Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Janio Pereira
Data de nascimento
14 de novembro de 1954
História de vida
Nasceu no Morro do Cantagalo (Rio de Janeiro/RJ), filho de pai paraibano e mãe pernambucana que residiam, à trabalho, na cidade. Morou com os avós, na cidade de Lagoa de Dentro (PB), onde conheceu instrumentos musicais como o pandeiro, a zabumba e o melê. Aos 14 anos de idade, retornou ao Rio e, no ano seguinte, começou a trabalhar em outras atividades. Se interessou pelo forró por meio de um colega que tinha uma radiola e, durante as tardes, tocava discos e programas de rádio com cantores como Marinês, Noca e Zé Calixto, além de outros instrumentistas. Na adolescência e juventude, frequentou bailes de diversas zonas fluminenses. Comprou o bar Som Brasil, em Niterói, e criou programações com Filhos do Nordeste, Bacurau, Tiziu e Cassote. Foi neste momento que começou a cantar nos palcos. Meses depois, foi contratado para atuar em um programa da Rádio Fluminense 540, onde esteve por dois anos. Cantando em várias casas e shows, se articulou com a rede forrozeira do estado. Já passou por diversos estados e cidades, como Manaus, Maceió, João Pessoa, Recife e Goiânia. Foi apresentador oficial da Feira de São Cristóvão por 16 anos e, em 2015, gravou um CD com 16 faixas. Atualmente, não atua mais no forró.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Nas décadas de 1970 e 1980, no Rio de Janeiro, participou de forrós da Praia da Bica (Ilha do Governador), que contou com participações de Gonzagão, Osvaldinho, Chiquinha do Acordeon e mais artistas da cena, além do Forró da Cancela (São Cristóvão), Forró do Asa Branca (Parque União/Complexo da Maré) dentre outros. Antes de começar a cantar, também acompanhou a cena em bairros leopoldinenses, como Olaria, Ramos e Bonsucesso. Com o início da sua carreira de cantor de forró, se articulou com mais vários detentores por todo o estado fluminense.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atuou na cena do forró como cantor e apresentador, participando de eventos, programas de rádio e locais de grande referência para a cena carioca, como a Feira de São Cristóvão.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Aponta que, em São Gonçalo, havia uma cena do forró de bastante vigor, da qual participava em locais como o Clube dos Médicos, a Toca do Colubandê e o Caneco 90. Hoje, destaca o Forró do Tota e o Caiçara Show como espaços em atuação.
Aprendizado do bem
Ainda na infância, a escuta diária do forró, através da radiola de seu amigo, foi o primeiro aprendizado que obteve sobre esse bem. Na adolescência e juventude, tomou conhecimentos ao frequentar bailes com referências como João de Adalto, Zé Branco e Zé Bila.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Percebe que, ao longo das décadas, o forró teve maior aceitação popular, contrapondo uma série de estereótipos que lhe eram atribuídos nos anos iniciais. Atualmente, é uma arte em expansão, que ganha destaque nas capitais e metrópoles brasileiras. Apesar disso, muitos estabelecimentos foram fechados, sobretudo porque não conseguiram recursos financeiros suficientes para manter os custos de funcionamento. Ademais, destaca que há uma dificuldade das gerações atuais conhecerem e se conectarem com as matrizes tradicionais.




