![]()
Celebrações da Paróquia Menino Jesus de Praga no Pinheiro
Características do bem
Projeto relacionado
Categoria de bem cultural
Descrição
(Informações extraídas o INRC AL)
PERÍODO FIXO: 22 a 31 / janeiro.
Acontece desde a década de 1980, com a chegada da imagem do Menino Jesus na Paróquia.
Todos os Grupos da igreja participam de alguma forma da festa. Existe uma ajuda mútua para
que tudo saia da maneira esperada.
A Festa ocorre durante os 9 dias na igreja e em sua lateral. Na lateral esquerda da igreja, é uma
rua pavimentada, mas o fluxo não é intenso, podendo fechar e realizar a festa externa.
O público participante é composto por: fiéis da paróquia, convidados de paróquias vizinhas,
e a comunidade católica do bairro.
A Preparação é iniciada pela secretaria da igreja, que mobiliza os movimentos e grupos da
paróquia. Após a comunicação entre eles, é feita uma lista com as responsabilidades de cada
movimento/grupo.
As responsabilidades se dividem em: Comunicação, Canto, Liturgia, Festa Externa (Noiteiros e Quermesse) e Procissão.
Os recursos financeiros são captados por meio de rifas, etc. promovido pelos grupos da igreja e
pela secretaria da igreja.
Principais momentos/Etapas da Procissão:
Hasteamento da bandeira / Antes da missa, há o hasteamento da bandeira do Menino Jesus.
Seguido de belas palavras do pároco. / Pároco, Diácono, Acólitos e Ancilas.
Entrada das bandeiras de cada movimento / No começo da missa, há uma entrada especial com os
movimentos da igreja. Mostrando para a paróquia a riqueza que nossa paróquia possui./ Participantes dos movimentos da igreja.
Cortejo da Procissão (Depois dos 9 dias de festa) /A procissão segue com charolas de Menino Jesus e Nossa Senhora de Fátima. Seguido geralmente por alguns cantores do Coral Fanuel, rezando e cantando junto com os fiéis./ Pároco, Diácono, Acólitos e Ancilas, Movimentos/Grupos e Coral Fanuel.
Processual:
- a imagem de Menino Jesus sai da casa paroquial em um pequeno cortejo.
- ao chegar na igreja, os fiéis acompanham a imagem junto com o pároco, diácono e seus
coroinhas.
- logo em seguida sai o carro de som, ajudando na animação.
- após a procissão, a imagem é levada até o altar da igreja. (com muita animação o coral entoa o
hino do padroeiro)
Itinerário (ruas do bairro do Pinheiro)
- Rua Rosalvo Prata (casa paroquial)
- Alameda Acre
- Rua Prof. Mário Marroquim
- Rua Clarêncio Jucá
- Rua Prof. José da Silva Camerino
- Rua Francisco Amorim
- Rua Basileu de Meira Barbosa
- Rua Santo Antônio-entra rua transversal depois da Escola Municipal Luiz Calheiros Jr.
- Rua Santa Júlia
- Rua do Arame
- Alameda Cel. Antônio Pantaleão da Silva
- Alameda Dr. Claudenor de Albuquerque Sampaio
- Rua do Arame
- Rua Cel. Lima Rocha (passando em frente à Igreja Nossa Senhora de Nazaré
- Rua Fausto Corrêa Vanderlei
- Rua Galdino Ramos Vasconcelos
- Rua Basileu de Meira Barbosa
- Alameda Dr. Claudenor de Albuquerque Sampaio
- Alameda Acre
- Rua Prof. Mário Marroquim (Fim da procissão).
Observação: A descrição da procissão já não corresponde ao modo como a comunidade se organiza atualmente, uma vez que o bairro do Pinheiro foi desocupado e amplamente demolido em virtude da ação da mineração.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro do Pinheiro.
Localização
Pessoas e Organizações Relacionadas ao Bem
Detentores do bem cultural
Espaços e territórios associados ao bem
Territórios associados ao bem
Espaços associados ao bem
Nome do espaço
Ameaças e Questões Internas
Riscos à transmissão
Baixo - há muitas pessoas transmitindo os conhecimentos
Ameaças externas
Desterritorialização compulsória, perda de territórios e vínculos comunitários
Descreva a ameaça externa
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificado na cidade de Maceió, ocorrido nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Após a desocupação, grande parte do território foi demolida, processo que permanece em curso, tendo os moradores, ex-moradores, fazedores de cultura e população da cidade, perdido espaços e territórios de referência cultural relacionados à práticas e saberes imateriais.
O estudo em questão procurou identificar os fazedores e detentores de saberes vinculados aos bairros atingidos e os bens culturais aos quais se relacionam, bem como a redistribuição desta população, dentro da cidade de Maceió e para além dela, buscando compreender, de modo ampliado, os desafios enfrentados por essa população para lidarem com as consequências do que é considerado o maior desastre socioambiental em área urbana do mundo e o impacto deste, sobre o campo da cultura.
De modo geral a perda dos territórios, dos espaços de socialização comunitária, a desmobilização de redes de manutenção das práticas e repasse dos saberes e a fragilização de vínculos comunitários representam, em maior ou menor medida, uma ameaça aos bens culturais identificados.
Acesso e uso do território
Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificadas na cidade de Maceió, especificamente nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Boa parte do território já se encontra demolido por determinação da Defesa Civil da cidade de Maceió, processo que segue em curso e em constante processo de reavaliação. Outras partes do território estão desocupadas e seguem com acesso restrito.
Acesso à justiça e direitos humanos
Ao procurar identificar os bens culturais relacionados aos territórios desocupados na cidade de Maceió, em virtude da ação da mineração, a pesquisa do IPCI Maceió realizou ampla busca por fazedores culturais relacionados a diversos segmentos e saberes do patrimônio cultural imaterial.
Para identificação dos bens, foi preciso realizar ampla escuta junto aos fazedores culturais, processo que envolveu compreender também de que modo o deslocamento compulsório afetou as práticas culturais e quais desafios seus fazedores enfrentam, na atualidade, para seguirem atuantes.
A comunidade segue lutando por medidas de mitigação e reparação aos danos patrimoniais e extra patrimoniais decorrentes da desocupação compulsória e da consequente diáspora comunitária.
A realização deste Inventário é uma dessas medidas de reparação e atende à exigência do Acordo Socioambiental firmado pela Braskem e pelo Ministério Público Federal, juntamente com o Ministério Público Estadual, em resposta aos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela defesa civil.
Os resultados alcançados pelo IPCI Maceió são parte de uma resposta aos direitos da comunidade cultural atingida, reconhecendo que o campo da cultura foi fortemente impactado pela perda dos lugares de referência e desmobilização comunitária. Uma luta que dialoga com o direito à cidade, à história, à memória e a vida comunitária profundamente enraizada nos territórios e repletas de redes e vínculos de ordem material, imaterial e simbólica.


