Informações
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Nome completo
Ana Cristina Christal Luvezuti Rubio
História de vida
A entrevistada relata que participa há 3 anos fazendo “de tudo um pouco”: ajudando no bazar, ajudando a Dona Glória (provedora). Conta ainda que participa de todas as etapas da festa. “Eu procuro ajudar, assim, como eu posso. Então, assim, eu ajudo a Glória, eu fico um pouco com ela lá, aí eu volto pra casa. Quando alguém precisa de uma água, alguma coisa, eu vou em casa e pego. E participo na missa, na procissão. Tudo isso, assim, que a Glória fala assim: “ó, preciso de alguma coisa”, eu vou lá ajudo.” (...) “Eu ajudo, teve uma época que eu participei com elas do artesanato, e uma época já não fico tanto. Às vezes eu participo, às vezes não participo. Mas eu também ajudei colocando as coisas que eu costumo fazer em casa, as minhas coisas, e coloco lá pra vender. (...)Pano de prato, coisas de crochê. Coisas que ela também faz lá, e que eu também faço. Então, quando eu posso participar com elas, eu fico com elas lá e participo. Senão, eu levo as minhas coisas pra colocar lá na igreja, e ajudar. Que é a mesma forma de ajudar. Porque tudo que é vendido, uma parte sempre fica pra igreja, então é também uma forma de ajudar.”
Localização
Descrição da atuação em rede
Cristina nasceu em São Paulo e veio morar no Rio de Janeiro há 4 anos, em decorrência de motivos de trabalho de seu marido. Há 3 anos mora no Morro da Conceição e participa da festa. Ela conta suas impressões: “Ah, foi emocionante pra mim, no caso, porque eu nunca tinha visto assim uma festa desse tipo, e pra mim foi muito bom. Assim, a hora que sai os andores, à tarde, com a santa, é muito bonito, porque todo mundo canta, e com as velas então, é assim, é uma coisa assim, muito bonita. E como tá todo mundo aqui da região, junto, reunido na procissão,acho que fica mais bonito ainda.” (...) “É, pra mim é uma emoção forte, pelo fato de eu não ser daqui, não ter parentes e amigos próximos, e tudo era muito novo pra nós aqui. Então a festa de Nossa Senhora da Conceição foi assim, emocionante pra mim por causa disso, porque é uma confraternização entre as pessoas daqui, que pra mim foi bem bonita de participar. Então... e emocionante, porque... pelo religioso, pela fé, pelo carinho que eu acabei tendo mais ainda pela santa e que agora pra mim é tudo, né? Então, acho que a saudade que a gente fica da família acaba fazendo com que a gente se apegue com outras pessoas e faz com que a gente passe momentos bons aqui também, mesmo estando longe da família.”

