Informações
Projeto relacionado
Nome completo
José Carlos Dos Santos
Data de nascimento
9 de dezembro de 1957
História de vida
Na nossa área aqui nós temos vários tipos de pesca. A minha, por exemplo, é pesca de caçeia. Já tem outras pessoas que o tipo da pesca é o catador de sururu. Tem outras pessoas que é o catador de caranguejo. A minha é caçeia. A gente pesca oito horas por dia. Vai pela lua. Quando a lua é cheia a gente pesca pelo dia. Quando a lua é crescente a gente pesca pela noite. No ano nós respeitamos o seguro de defesa. De primeiro de dezembro a quinze de janeiro nós não pescamos. E do dia primeiro de abril a quinze de maio nós também não pescamos. O governo dá essa temporada para a preservação da espécie do camarão. Caçeia é uma rede de emalhar que a gente compra a peça de 100 metros e depois que a gente emalha ela, ela passa pra 50. A gente solta ela e a maré quem leva. Só pega o peixe, se o peixe emalhar na rede. Pesco os peixes: rubala, carapeba, tainha, bagre, arraia, charéu, pescada, camarão. Tem a redinha, tudo isso é equipamento de pesca que a gente utiliza. A gente tem dois tipo de equipamento: o que a gente compra com recurso próprio e o que é doado pelo governo do estado através da associação e do banco mundial. Esse quando chega, chega através da associação de pescadores até a hora da entrega. Na hora da entrega ele passa a ser individual de cada um pescador. A única responsabilidade que a associação fica é da fiscalização do manuseio pra poder respeitar a pesca. Mas agora mermo a gente tá esperando entre julho e agosto um projeto pra beneficiar 76 famílias do povoado cedro. Lá eles tiveram a sorte de ganhar vinte barcos e rede pra todo tipo de pescador do povoado a custo zero pela empresa chamada promese. Tamo esperando agora entre julho e agosto fazer a entrega aos pescadores. A gente utilizamo o barco de três maneira: nós temos o a remo, nós utilizamos a vela e utilizamos a motor de rabete. Cada pescador é proprietário da sua embarcação. Eu pesco sozinho e pesco acompanhado. O pessoal pergunta como é que eu consigo pescar sozinho. Eu pesco sozinho por causa das minha atividade. Porque se eu tiver o parceiro, eu tenho que ir pra maré, por obrigação, todo dia. Como eu tenho dia sim e dia não por causa das atividade daqui do sindicato, aí quando eu vou pescar, eu vou pescar ou sozinho ou com a esposa. Minha esposa também é pescadora. E os pescadores geralmente ,ele pesca de dois a seis pessoa no barco, depende do tipo de pescaria. Tem pescaria que você vai sozinho e vai mais outro e tem pescaria que você só pesca mais cinco, mais seis ou mais quatro. Que são camboa, só pesca de três pra frente e a rede grande, só pesca de cinco pra frente. A gente tem esses tipo de pescaria que é complicado, porque se tiver fraco, você depende dos outro pra pescar e quando você é sozinho, você não depende de ninguém, só da sua força de vontade e necessidade. Quando vou sozinho, faço tudo só. Quando vou com a esposa. . . No caso da pescaria de caçeia de emalhar os dois, cada um tem sua tarefa. O pompeiro, que é como se fosse o encarregado, ele é responsável por soltar a rede e na hora de apanhar tem o pompeiro e o chumbeiro. Quem é o chumbeiro? Aquele que puxa a parte de chumbo. E quem é o encarregado? É aquele que puxa a parte da cortiça, é o mesmo que rema, tanto ele puxa, como ele rema. Já o chumbeiro só faz puxar a rede e tirar o peixe. No caso, eu sou o arraiz. Na pesca, o arraiz é o encarregado e o segundo parceiro é o chumbeiro que é o companheiro, que é como se fosse o ajudante. Os dois jogam a rede. Tem um trabalho na pesca chamado embarca a rede, que quando você vai sozinho, você tem um estilo diferente de embarcar a rede. Quando você vai sozinho, você puxa a rede praáficar com espessura de cortiça pra chumbo de um metro. Que na hora de você jogar o chumbo, aí você tá pertinho, você mermo joga. Quando você vai mais um companheiro, a rede, ela é a espessura total de dois e meio a três metro de largura. Eu fico aqui e ela fica lá atrás da canoa e de acordo que eu vou remando, as cordas vão saindo. As corda saindo, a gente joga chumbo ou pedra. Na pesca você tem dois tipos de pesca de emalhar: que a gente chama de profundidade, que o rio pode ter mil metro de fundura e só pesca topando no chão e tem o boiado, que ele você ver sua rede todinha pelas bóia e aí quando maré tá dando peixe mais pré-fundado, aí a gente bota umas pedrinha pra ela descer.
