Informações
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Nome completo
Rosa Abreu Ribeiro
Data de nascimento
25 de janeiro de 1933
História de vida
Rosa relata que sempre participou da Festa de Nossa Senhora da Conceição indo às missas, à procissão e aos festejos de uma forma geral. Em sua infância, lembra de brincar em torno do coreto montado para apresentações musicais: “Eu me lembro quando eu era garota, aquele dia era dia de fazer vestido novo, a banda tocava, a gente ficava brincando em volta do coreto, dançando.” (...) “Ficava aqui na rua. Ocupava metade da rua, não passava carro. O coreto da banda, né? Depois tinha o coreto de vender salgados, doces. Aí ocupava muito lugar, não tinha. Não tem mais lugar, você vê a rua, “tá” tudo tomado de carro.” Na sua juventude, já casada, lembra que seu marido participava ativamente da Celebração: “Aí um que ajudava muito aqui em cima era o meu marido, o “Barraca”. O nome dele era Valter, mas o pessoal chamava ele de Barraca. Ele sem essa festa... seis horas da manhã ele acordava todo mundo com fogos aqui em cima. Quando eu acordava, quando eu escutava os fogos, que eu olhava pra minha cama, não via mais ele. (risos)” O marido da entrevistada, já falecido, também participava da Festa de São João, que era tradição no Morro da Conceição, mas não mais ocorre hoje em dia: “Festa de São João! Outra coisa também que o meu marido também aprontava com a garotada, aí saíam, faziam até carrinho de... como é... pros noivos e tudo. Meu marido tava sempre no meio da garotada, adorava festa, ensaiava quadrilha com eles, tudo isso tinha aqui em cima.” Atualmente, Rosa participa das etapas da festa: missas e procissão. A entrevistada salienta que hoje ajuda sempre quando alguém precisa durante a festa, mas que o grupo da terceira idade não possui essa finalidade: “É. Se precisar, a gente ajuda em alguma coisa que precisar, mas não é como antigamente.” (...) “Só é uma reunião pra gente, que não “tá” fazendo nada, então a gente se reúne uma vez por semana pra brincar, conversar, lanchar, fazer aquela amizadezinha continuar, né? A gente participa desse grupo assim. Não é assim, a fim de ganhar nada, de ajudar nada, não é mais assim não. É mais o grupo assim, mais pra reunião, às vezes a gente vai no teatro, esse dinheiro que a gente faz às vezes faz fuxico, alguma coisa, às vezes vai no teatro, vai numa excursão qualquer. Só assim.”
Localização
Descrição da atuação em rede
Rosa se mudou para o Morro da Conceição quando tinha 12 anos de idade, mas sua avó já morava no local. Lá se casou, criou e casou sua filha. Seu falecido marido, Valter, participava ativamente da festa de Nossa Senhora da Conceição e da Festa de São João. A entrevistada se recorda de sua juventude do Morro, onde todos se conheciam e se organizavam para montar as festas e arrecadar fundos para a igrejinha. Lembra, ainda, que a comunidade era composta basicamente por famílias tradicionais portuguesas e espanholas.

