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Carlinha (Carla)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Carla Bezerra Frazão do Carmo
Data de nascimento
6 de abril de 1979
História de vida
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Um bloco de carnaval de rua é uma manifestação popular e espontânea que ocorre durante o período do carnaval. É formado, em geral, por brincantes, moradores de uma mesma comunidade ou de comunidades vizinhas, que se reúnem para celebrar a festa com música, dança, fantasias e alegria.
Esses blocos costumam surgir de forma organizada pelos próprios participantes, sem necessidade de grandes patrocínios ou estruturas formais. Cada bloco pode ter um nome, tema, batuque e repertório próprios, representando a identidade cultural e a criatividade coletiva dos seus integrantes.
Os blocos de rua são uma expressão viva da cultura popular brasileira, fortalecendo os laços comunitários, o sentimento de pertencimento e a valorização das tradições locais.
No que se refere aos blocos de carnaval dos territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de blocos de carnaval nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Pinheiro e Farol.Localização
Relação com o bem cultural
Diretora do bloco Bloco de Carnaval "ÓI NÓIS"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
0 a 5 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Os palhoções juninos foram, por muitas décadas, elemento importante das celebrações de São João nos bairros da capital alagoana. Representavam a forma mais tradicional, comunitária e espontânea de festejar o mês de junho.
O termo "palhoção" refere-se à estrutura física que era erguida nas ruas, praças ou terrenos baldios dos bairros, funcionando como um grande salão de festas, popular e improvisado, montado especificamente para os festejos juninos. Estruturas geralmente simples, com coberturas feitas de palha (daí o nome), lona ou tecido, apoiadas em varas ou estacas de madeira. A decoração era tipicamente junina, incluindo bandeirolas coloridas, balões, fogueiras e elementos rústicos, criando o ambiente de um grande "arraial de rua".
Nas décadas passadas, os palhoções eram o principal palco da cultura junina de Maceió, desempenhando um papel social fundamental:
Os palhoções eram criados e mantidos pela união dos vizinhos, que se organizavam para arrecadar fundos, montar a estrutura e garantir a segurança e a alegria da festa. Serviam como local de arrasta-pé, onde o forró pé de serra (o forró tradicional, com sanfona, zabumba e triângulo) dominava. Era também onde ocorriam as apresentações de quadrilhas juninas, tanto as tradicionais quanto as que começavam a se estilizar, e o famoso casamento matuto. Dentro ou ao redor do palhoção, eram montadas barracas vendendo as comidas típicas do período, como pamonha, canjica, milho cozido/assado e bolo de milho.
Com o crescimento de Maceió, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, bairros novos e em expansão (como a Serraria, que teve um famoso "Palhoção da Serraria") adotaram essa prática como uma forma de afirmar a identidade e a cultura de cada comunidade.
Com o passar dos anos os palhoções foram ficando mais elaborados, com estruturas mais complexas de som e palco e o incremento de patrocínios e financiamentos vindos do poder público ou da iniciativa privada, o que também proporcionava a realização de shows de bandas maiores, de projeção regional ou nacional.
No que se refere ao território estudado foram localizados fazedores de cultura relacionados aos palhoções no bairro de Bebedouro.Relação com o bem cultural
Festeira localData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
0 a 5 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio incompleto
Remuneração
Não remunerado


