Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Marcelo Eduardo Soares
História de vida
Marcelo soares vem de uma família de sineiros e atua como sineiro na igreja s. Bom jesus de matozinhos.
Localização
Descrição da atuação em rede
Marcelo soares vem de uma família de sineiros e atua como sineiro na igreja s. Bom jesus de matozinhos.
Aprendizado do bem
O entrevistado de vir de uma família de sineiro onde homens e mulheres tocavam sinos. Seu aprendizado deu-se na igreja de nosso senhor bom jesus de matozinhos onde começou a ter um contato com a torre pouco a pouco. Primeiro subindo até os degraus mais altos das escadas, pois o antigo zelador da igreja, sr. Barto, temia pela audição dos garotos e não os deixava subir até aà torre. A partir de então, através de um contato de observação começou a prender a tocar ois sinos com um antigo sineiro conhecido como zé gordo e com a sua mãe: “na minha família desde meu avô já foi sineiro, e minha mãe já foi sineira, minha tia é sineira e todo mundo lá em casa é sineiro. Tem o zé gordo, que foi que tocava o sino ali. E desde os 6 anos de idade que eu já to indo [. . . ] aos 8 anos de idade eu comecei a tocar. De 7 anos pra 8 eu comecei a tocar os outros três. [. . . ]porque na época era o barto que tomava conta da igreja. O bartolomeu, e ele não deixava, porque nós éramos muito novos, por causa do ouvido. Então agente ficava até na metade da escada primeiro, olhando[. . . ] ficava olhando primeiro como a mão fazia, como era, depois passamos pra cima, com os outros pegando na minha mão. Minha mãe levou e pegou na minha mão e. . . Entendeu? E puxava. Eu só toquei aqui. ”
Transmissão de saberes
O entrevistado relata que já ensinou algumas pessoas e tenta muito primar em seus ensinamentos pela tradição dos toques e principalmete pela questão rítmica curiosamente apoiada em outros eventos musicais que estão acotecendo fora da igreja como, por exemplo, as bandas civis de música: “é isso é que eu tento passar pro pessoal hoje que toca sino, às vezes eu não tõ aqui eu peço pra eles fazer do jeito que sempre foi [. . . ] a banda tocando, àss vezes eu falei: ‘o gente, vamo no ritmo da banda’. Então nós íamos com o sino de festa. A banda’pan pon’ e nós ‘pin pau – pan pan pan’ tem música que dá pra acompanhar, tem musica que não dá, porque é um toque mais lento [. . . ]”