Localização
Descrição da atuação em rede
Na nossa área aqui nós temos vários tipos de pesca. A minha, por exemplo, é pesca de caçeia. Já tem outras pessoas que o tipo da pesca é o catador de sururu. Tem outras pessoas que é o catador de caranguejo. A minha é caçeia. A gente pesca oito horas por dia. Vai pela lua. Quando a lua é cheia a gente pesca pelo dia. Quando a lua é crescente a gente pesca pela noite. No ano nós respeitamos o seguro de defesa. De primeiro de dezembro a quinze de janeiro nós não pescamos. E do dia primeiro de abril a quinze de maio nós também não pescamos. O governo dá essa temporada para a preservação da espécie do camarão. Caçeia é uma rede de emalhar que a gente compra a peça de 100 metros e depois que a gente emalha ela, ela passa pra 50. A gente solta ela e a maré quem leva. Só pega o peixe, se o peixe emalhar na rede. Pesco os peixes: rubala, carapeba, tainha, bagre, arraia, charéu, pescada, camarão. Tem a redinha, tudo isso é equipamento de pesca que a gente utiliza. A gente tem dois tipo de equipamento: o que a gente compra com recurso próprio e o que é doado pelo governo do estado através da associação e do banco mundial. Esse quando chega, chega através da associação de pescadores até a hora da entrega. Na hora da entrega ele passa a ser individual de cada um pescador. A única responsabilidade que a associação fica é da fiscalização do manuseio pra poder respeitar a pesca. Mas agora mermo a gente tá esperando entre julho e agosto um projeto pra beneficiar 76 famílias do povoado cedro. Lá eles tiveram a sorte de ganhar vinte barcos e rede pra todo tipo de pescador do povoado a custo zero pela empresa chamada promese. Tamo esperando agora entre julho e agosto fazer a entrega aos pescadores. A gente utilizamo o barco de três maneira: nós temos o a remo, nós utilizamos a vela e utilizamos a motor de rabete. Cada pescador é proprietário da sua embarcação. Eu pesco sozinho e pesco acompanhado. O pessoal pergunta como é que eu consigo pescar sozinho. Eu pesco sozinho por causa das minha atividade. Porque se eu tiver o parceiro, eu tenho que ir pra maré, por obrigação, todo dia. Como eu tenho dia sim e dia não por causa das atividade daqui do sindicato, aí quando eu vou pescar, eu vou pescar ou sozinho ou com a esposa. Minha esposa também é pescadora. E os pescadores geralmente ,ele pesca de dois a seis pessoa no barco, depende do tipo de pescaria. Tem pescaria que você vai sozinho e vai mais outro e tem pescaria que você só pesca mais cinco, mais seis ou mais quatro. Que são camboa, só pesca de três pra frente e a rede grande, só pesca de cinco pra frente. A gente tem esses tipo de pescaria que é complicado, porque se tiver fraco, você depende dos outro pra pescar e quando você é sozinho, você não depende de ninguém, só da sua força de vontade e necessidade. Quando vou sozinho, faço tudo só. Quando vou com a esposa. . . No caso da pescaria de caçeia de emalhar os dois, cada um tem sua tarefa. O pompeiro, que é como se fosse o encarregado, ele é responsável por soltar a rede e na hora de apanhar tem o pompeiro e o chumbeiro. Quem é o chumbeiro? Aquele que puxa a parte