Informações
Projeto relacionado
Nome completo
D. Zeca
História de vida
A brincadeira do tambor de crioula de d. Zeca tem sua origem ligada à primeira brincadeira que botou quando chegou no bairro de fátima, em 1951, um bumba-meu-boi de orquestra (fundado em 1952). D. Zeca começou a fazer o tambor no final da brincadeira do bumba-meu-boi como uma forma de reunir e divertir o grupo. Até então, ele não era visto como uma brincadeira independente do boi ou que tivesse a mesma importância deste: “sempre no terminal da brincadeira (bumba-meu-boi), a gente fazia este tambor de crioula, mas nunca levei a sério”. A sua realização estava condicionada a uma das etapas que compunham o ciclo do boi. Desde essa época que o tambor vem sendo realizado. Todavia, em 1965, a brincadeira se desvencilhou do boi, foi registrada como brincadeira, ganhando autonomia para ser realizado em qualquer época, por diversos motivos.
Localização
Aprendizado do bem
A ligação de d. Zeca com o tambor de crioula começou devido ao seu envolvimento com a brincadeira do bumba-meu-boi. Em 1952, ela e o marido, seu apolinário, criaram um bumba-boi de orquestra em pagamento a uma promessa dele, que, adoecendo, prometeu pra são joão que colocaria um boi em caso de cura. Promessa feita, graça alcançada, criaram o bumba-meu-boi de orquestra dois irmãos que durou sete anos, até o falecimento de seu apolinário. Desde essa época, que d. Zeca faz a brincadeira do tambor de crioula, que costumava ser tocado na morte do boi. Só deixado de brincar por um tempo, quando teve de parar com o bumba-meu-boi de orquestra devido às altas despesas. Retomando-o depois, só que em um outro sotaque, o de zabumba. E o tambor como era tradicional na matança do boi, voltou a ser feito: “a gente fazia aquele tambor de crioula aí dizia que era feijoada, aí o dia todinho a gente se divertia naquilo... Eu não brinco, mas eu gosto daquela diversão, daquela loucura das mulher e de qualquer maneira tudo são amiga. Elas vêm, elas me ajudam e assim é que é. Aí uma varre o barracão, outra já bota uma panela no fogo, outra já mexe pra cá e a gente fica naquele fole , o dia todinho naquela loucura.” em 1965, o tambor de crioula deixou de ser feito só na matança do boi. Então, recebeu o nome de tambor de crioula alegria de são benedito “porque a gente vai pra uma alegria, vai se diverti”

