Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Francisco Camelo Sobrinho
História de vida
Francisco Camelo Sobrinho, conhecido como Camelo, é cearense, natural do município de de Santa Quitéria. Aos 14 anos, viu primos que vieram do Rio de Janeiro tocarem sanfona no Nordeste e decidiu que queria aprender. Aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Para se manter, trabalhou como garagista, porteiro e outras atividades. Após 5 a 6 anos na cidade conseguiu comprar uma sanfona e começou a aprender sozinho em um quartinho de prédio onde morava. Por volta dos 30 anos, alugou um espaço e convidou primos para ensaiar. Tornou-se apresentador e, posteriormente, sócio do Forró dos Amigos (Hotel Português, Vila Isabel/Maracanã) entre 1984 e 1994, onde depois assumiu como diretor e passou a chamar de "Forró dos Namorados" (slogan: "você vem sozinho e volta acompanhado, ou vem solteiro e volta casado"). Teve três casas de forró. Em 1994, encerrou atividades devido à entrada de pessoas armadas no clube Raio do Sol. Em 2007-2008, criou o "Encontro de Sanfoneiros" em Botafogo (Rua Fernando Guimarães), depois transferido para a Glória (Tônia), reunindo músicos como Gentil (saudoso), Hugo, Sérgio Mulli, Moraes, entre outros. Gravou um DVD e um CD (não comercial, para brindar amigos). Em 2017, fez parceria com Adélio Silva (Forró do Catete) e fundaram o "Forró Forrado" no Catete. Em 2024, retomam as atividades no Thiago Bar, em frente à Praça Maracanã (a partir de 7 de dezembro). Tem filho, Victor Camelo, que também é músico (piano, sanfona). Trabalha também com transporte (profissão fora da música).
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Camelo atuou como sócio e diretor do Forró dos Namorados (1984-1994, três casas). Criou e coordenou o Encontro de Sanfoneiros (2007-2008 em diante), que depois passou a ser organizado por Moraes (tornou-se encontro internacional há 11 anos, anual em outubro no Mundo Carioca, São Bento). Mantém parceria com Adélio Silva no Forró Forrado (desde 2017, com pausa, retomando agora). Trabalha com músicos como Gentil (falecido), Hugo, Sérgio Mulli, Moraes do Acordeon, Neidinha Rocha (que conheceu no encontro, quando ela estava começando), Cantureza Matos (cantora amiga). Convida artistas como Castro Alexandre, Sérgio Ribeiro, Arthur Galeno, Gretchen, Wagner Mundes para se apresentarem em suas casas.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua como sanfoneiro, apresentador, produtor cultural (diretor de casas de forró), idealizador do Encontro de Sanfoneiros e compositor (parcerias com Moraes, Chico Martins). Define-se como "eterno aprendizado" e prefere dar espaço para artistas melhores do que ele. Seu estilo é inspirado em Moca do Acordeon (Adalco Pereira de Matos), sanfoneiro sentimental baiano que vendeu muito disco. Camelo mantém a tradição de tocar música instrumental, que aprendeu no início. Para ele, o forró deve ter união e apoio; acha positivo ter forró raiz e forró moderno ("forró de plástico") convivendo nos mesmos espaços para não saturar.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Entre 28 e 30 anos
Aprendizado do bem
Camelo é autodidata. Aprendeu sozinho, mexendo na sanfona, sem professor. Teve que dar um tempo quando moradores do prédio reclamaram do barulho. Depois, alugou um espaço e começou a ensaiar com primos. Inspirou-se ouvindo Moca do Acordeon no rádio, no Nordeste.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Camelo foi responsável por três casas de forró em diferentes bairros do Rio (Vila Isabel, Maracanã, Avenida Professor André de Abreu, Raio do Sol). Seu público era majoritariamente nordestino (garçons, empregadas domésticas), mas também vinham pessoas de família de Méier, Grajaú. Ele observa que atualmente o Rio tem forró de segunda a segunda. O Encontro de Sanfoneiros começou em Botafogo, passou pela Glória e hoje é realizado em diferentes locais por iniciativa de Moraes (encontro anual internacional). Camelo critica a falta de apoio da prefeitura e de programas de televisão para divulgação. Ele destaca que o forró só se mantém pela união dos que gostam do movimento. A volta do Forró Forrado no Thiago Bar (Praça Maracanã) em dezembro de 2024 representa a retomada após um período parado.
Aprendizado do bem
Camelo é autodidata. Aprendeu sozinho, mexendo na sanfona, sem professor. Teve que dar um tempo quando moradores do prédio reclamaram do barulho. Depois, alugou um espaço e começou a ensaiar com primos. Inspirou-se ouvindo Moca do Acordeon no rádio, no Nordeste.
Detentores com os quais aprendeu sobre o bem cultural
Transmissão de saberes
Participa do do Encontro de Sanfoneiros (espaço onde músicos se reúnem, tocam, trocam experiências) e do Forró Forrado (espaço de apresentação e convivência). Ele não menciona dar aulas formalmente, mas seu filho Victor Camelo aprendeu música com ele (toca piano e sanfona). O Encontro de Sanfoneiros, iniciado por ele, foi continuado por Moraes e hoje é um evento internacional anual que reúne sanfoneiros de várias gerações, promovendo a troca de saberes. Camelo também se dispõe a "fazer um som" quando chamado, montando trios improvisados com cantores e instrumentistas que conhece.