de chumbo. E quem é o encarregado? É aquele que puxa a parte da cortiça, é o mesmo que rema, tanto ele puxa, como ele rema. Já o chumbeiro só faz puxar a rede e tirar o peixe. No caso, eu sou o arraiz. Na pesca, o arraiz é o encarregado e o segundo parceiro é o chumbeiro que é o companheiro, que é como se fosse o ajudante. Os dois jogam a rede. Tem um trabalho na pesca chamado embarca a rede, que quando você vai sozinho, você tem um estilo diferente de embarcar a rede. Quando você vai sozinho, você puxa a rede praáficar com espessura de cortiça pra chumbo de um metro. Que na hora de você jogar o chumbo, aí você tá pertinho, você mermo joga. Quando você vai mais um companheiro, a rede, ela é a espessura total de dois e meio a três metro de largura. Eu fico aqui e ela fica lá atrás da canoa e de acordo que eu vou remando, as cordas vão saindo. As corda saindo, a gente joga chumbo ou pedra. Na pesca você tem dois tipos de pesca de emalhar: que a gente chama de profundidade, que o rio pode ter mil metro de fundura e só pesca topando no chão e tem o boiado, que ele você ver sua rede todinha pelas bóia e aí quando maré tá dando peixe mais pré-fundado, aí a gente bota umas pedrinha pra ela descer.
Aprendizado do bem
Eu sou, venho de família tradicional da pesca. Aí veio passando de pai pra filho. E esse trabalho que eu faço hoje, meu pai já fazia há 50 anos atrás. Até 92, eu era administrador de empresa. 93, meu pai caiu doente. 96, eu pedi demissão da empresa, vim cuidar do meu pai. 98, meu pai faleceu. Não, 88, meu pai faleceu. 89, eu entrei na. . . 80, não. . . 91, eu entrei na comunidade da pesca e permaneço até hoje por amor. Quando criança, meu pai não permitia que a gente pescasse. A gente era 11 irmãos, não tinha um que pescasse. Quando meu pai faleceu, dois deles veio pra pesca. Eu e meu outro irmão que sobrevive da pesca. Eu comecei a pescar lá em pedra branca, no rio sergipe. Página 2 de 16
Transmissão de saberes
A gente tem trabalhado muito com isso. Tem trabalho muito. A gente tem feito. . . Quando eu comecei na área da pesca, nóis era em torno de 150 pescadores profissionais. Hoje, por ordem do ministério da pesca, a gente atinge, não só laranjeiras, como mais cinco cidades. Que é itabaiana, por isso que fala aqui o açude da massela, que é itabaiana, o jacarecica um e dois que é areia branca e riachuelo, vem até riachuelo, e nós temos a cidade de riachuelo, nós temos um pedaço de maruim, laranjeiras e um pedaço de socorro. Quanto as pessoas que eu ensino, todos são colega de profissão. De parente mesmo, só minha esposa. Nenhum filho se interessou não. No começo, eles começam como ajudante de pesca. Aí, depois de um ano, de acordo com o grau de instrução. . . Hoje, 30% se dedica a pesca, 70 vai atrás de outra área de trabalho. Apesar de que agora, a partir do dia 16 maio de 2010, saiu uma portaria que qualquer filho de pescador, a partir de 14 anos, ele pode receber o registro de pesca. Se de 18 ele se dedicar a pesca, ele permanece. Se não, ele pode ir atrás de outra profissão. Depois de certo tempo, o prazo que a gente dá, um ano, aí ele entra como pescador artesanal profissional.

