Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Magda Da Cássia Stanisce Magda Praça João Miranda Chácara Da Saudade
História de vida
É uma das pessoas responsáveis pelo preparo do almoço do sábado da festa e compõe a equipe que faz a decoração da igreja da Matriz.
Localização
Descrição da atuação em rede
A entrevistada nasceu na cidade de Paraty e morou no Guarujá até os 18 anos. Quando os seus dois filhos eram pequenos, ela trabalhava na secretaria da Santa Casa. Ela disse que passou a participar na organização da festa do Divino por influência de seu sogro, que foi festeiro em 1961. Ela ressalta que nos anos que teve familiares festeiros, o sogro e o seu filho e sua tia, ela juntamente com os demais ficava responsável por tudo. Ela disse que o seu sogro foi festeiro por influência de seu pai que foi festeiro umas duas ou três vezes. Desde essa participação mais direta na festa de 1961, Magda nunca deixou de participar da organização do cortejo. A entrevistada, ao mencionar os doadores, elegeu dois grupos: a população e os comerciantes. Magda participa de outras atividades religiosas ao longo do ano, sobretudo aquelas da paróquia de seu bairro. Na década de 1960, segundo a entrevistada, não havia venda de doce para arrecadar fundos para a celebração. A principal atividade desse período era a freqüente organização de bingos nos bairros da cidade. A venda de doces como principal atividade de arrecadação de fundos da festa do Divino começou, segundo a entrevistada, na década de 1990, a partir de uma iniciativa da família de seu ex-marido, Dedé Melo. Magda e o seu ex-marido foram festeiros da festa de São Benedito em 1973 ou 1974. Para ela, ser festeira é coordenar a festa. Ela define a festa do Divino enquanto festa da vida. Ela já participou da organização das principais festas religiosas de Paraty: Santa Rita, Nossa Senhora dos Remédios e São Benedito. Ela assinala que ficou mais crente após começar a ajudar na realização da festa do Divino. Magda mencionou que levou anos até ser autorizada a “chegar” no fogão da cozinha do almoço do Divino. A sua tia, que era uma das pessoas responsáveis pelo almoço, disse às demais que queria que Magda assumisse o seu lugar quando ela falecesse. Antes de chegar ao fogão, ela fazia o que a grande maioria que ajuda na cozinha faz: descascava legumes, picava cebola, escolhia feijão. Além da cozinha, ela ajuda na decoração da igreja juntamente com Edinho, um outro morador da cidade e participante da paróquia paratiense. A mãe da entrevistada já fez ao longo de muitos anos as flores de papel usadas para decorar a igreja.

