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Mario do Acarajé (Amaro)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Amaro Rubens dos Santos
Data de nascimento
18 de agosto de 1971
História de vida
Mário do Acarajé iniciou sua trajetória no ofício na década de 1990, quando trabalhou como funcionário de José Antônio, vendedor de acarajé, com quem aprendeu os conhecimentos relacionados ao preparo e à comercialização da iguaria. A convivência cotidiana com esse fazer possibilitou que aprendesse os detalhes da preparação e, com o tempo, passasse a produzir e vender seu próprio acarajé. Ao longo de mais de trinta anos de dedicação, aperfeiçoou seus conhecimentos e consolidou sua experiência no ofício, que associa à satisfação de preparar, servir e compartilhar seu trabalho com os clientes.
Sua trajetória está diretamente relacionada ao bairro de Bebedouro, especialmente à Rua Men de Sá, nas proximidades do cemitério, e à Praça Lucena Maranhão. A partir da década de 1990, sua atividade passou a integrar a dinâmica das festas realizadas no bairro, acompanhando a circulação de moradores e visitantes pelas ruas e pela praça. Nesse contexto, a venda do acarajé fazia parte tanto da movimentação comercial quanto dos momentos de encontro e celebração da comunidade. Entre suas referências relacionadas ao ofício, também menciona Murilo do Acarajé e Ednaldo, conhecido como Rei do Acarajé.
Atualmente, continua exercendo o ofício em seu ponto comercial e em sua residência, na Rua José da Silva Camerino, mantendo na prática cotidiana os conhecimentos adquiridos e aperfeiçoados ao longo de sua trajetória. Sua relação com o acarajé permanece marcada pelo vínculo com esse saber-fazer e pela satisfação que encontra em preparar e servir o alimento, dando continuidade a uma atividade à qual dedicou grande parte de sua vida.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Bem cultural relacionado
Descrição
O ofício de acarajé é a prática tradicional das baianas de acarajé, que se tornou Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Essa prática inclui a produção e venda de acarajés e outras "comidas de baiana" em espaços públicos, sendo uma atividade predominantemente feminina com fortes raízes religiosas e culturais ligadas ao culto dos orixás. Além do preparo da comida, o ofício engloba a indumentária (turbantes, panos e colares) e os rituais associados, representando uma importante expressão de resistência e memória afro-brasileira.
No contexto alagoano, mais especificamente na cidade de Maceió, no entanto, o acarajé é comercializado predominantemente como lanche ou comida de rua, em carrinhos semelhantes aos de pipoca, adaptados ao preparo do acarajé. A venda é feita por homens e mulheres sem relação diretamente declarada à qualquer religião de matriz africana, trajados sem vestimenta específica. É um alimento facilmente encontrado em praças, pequenos centros de comércio e também nas praias urbanas.
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro, Pinheiro e Farol.
Localização
Relação com o bem cultural
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino fundamental incompleto
Remuneração
Regularmente


