Informações
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Nome completo
Maria Das Dores De Almeida
História de vida
A entrevistada é envolvida desde criança com a prática do chouriço. No sítio que nasceu e no que reside atualmente, o criatório de porco e a feitura do chouriço sempre fizeram parte das atividades cotidianas e extracotidianas de sua família e da comunidade. Seus pais costumavam realizar a festa da matança com a feitura do chouriço todas as vezes que abatiam porcos. Mas como sua mãe não era mestra de chouriço, a família convidava um mestre conhecido na redondeza para realizar a tarefa. Foi com ele que dona lica obteve suas primeiras lições sobre o chouriço. Com o passar do tempo, ela foi aprimorando seus conhecimentos e após casar-se assumiu, definitivamente, o papel de mestra de chouriço na comunidade. Atualmente ela ainda faz o doce em companhia da senhorita, de 67 anos, francisca esmerina da costa, conhecida por calira e quase sua irmã de criação, de seu filho sebastião cícero de almeida e do ajudante e mexedor, eronildes, um trabalhador rural que presta serviços à família. A produção do doce acontece na própria residência da mestra, no sitio riacho da roça. Sebastião se encarrega da compra dos temperos e dos ingredientes do chouriço, assim como, de sua comercialização. Esta é feita na cidade de caicó, mais precisamente, na calçada do banco do brasil, entre caicoenses e visitantes. Apesar de dona lica assumir o papel de mestra, o doce é comercializado como sendo feito por sebastião. Aliás, na cidade, ele é conhecido pelo apelido de sebastião do chouriço.
Localização
Descrição da atuação em rede
A entrevistada é envolvida desde criança com a prática do chouriço. No sítio que nasceu e no que reside atualmente, o criatório de porco e a feitura do chouriço sempre fizeram parte das atividades cotidianas e extracotidianas de sua família e da comunidade. Seus pais costumavam realizar a festa da matança com a feitura do chouriço todas as vezes que abatiam porcos. Mas como sua mãe não era mestra de chouriço, a família convidava um mestre conhecido na redondeza para realizar a tarefa. Foi com ele que dona lica obteve suas primeiras lições sobre o chouriço. Com o passar do tempo, ela foi aprimorando seus conhecimentos e após casar-se assumiu, definitivamente, o papel de mestra de chouriço na comunidade. Atualmente ela ainda faz o doce em companhia da senhorita, de 67 anos, francisca esmerina da costa, conhecida por calira e quase sua irmã de criação, de seu filho sebastião cícero de almeida e do ajudante e mexedor, eronildes, um trabalhador rural que presta serviços à família. A produção do doce acontece na própria residência da mestra, no sitio riacho da roça. Sebastião se encarrega da compra dos temperos e dos ingredientes do chouriço, assim como, de sua comercialização. Esta é feita na cidade de caicó, mais precisamente, na calçada do banco do brasil, entre caicoenses e visitantes. Apesar de dona lica assumir o papel de mestra, o doce é comercializado como sendo feito por sebastião. Aliás, na cidade, ele é conhecido pelo apelido de sebastião do chouriço.
Aprendizado do bem
Dona lica aprendeu o ofício de mestra de chouriço em sua residência com o mestre vicente vitório, reconhecido na comunidade por este ofício. “eu lembro sim. Porque era um. . . Era um moreno que tinha lá no sítio donde eu nasci. Que era ele quem começou a fazer esse chouriço. Aí então se dali a gente foi vendo ele fazer e a gente foi aprendendo. Era vicente vitório. Era ele mesmo que fazia. Não deixava a gente chegar nem perto. Era um rapaz. . . Um rapaz velho. Não tinha mãe. Eu já conheci ele refeito. E num sei nem aonde a família dele. . . E de onde ele era. Eu num sei. Sim, quando matava um porco ele era convidado pra vim fazer aquele chouriço. Em todas as casas dali da vizinhança. Quem ia fazer o chouriço era com ele. Pois é, já fui aprendendo é. O chouriço é no dia que mata o porco. Quando eu casei. . . Eu casei foi em 52. Aí acho que eu já fazia. Depois, quando eu me casei já tive de fazer na minha casa. Depois continuei. Faço. Eu preparo. Só num mexo porque eu já ‘to muito idosa, num tenho mais resistência. Agora, eu preparo e os menino’ mexe. Mas, no sítio, eu faço no sítio. Eu moro no sítio. Venho aqui porque meus menino’ mora aqui”.
Transmissão de saberes
Sim. Ensinou a sua irmã de “criação” calira, que lhe ajuda na feitura do chouriço, e vem tentando passar os ensinamentos para seu filho sebastião. Todavia, este argumenta que ainda não se sente seguro para fazer, sozinho, a atividade.

