Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Seu amaro
História de vida
Seu amaro, assim como outro entrevistado (francisco ribeiro de souza), aprendeu o ofício com o antigo encarregado na área de pintura iphan de pernambuco, severino luiz andrade (conhecido também como sílvio). O entrevistado prestava serviços ao iphan e em outros locais por indicação do órgão de preservação.. Alguns empregadores questionário de identificação: ofícios e modos de fazer pe pe ol 10 q60 01 procuravam o órgão e este indicava os profissionais aptos para desempenhar aquelas funções. Ao ser questionado se quem trabalhou no iphan sabia fazer direito, respondeu: “é por isso que ia[m] lá pedir [seu serviço]”. Segundo amaro, enquanto o engenheiro ayrton de carvalho e o mestre ferrão castelo branco estiveram à frente do iphan pernambuco, não se podia ascender ao quadro de funcionários da instituição, os artífices eram contratados como apenas como terceirizados. Amaro conta ainda que nenhum de seus filhos seguiu a sua profissão como pintor de paredes. Pelo menos um deles atual como pedreiro.
Localização
Aprendizado do bem
Apesar de seu pai ter trabalhado também com pintura de paredes, seu amaro afirma que aprendeu com severino luiz andrade (conhecido como sílvio), que era o encarregado de pintura na época em que prestou serviços para o iphan. Seu amaro relata que “sílvio severino” o convocou para sair do cargo de servente de pedreiro e se iniciar no ramo da pintura de parede. Ao ser questionado se aprendera com seu pai, disse: “não, não. Aprendi com esse que eu trabalhava com ele”. Mas em outros momentos também diz que aprendeu sozinho, vendo os outros trabalharem. Ao ser perguntado diretamente quem o ensinou, disse: “ninguém não, porque a gente está vendo fazer... Todo dia fazendo, todo dia era trabalhando com os pintor. Aí eu tinha uma chance, eu pegava e ia fazer. Quando chegavam, aí [diziam]: ‘está bom!’. Aí o mestre pediu ao doutores para eu ficar com ele direto”. Sobre o seu superior imediato, o senhor silvio severino, seu amaro afirmou que ele não escondia informação a respeito da preparação e mistura dos pigmentos para compor as tintas: “não, ele passava para gente. O que ele sabia, ele passava”. No entanto, o entrevistado não soube relatar como era este processo de preparo das tintas que se usavam para pintar os monumentos históricos. Sabe-se que elas eram preparadas à base de cal e pigmentos, porém o senhor amaro não soube relatar o processo de preparo. Antes do senhor amaro dedicar-se à pintura de paredes dos monumentos históricos, ele atuou como servente de pedreiro dentro do próprio iphan em pernambuco. Ele rememora como e quando passou a se dedicar ao ofício de pintor: “porque precisou de um servente para trabalhar com a turma, com os pintores, aí me tiraram para poder trabalhar com ele [pintores]. Aí eu fui olhando ali, peguei”. Após já trabalhar com pintura de parede passou a trabalhar também com reforma de forros. Apesar de não recordar a data em que iniciou no ofício, diz ter sido antes de 1974. Seu amaro descreve que: “uma das restauradoras que sabia, me pediu emprestado. Aí eu fui aí peguei também”. Tal restauradora era tereza carmen e seu amaro diz que também aprendeu a restaurar forros apenas observando. Com o aprendizado de pintura de forros ele conta que subiu de nível: “subi! Passei para o quadro de funcionários do iphan (pe).”
Transmissão de saberes
Seu amaro relata que não ensinou a ninguém o ofício. “não, porque num passava[m pessoas] para ensinar”. E complementa que se fosse o caso: “olhasse. Que aprendesse. Que nem eu me virei”. Questionário de identificação: ofícios e modos de fazer pe pe ol 10 q60 01

