Informações
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Nome completo
Antonio Do Livramento Boaes Tavares
História de vida
É artesão. Define-se como artista que têm relação com todas as festas de alcântara (divino, n. Sra. Livramento, n. Sra. Mercês, carnaval. . . ). Confecciona altares, andores, caixas do divino, enfeita os altares, ornamenta as casas de festa, atua como mestre sala todos os anos.
Localização
Descrição da atuação em rede
É artesão. Define-se como artista que têm relação com todas as festas de alcântara (divino, n. Sra. Livramento, n. Sra. Mercês, carnaval. . . ). Confecciona altares, andores, caixas do divino, enfeita os altares, ornamenta as casas de festa, atua como mestre sala todos os anos.
Aprendizado do bem
1) em relação ao ofício de construtor e ornamentador de altares e de casas de festa, faz várias referências ao que entende como sendo um “dom”. Disse que não aprendeu com ninguém. No caso dos altares do divino, segundo ele, foram as circunstâncias que o levaram a aprender, quando trabalhou pela primeira vez no ofício, atendendo a pedido de uma sua comadre: “ foi casualmente”, ele diz. “uma comadre fez uma festa e não tinha quem ornamentasse a casa pra ela,né e como eu era acostumado a pintar na casa dela, lá em são luís,. Sou pintor de parede. . . ‘ meu compadre é muito inteligente, vou convidar ele´. Digo que ela me forçou a ser um artista. . . Ela chamava-se florzinha. Morava em são luís mas fazia a festa aqui. . . Eu fiz, ela gostou, né? Aí continuei”. Disse ainda que talvez tenha recebido esse dom de um senhor, chamado galdino, que era proprietário da casa onde ele nasceu. Esse senhor era quem fazia antes os altares, tendo passado o ofício para seu filho diógenes. “tinha diógenes, mas ele foi embora pra são luís” 2) em relação ao papel de mestre sala na festa do divino, que envolve todo um modo de fazer, um saber específico, seu antonio relata que: “eu me tornei mestre sala, vou lhe explicar como foi. Teve uma dona aqui fez uma festa, eu tinha 18 anos, sempre fui invocado com terno, tinha vontade de usar um terno, então meu pai comprou. . . Naquele tempo era chic ir na missa de terno, ela me viu, me achou bonito assim, rapazinho assim. . . . . . Era mordoma baixa. Pediu pro meu pai se ele deixava ser mestre sala dela. . . ’ mas ele não sabe nada. . . Nem participa dessa festa´[o pai disse]. . . ‘ mas ele é tão bonitinho. . . (rsrs)´[a senhora respondeu] o velho disse, ‘ ta certo. . . Vou conversar com seu ricardo leitão, que é o mestre sala mor. . . Pra ele orientar ele´. . . ‘ meu filho você quer ser mestre sala? ´ ´o que é ser mestre sala? ´ nem sabia o que era. . . ´seu ricardo vai explicar, mais seu moacir, vai lhe explicar o que é. . . Vou mandar fazer uns ternos`. . . Eu só tinha um, né? Aí eu fiquei contente. . . Doidinho pra que chegasse o dia, né? Ele mandou fizer dois, um branco pra quinta feira e um azul pra domingo do espírito santo e eu doidinho pra vestir o terno. . . Aí foi la onde moacir. . . Ele disse: ‘ é só você dar o viva`, aí ele ensinou: viva o divino espírito santo e o mordomo no paço se tiver passando. . . “se tu tiver no paço tu diz viva o divino espírito santo e o mordomo em trânsito e o resto vai aprendendo com o tempo. . . Fiquei despreocupado. . . Quando foi na festa eu tava lá. . . Já no outro ano todo mundo queria. . . ”
Transmissão de saberes
Seus filhos já trabalham no ofício com ele.

