Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Anacreonte Pereira
História de vida
Na cidade de cruzeta é consensual a afirmação de que seu anacreonte é o mais importante conhecedor da história local, não só pelo fato de ser alguém que está na terceira idade, mas principalmente, pela grande capacidade que tem de memorizar datas e acontecimentos. Deste modo, o entrevistado consegue, sem dificuldade alguma, narrar a história de sua cidade, enfatizando detalhes como onde se localizavam as casas dos primeiros moradores, lembrando seus respectivos nomes, suas datas de nascimento e ainda quem foram suas esposas e filhos. Seu anacreonte também guarda na memória a lembrança dos primeiros carros que chegaram à cidade, e faz questão de dizer o modelo e ano de fabricação de cada um deles. Outro fator que faz de seu anacreonte uma figura tão recorrente, é o fato dele ser um dos mais importantes rezadores de cruzeta, de maneira que cotidianamente diversas pessoas o procuram para que o mesmo os cure de males como dores de dentes, ou para que cure doenças em rebanhos bovinos. Assim ao chegarmos à casa do entrevistado, fomos recebidos com as seguintes palavras: “se for para rezar em gado não encoste no arame não, que isso é azogado”. O entrevistado afirma que aprendeu as rezas que sabe somente decorando o que era pronunciado pelos rezadores que, antes dele, atuavam em sua cidade. Deste modo ele que reza para: “engasgo. . . Assim. . . Num mal triste numa rês. . . Num mal que chamam bicheira, essa coisas assim. . . ” descrever o que é desempenhado especificamente pelo entrevistado. Ele é proprietário dos meios de produção? Participa diretamente do trabalho? Executa uma etapa específica (qual? ) ou realiza todo o processo sozinho?
Localização
Descrição da atuação em rede
Na cidade de cruzeta é consensual a afirmação de que seu anacreonte é o mais importante conhecedor da história local, não só pelo fato de ser alguém que está na terceira idade, mas principalmente, pela grande capacidade que tem de memorizar datas e acontecimentos. Deste modo, o entrevistado consegue, sem dificuldade alguma, narrar a história de sua cidade, enfatizando detalhes como onde se localizavam as casas dos primeiros moradores, lembrando seus respectivos nomes, suas datas de nascimento e ainda quem foram suas esposas e filhos. Seu anacreonte também guarda na memória a lembrança dos primeiros carros que chegaram à cidade, e faz questão de dizer o modelo e ano de fabricação de cada um deles. Outro fator que faz de seu anacreonte uma figura tão recorrente, é o fato dele ser um dos mais importantes rezadores de cruzeta, de maneira que cotidianamente diversas pessoas o procuram para que o mesmo os cure de males como dores de dentes, ou para que cure doenças em rebanhos bovinos. Assim ao chegarmos à casa do entrevistado, fomos recebidos com as seguintes palavras: “se for para rezar em gado não encoste no arame não, que isso é azogado”. O entrevistado afirma que aprendeu as rezas que sabe somente decorando o que era pronunciado pelos rezadores que, antes dele, atuavam em sua cidade. Deste modo ele que reza para: “engasgo. . . Assim. . . Num mal triste numa rês. . . Num mal que chamam bicheira, essa coisas assim. . . ” descrever o que é desempenhado especificamente pelo entrevistado. Ele é proprietário dos meios de produção? Participa diretamente do trabalho? Executa uma etapa específica (qual? ) ou realiza todo o processo sozinho?
Aprendizado do bem
Foi a partir da observação da atuação de seus parentes que seu anacreonte aprendeu a atividade. “tio francisco carneiro, já morreu, e pedro bigail não contava histórias, mas lia o verso do pavão misterioso”. “seu anacreonte admite ter um bom conhecimento de diversos tipos de histórias, pois como ele mesmo afirma:” eu sei de um bocado, mas eu vivo retraído, talvez que hoje eu não me lembre de nenhuma, mas pode até eu me lembrar, você puxando por mim. . . ” “agora mamãe sabia de quatro orações, de forte a mais forte. . . Prometeu e deu a palavra de me ensinar mas nunca me ensinou [. . . ]. Não foi pessoa nenhuma que me ensinou, foi eu que vi o povo que sabia, o povo mais velho, homens e rezarem, aí eu ouvi. . . Deus me deu memória, eu sou sadio do juízo aí aprendi”. Relacionar com a história de vida do(a) entrevistado(a), localizando as datas de acordo com sua idade, se for necessário. Procurar seguir o relato cronologicamente.
Transmissão de saberes
Seu anacreonte diz que ensinou apenas uma oração, a de são braz (para engasgo), a uma mulher. Nomes de pessoas e graus de relacionamento com o(a) entrevistado(a). Se for parente, grau de parentesco. Quando ocorreu o treinamento?

