cabral, localiza-se no parque nacional, atualmente reivindicado como terra indígina pelo povo pataxó. Na região do made encontram-se “ilhas” com remanescentes de mata atlântica o que, além da biodiversidade marinha (o banco de corais de coroa vermelha e do recife de fora, por exemplo), justificou a criação de diversas unidades de conservação federais, estaduais e municipais e o seu reconhecimento como patrimônio mundial, pela unesco. Os parques nacionais de monte pascoal (13.500ha), pau brasil (12.112ha) e do descobrimento (21.118ha), protegem parte significativa da mata atlântica e de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção. Associados a outros tipos de unidades de conservação existentes na região e no entorno, os parques fazem parte do projeto parques e reserva – corredores ecológicos do brasil, em implantação pelo ppg7 / programa piloto para a proteção das florestas tropicais brasileiras.

