Informações
Perfil étnico-racial
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Histórico da atuação cultural/patrimonial
Eu sou Betinho Calheiros, e desde muito novo estou mergulhado na cultura popular de Maceió, com destaque para o Coco de Roda.
Cresci no bairro de Bebedouro, uma área fortemente impactada pelo crime socioambiental da mineradora Braskem. Foi ali, nesse lugar que tem um significado enorme pra mim, que criei uma conexão profunda com as tradições locais, o que se tornou uma parte essencial da minha vida e da minha trajetória até hoje.
Minha trajetória cultural começou ainda jovem, quando era coroinha na Paróquia Santo Antônio de Pádua. Foi o padre da época quem me incentivou a formar um grupo de coco de roda, e, desde então, nunca mais parei. Foi nesse momento que nasceu o Coco de Roda Reviver, grupo que lidero até hoje. Durante esse período, tive a oportunidade de assistir mestres inspiradores, como Mestra Hilda e Mestre Verdelinho, figuras que me motivaram a manter as raízes do coco de roda viva.
A vontade de preservar essa tradição, que faz parte da minha identidade, tem sido o que me move a continuar fazendo cultura até os dias de hoje. Além disso, tenho orgulho de dar continuidade ao trabalho iniciado por minha irmã, Angélica Calheiros, antiga liderança do coco de roda, que me deixou esse legado. Hoje, sinto que estou fazendo o mesmo ao passar esses ensinamentos para meus filhos, garantindo que as futuras gerações também sejam parte dessa história.
Atualmente, além de liderar o grupo Coco de Roda Reviver, atuo como vice-presidente da Liga dos Grupos de Coco de Roda Alagoano - LICOAL, onde unimos forças para promover e valorizar essa manifestação cultural tão importante. Para mim, manter viva essa tradição é não só uma forma de preservar nossas raízes, mas também de celebrar quem somos e de onde viemos.




