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Mari (Ana Maria)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Ana Maria Paulino da Silva
Data de nascimento
22 de maio de 1995
História de vida
Mari é moradora do Mutange e teve seu primeiro contato com o Coco de Roda ainda na escola, quando começou a dançar no grupo Milho Verde. A partir dessa experiência, passou pelo Coco de Roda Lampião e, posteriormente, ingressou no Reviver Alagoano, onde atua como coquista e dançarina há mais de doze anos. Ao longo dessa trajetória, participou de ensaios, apresentações e também de atividades relacionadas à preparação de cenários, roupas e calçados. Embora acumule anos de experiência, considera-se uma eterna aprendiz, por compreender que a cultura alagoana está em constante transformação.
Sua relação com o Coco de Roda também está ligada a Bebedouro, onde diferentes espaços acolhiam as atividades do grupo, como o Parque da Lagoa, o CRAS, o Colégio Rosalvo Ribeiro e a Praça Lucena Maranhão. Sem uma sede própria, o grupo utilizava esses locais para seus ensaios e apresentações, sendo que o Colégio Rosalvo Ribeiro chegou a disponibilizar uma sala para guardar figurinos, instrumentos e cenários. Em suas lembranças, o Coco de Roda ocupava um lugar de destaque na vida cultural do bairro, sendo acolhido com orgulho pelos moradores. A Praça Lucena Maranhão constitui uma referência especial dessa vivência, por reunir celebrações e apresentações não apenas dos cocos, mas também de diferentes manifestações da cultura popular alagoana.
Atualmente, Mari permanece no Reviver Alagoano, mesmo com as mudanças nos locais de ensaio e as dificuldades provocadas pelas distâncias entre os bairros. Os encontros passaram a ocorrer no Instituto Ouro Preto, exigindo novos deslocamentos para conciliar trabalho, cuidados com a filha e participação no grupo. Sua experiência com o Coco de Roda permanece como uma dimensão importante de sua trajetória e de sua identidade, especialmente por reconhecer na cultura uma possibilidade de transformação de sua própria vida. Essa relação também aparece na forma como acolhe novos integrantes: quando chegam iniciantes ao grupo, procura ensiná-los algumas pisadas e passos antes dos ensaios coletivos, compartilhando os conhecimentos adquiridos ao longo de sua trajetória.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
O Bumba meu Boi em Alagoas é também conhecido como Boi de Carnaval. Trata-se de um boi de armação de madeira recoberto com tecidos vistosos, enfeites e adereções. Sai ás ruas especialmente durante o carnaval, fazendo pedido de dinheiro ou bebida às pessoas nas casas, “vendendo o boi”.
Apesar de algumas semelhanças à primeira vista, o Boi de Carnaval e o Bumba meu Boi tem distinções quanto ao enredo, embora o Boi de Carnaval, também narre a morte e a ressurreição do boi.
Há relatos de que alguns Bois costumavam sair acompanhados do Jaraguá, bicho de armação, recoberto de tecido vistoso, com queixada de cavalo, ou boi, pintada.
O Boi de Carnaval, dança ao som de grupo percussivo e é guiado pela figura do vaqueiro que dança junto com o “animal”, com apito e baliza em uma das mãos.
Na capital, Maceió, o folguedo é considerado como uma das expressões mais significativas do período carnavalesco.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Foram identificados no território profissionais do teatro, dança (gêneros variados) e artes circenses, organizados em coletivos e associações ou atuando de forma independente. Atuavam junto às comunidades dos bairros inventariados, tendo alguns deles realocados suas sedes e locais de ensaio após a desocupação.
Localização
Relação com o bem cultural
Integrante do Balé Folcórico "Transart"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Mutange – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Não remunerado


