Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Chico
Localização
Aprendizado do bem
Começou na construção com 21 anos de idade. Trabalhou cinco anos aprendendo com o mestre de obras joão wiesenteiner. O mestre pegava obras grandes de igrejas, colégios, e seminários, pois tinha uma equipe de oito pessoas. O aprendizado era de cinco anos. “mas aprender mesmo a gente nunca aprende, sempre tem coisa nova”. Primeiro, para ser um bom pedreiro tem que saber fazer tudo. Começava como servente aprendendo como queimar a cal em pedra e fazer a massa. Depois começava a pegar na colher, assentar tijolos, sob orientação dos pedreiros mais velhos, e assim era o desenvolvimento. A maior igreja que construiu foi a de rio do oeste, tinha as torres de cinqüenta metros de altura. Naquele tempo se fazia os alicerces de pedra, que depois foram substituídos pelo concreto: areia, pedra e cimento. As estruturas começaram a ser feitas com ferragem, fazia as vigas geralmente de vinte por trinta e depois fazia a parede conforme o tipo. Com o tempo foi conhecendo e se acostumando com as estruturas de qualquer construção. Então podia pegar um projeto fazer o orçamento, dizer quanto de material e quanto de ferragem precisava. Trabalhou muitos anos administrando as obras. Diz que na construção tem coisas difíceis, mas com vontade se aprende. O mais difícil, era fazer alicerces que resistissem os três ou quatro andares da obra. Por que precisava saber a bitola da ferragem e a quantidade de estribos, então às vezes, colocava um pouco mais por segurança. “é ali que tem que ter o cuidado, para que não caia". Já nos alicerces de pedra colocava pedras grandes, precisava de dois homens, colocavam dentro do buraco da fundação e arrumavam com uma alavanca, era um serviço duro. Trabalhou em construções que não usavam tanto cimento e ferro, em lugares com dificuldade de encontrar esses materiais . Então fazia a fundação de pedra, geralmente mais larga que o comum, para agüentar as paredes mais grossas. Usava uma massa de areia, cal e um pouco de cimento, como na construção do colégio em rio do oeste. Sempre colocava um pouco de cimento. Lembra de uma construção que era em cima de um morro. Lá não tinha como o caminhão chegar, então cada operário pegava meio saco de cimento e levava nas costas por uma picada do caminhão até o local da obra, era muito sofrido. Também fez estuque em obras onde tinha que economizar cimento, depois ele era revestido como reboque. Na parte de ornamentação fazia moldura e muitas cimalhas. Gostava de fazer cimalha, por que apesar de ser um trabalho pesado, era gratificante ver o desenho dela se formando ficando bonito e pronto. Trabalhou quarenta e cinco anos, cinco anos foram de aprendizado. Quando começou a trabalhar por conta, trabalhou um tempo com o mestre de obras erico feller. Depois de rio do oeste foi trabalhar em curitiba, fazendo casas, colégios, inclusive o colégio medianeira no vale do guaribituba. Trabalhou muito pouco com prédios, no máximo de quatro andares, por que os mais altos precisavam de elevador. Então deixa para as empresas que tinham os equipamentos. Afastou-se da profissão com quase setenta anos.
Transmissão de saberes
Ensinou a muitos. Aos sobrinhos que moravam no interior (nilton é construtor em curitiba), cunhados e outros, ao todo cerca de oito a dez pessoas. Demoravam de três a quatro anos para aprender, precisava encorajar os aprendizes, agora são bons construtores.

