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Nome completo
Délcia Maria Do Carmo Soares
História de vida
A entrevistada se apresenta com uma pessoa totalmente envolvida em atividades religiosas, principalmente no que se compete à questão musical. Seu grande destaque quanto ao assunto é o fato de ter sido uma das poucas mulheres que se declararam e/ou são conhecidas como sineiras em ouro preto.
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Descrição da atuação em rede
A entrevistada se apresenta com uma pessoa totalmente envolvida em atividades religiosas, principalmente no que se compete à questão musical. Seu grande destaque quanto ao assunto é o fato de ter sido uma das poucas mulheres que se declararam e/ou são conhecidas como sineiras em ouro preto.
Aprendizado do bem
“relata que começou a tocar sinos em 1952 e tocou sino por cerca de 20 anos junto com uma amiga já falecida chamada luzia. O motivo que as levaram a tocar sinos foi a mudança do sineiro anterior, e para que a igreja não ficasse sem os toques, logo ela e sua amiga começaram a tocar. Segundo nos conta o padre da época, padre rocha, foi quem as ensinou e as incentivou a tocar, embora ela relate que os toques de antigamente são diferentes dos de hoje em dia: “antigamente tinha os modos de tocar sino diferente de hoje né [. . . ]”. Contudo não foram somente os ensinamentos do padre rocha que as fizeram sineiras, o fato de ver outras pessoas tocando também as incetivou a perceber alguns toques, inclusive executando algumas adaptações: “via os outros tocar assim e achava bonitinho e tocava do jeito que eles tocavam ou então dava uma variadazinha” diz. Dentre os motivos que a fizeram tocar somente na igreja de bom jesus de matozinhos, destaca o fato dos sinos nesta igreja serem mais leves do que os sinos de todas as outras igrejas. ” toquei quase 22 anos só nessa igreja, porque aliás, o menor sino que tem é esses daqui né, os lá de baíxo são muito pesados sô. O do pilar, nó! É enorme, é muito peso. Então não dá pr’agente dar uma dobrada nele. Porque tem hora que tem que dobrar o sino. É muito pesado”.
Transmissão de saberes
Num primeiro momento diz não ter esinado a ninguém, porém se lembra do seu filho, que de vez em quando toca os sinos para funções diversas como enterros, festas, etc. Contudo, afirma que seu filho toca à maneira das duas: “mas ele toca do jeito que a gente tocava também, ele aprendeu com agente”.

