Bem-vindo ao inventário cultural do Museu Aberto do Descobrimento (MADE) — um projeto de identificação e documentação de referências culturais espalhadas pelas localidades do Sul da Bahia. O inventário abrange municípios como Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Trancoso, Caraíva e Belmonte, e documenta os bens culturais — materiais e imateriais — que fazem parte da vida, da memória e da identidade das comunidades indígenas, afro-brasileiras, de pescadores, artesãos e tantas outras que habitam e constroem essa região. O nome do projeto faz referência ao evento de 1500 — quando os portugueses chegaram ao que é hoje o Sul da Bahia, em um episódio que marcou o início da formação do território brasileiro como conhecemos hoje. Mas o inventário vai muito além desse momento: documenta séculos de história, saberes, práticas e lutas das comunidades que construíram e constroem esse território.
Realizado para celebrar os 500 anos do evento de contato inicial entre esses povos, tradicionalmente considerada também o ato inaugural da criação do nosso país, o Iphan também considera esse o ato inaugural do próprio Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), portanto, o inventário do MADE foi o projeto-´piloto que ajudou a estruturar e consolidar o INRC.
O que é o Museu Aberto do Descobrimento?
O Museu Aberto é uma iniciativa de valorização e promoção da região do sul do estado da Bahia onde, segundo relatos que se tornaram consagrados na historiografia brasileira, ocorreram os primeiros contatos entre portugueses e povos nativos do território em que, posteriormente, seria o Brasil.
Mais do que um museu no sentido convencional, o MADE é um espaço vivo e aberto, espalhado por cidades, vilas, terras indígenas e comunidades tradicionais. Os “objetos” desse museu são as próprias pessoas, suas práticas e seus lugares de memória.
O que você vai encontrar?
O inventário registrou bens culturais de diferentes tipos:
Lugares: O Quadrado de Trancoso, a Terra Indígena de Coroa Vermelha — onde aconteceu a Primeira Missa —, a Passarela do Álcool em Porto Seguro, o Farol de Belmonte e tantos outros espaços que carregam significados profundos para quem vive ali.
Celebrações: A Festa de Nossa Senhora da Conceição em Santa Cruz Cabrália, com sua procissão, quermesse e a tradição da banda filarmônica; a Semana Santa em Porto Seguro, com a encenação da Paixão de Cristo; a Festa de Nossa Senhora D’Ajuda no Arraial d’Ajuda, ponto de encontro de fiéis e moradores; a Festa do Divino Espírito Santo no Vale Verde; e a Festa de São Sebastião em Trancoso, animada pelo samba de couro.
Formas de expressão: O samba de couro, que conecta gerações; a Chegança, expressão de marinheiros e devoção; e os saberes de benzedeiras, pescadores e artesãos que mantêm viva a essência cultural da região.
Edificações e patrimônio material: Sítios com significado para a história local, edificações e paisagens como manguezais, vales e praias que fazem parte da memória coletiva do Sul da Bahia.
Por que conhecer esse inventário?
Porque ele documenta as memórias de comunidades que muitas vezes não aparecem nos registros oficiais. O MADE permite reconhecer que o Sul da Bahia foi e continua sendo construído pelas culturas indígenas, afro-brasileiras e de tantas comunidades que resistiram e enriqueceram esse espaço — muito antes e muito depois de 1500.
Como navegar na documentação?
A documentação está organizada em fichas do INRC divididas em quatro categorias: Celebrações, Edificações, Formas de expressão e Lugares. Você encontrará também materiais audiovisuais com registros das práticas culturais de cada bem documentado.
Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!

