Informações
Perfil étnico-racial
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Histórico da atuação cultural/patrimonial
Me chamo Camilly, tenho vinte e dois anos e atualmente moro no bairro do Tabuleiro dos Martins, em Maceió. Sou estudante de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e esse é meu primeiro contato com o patrimônio imaterial por essa perspectiva (de pesquisadora). As minhas experiências anteriores foram fazendo cultura, escrevendo-a de fato. Essa troca de posição foi bastante interessante e curiosa. Pude aprender e conviver com pessoas que já conhecia.
Meu vínculo com os bairros afetados aconteceu de duas formas. A primeira foi de forma familiar, uma tia morava no bairro do Mutange e, nas férias escolares, eu ia ficar na casa dela. Andava pela linha do três, corria subindo as escadarias do Mutange e construía amizades com a população. Minha tia morava onde era chamado “Alto do Céu” e de seu quintal, devido ao relevo do terreno, dava para ter uma ótima vista da Lagoa Mundaú, imagem que nunca sairá da minha mente.
O segundo contato foi quando eu já era adolescente e dançava Coco de Roda. Mesmo não dançando em nenhum grupo cultural dos bairros afetados, me apresentei duas vezes na Praça Lucena Maranhão, onde tive a oportunidade de conhecer vários fazedores de cultura, principalmente do bairro de Bebedouro.




