Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Ademar Carneiro Monteiro
História de vida
Nascido em Duas Estradas, região brejeira da Paraíba, Ademar gosta de ouvir forró desde pequeno, apesar das limitações dos sistemas de rádio que haviam em sua infância. Nos arredores do município, predominavam as práticas completamente instrumentais de forró, que ocorriam por mais de dez horas consecutivas. Aos 17 anos, comprou a sua primeira sanfona, enfrentando algumas dificuldades no aprendizado. Migrou para o estado do Rio de Janeiro aos 20 anos, onde viveu inicialmente em Bento Ribeiro e, depois, em Botafogo - ambos na capital. Em 1971, mudou-se para Mangaratiba e, ao fim desta década, passou a trabalhar no Estaleiro Verolme de Angra dos Reis, ambiente em que conheceu músicos que lhe apresentaram referências como Zé Calixto, Zé Gonzaga e Severo. Junto a esses companheiros, frequentava semanalmente os forrós das casas locais, ainda que para isso fosse necessário andar, à pé ou à cavalo, por quase três horas. Em contato com os sanfoneiros da região, como Irineu e Milton, o interesse pela cultura forrozeira cresceu. Por volta de 1968, adquiriu uma nova sanfona e voltou a aprender o instrumento. Desde então, toca em casa ou com amigos, sem realizar apresentações. Também faz improvisos e compõe, inspirado pelos elementos nordestinos que remetem à sua origem. É pai do também sanfoneiro Alexandre Monteiro, que vem executando e gravando suas músicas autorais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Não
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
É sanfoneiro, atuante em Mangaratiba, buscando resgatar e transmitir as práticas que conheceu na Paraíba.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Observa que a cena do forró em Mangaratiba, atualmente, vem sendo movimentada por pessoas mais jovens e atrai um público reduzido.
Aprendizado do bem
As músicas que Ademar toca são aprendidas por meio da observação e dos encontros com demais forrozeiros, apoiando-se na sua memória auditiva. Gosta de ritmos como baião, xaxado e arrasta-pé, valorizando referências do forró nordestino e, especialmente, da Paraíba.
Transmissão de saberes
Busca conversar com os forrozeiros mais jovens, transmitindo seus conhecimentos e orientando-os em suas dúvidas. Ensinou ao seu filho, Alexandre Monteiro, muito do que aprendeu sobre o forró. Ambos mantêm uma comunicação constante para compartilhar referências e músicas.




