Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Heriberto Da Cruz
História de vida
Senhor heriberto da cruz é pescador artesanal da técnica de mergulho livre ou apneia e trabalha também no setor do comércio em um quiosque da beira da praia cuja proprietária é sua mãe: “eu vivo da pesca e eu ajudo minha mãe nesse quiosque aí. É a semana lá, final de semana cá”.
Localização
Descrição da atuação em rede
Senhor heriberto da cruz é pescador artesanal da técnica de mergulho livre ou apneia e trabalha também no setor do comércio em um quiosque da beira da praia cuja proprietária é sua mãe: “eu vivo da pesca e eu ajudo minha mãe nesse quiosque aí. É a semana lá, final de semana cá”.
Aprendizado do bem
Senhor heriberto relata que começou a aprender a atividade da pesca como uma brincadeira ainda com 10 a 12 anos, depois que chegava da escola, juntamente com outras crianças e seus irmãos: “eu comecei a pescar com umas catrainhas. Vinha da aula, chegavam uns amigos meus e a gente ia remando. O irmão e os outros iam pegar aqueles peixinhos coró, esses peixinhos, biquarinha. Era nesses barcos aí, em catralha remando. De linha, naquele tempo, eu tinha uns doze anos, dez anos, coisa de menino, boyzinho mesmo. Naquele tempo, era cheio aí botezinho pescando, pegando biquarinha só no remo. . . Para brincar. Só brincadeira quando eu comecei a mergulhar, eu mergulhava fora dos barcos. Duas braças, brincando, de fundura. Aí fui. . . Pegando, fomos pegando experiência. Aí pronto. ” entretanto, relata que sua relação com a pesca foi ficando séria e profissional a partir dos 16 anos: “aí, o negócio foi crescendo, foi crescendo. Comecei a pescar com dezessete, com vinte e um, eu casei. Aí tinha que pescar, comecei a pescar mais meu tio no barco dele. A brincadeira virou profissão. Comecei a pescar mesmo com ele”. Aos 18 anos, ele se juntou com o irmão, josé felipe da cruz, que é seu sócio ainda hoje, e começaram a fazer pesca de mergulho livre: “quando eu deixei o barco do meu tio, eu tinha já meus, dezoito anos, comprei uma jangadinha aquela de isopor, de bóia. Tem a oca e tem a de bóia. Compramos juntos, eu e meu irmão. Até hoje somos sócios. Ele, meu irmão, chamou para pescar com aquele compressor de mergulho. Ele estava em natal e tinha um cara doente. Aí ele disse: ‘heriberto, vamos começar a mergulhar no peito que é um negócio sadio, nós passamos pescando o peixe, pegamos uma lagosta quando der, quando for no período’. Porque, no período, só pode pegar lagosta grande, não pode pegar lagosta pequena, aí só pode pegar aquela grande. Aí comecei a mergulhar. Aí ele começou a mergulhar, ele é mais afoito. Começamos a aprofundar a água, já fomos para os parrachos. Parrachos é um pesqueiro de pesca cheio de peixe. Aí, comecei com a pescar peixe com espingarda emprestada. Aí ele começou a mergulhar com um arpão, que é melhor do que espingarda. Aí o governo começou a pagar seguro desemprego [seguro defeso durante o período de proibição da pesca da lagosta] para viver de pesca, aí dá uma ajuda boa esses seis meses de salário começamos a trabalhar, começamos a comprar as coisas e, hoje em dia estamos melhor de vida. Fomos passando de uma jangada para outra, fomos passando para uma melhor, hoje, nós temos duas”. Sobre a compra de suas atuais embarcações, senhor heriberto relata: “a jangadinha boa, eu comprei já tinha uns vinte e sete anos. Ela chama galinho do mar. Uma é a “galinho do mar’, e a outra é “pintinho do mar”. Não, nós só pescamos juntos, só pescamos nós dois. Aí, quando é para o mar mais aberto, nós vamos na maior. Quando é o mar mais fechado, nós vamos na menor. Porque a maior anda mais do que a menor, ela é mais rápida”. Senhor heriberto é ativo pescador de mergulho apinéia e ressalta: “eu nunca pesquei mergulhando com compressor”.
Transmissão de saberes
Senhor heriberto considera que nunca ensinou ninguém a pescar, entretanto, relata: “sempre eu dou umas dicas para os boyzinhos, sempre”.

