Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Edna Santos de Carvalho
História de vida
Edna Santos de Carvalho é carioca da gema (nascida na Cidade do Rio de Janeiro). Entrou no forró por acaso, ao ir com amigos a um evento onde rolava forró. Apaixonou-se pela dança de par e começou a procurar os forrós. Tornou-se divulgadora de forró na época dos flyers (panfletos), distribuindo materiais de todos os eventos que aconteciam no Rio. Depois, passou a ser DJ, inicialmente de forma improvisada ao substituir um produtor que precisou se ausentar. Consolidou-se como DJ e produtora, tendo tocado na UERJ (Projeto Seis e Meia em 2004), no Malagueta, no Cine Íris, na Lona Cultural de Vista Alegre, na Fundição Progresso, no Circo Voador (arraial há 14 anos, completando 14 anos em 2026), no Downtown, entre outros. Produziu eventos no Malagueta, trazendo bandas como Forró de Saia (campeã do festival de Itaúnas) e Trio Araripe (abriu as portas do Rio para a banda). Tocou durante quatro anos no Forró do Imperatus (Centro Cultural João Nogueira), projeto gratuito que atendia moradores do Méier e pessoas da terceira idade. Trabalha também como divulgadora e vende lanches (sanduíche natural, bolo de cenoura e chocolate) no Forró do Cantinho, onde faz guarda-volumes. Considera-se a primeira mulher DJ de forró do Rio de Janeiro. Tem 27 anos dedicados ao forró.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Localização
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Edna atua como DJ, divulgadora, produtora de eventos e incentivadora de novas bandas. Define-se como "DJ de forró pé de serra", mas já tocou outros gêneros (MPB, axé, samba) em eventos como a Fundição Progresso e o Downtown. Prefere o forró "arroz com feijão" (sem mixagem), tocando xote porque acredita que ele dá oportunidade para pessoas que estão indo ao forró pela primeira vez aprenderem a dançar. Não gosta de mixagem porque "o forró não precisa disso". Destaca que o "feeling" feminino a ajuda a ler o público e escolher as músicas certas. Defende o forró como um espaço de diversidade, onde hoje em dia "a pessoa dança com quem quiser, sem nenhuma crítica" (homem com homem, mulher com mulher).
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
2000
Aprendizado do bem
O aprendizado de Edna ocorreu de forma prática e por observação. Inicialmente, aprendeu a dançar frequentando forrós. Como divulgadora, conheceu muitos músicos, produtores e DJs, observando-os tocar. O produtor Daniel (Teatro Odisseia) a colocou para tocar em seu lugar quando precisou se ausentar, ensinando o básico: "acabou uma música, você solta outra". A partir daí, ela foi pegando o ritmo, ouvindo outros DJs e aprendendo quais músicas funcionavam. Também recebeu conselhos e músicas de DJ Cheleléu e Dj Sérgio Peugeot. Darwin a ajudou com repertório. Dj Ailton Areias a ajudou com músicas de MPB quando ela precisou tocar na Fundição Progresso. Sua principal inspiração veio da observação de outros DJs tocando.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Edna observa que o forró no Rio de Janeiro passou por um período de declínio, mas atualmente está voltando a ter forró de segunda a segunda, como antigamente. Hoje há vários lugares com forró em diferentes dias da semana. O forró também passou a ser mais inclusivo: "hoje em dia forró a pessoa dança com quem quiser, sem nenhuma crítica". Ela cita como exemplo o Forró Sacana, que tem uma música que diz que mulher pode dançar com mulher, e hoje em dia vê homens dançando com homens, o que considera "fantástico". Como ponto negativo, Edna aponta que a dança mudou e ela não sabe mais dançar como os jovens de hoje, o que a afasta de tocar para o "público forrozeiro" atual. Ela prefere tocar para o "público das antigas". Os eventos juninos (Juninas do Rio) ajudam a difundir o forró, pois pessoas que vão a essas festas conhecem o gênero e passam a procurá-lo.
Aprendizado do bem
O aprendizado de Edna ocorreu de forma prática e por observação. Inicialmente, aprendeu a dançar frequentando forrós. Como divulgadora, conheceu muitos músicos, produtores e DJs, observando-os tocar. O produtor Daniel (Teatro Odisseia) a colocou para tocar em seu lugar quando precisou se ausentar, ensinando o básico: "acabou uma música, você solta outra". A partir daí, ela foi pegando o ritmo, ouvindo outros DJs e aprendendo quais músicas funcionavam. Também recebeu conselhos e músicas de DJ Cheleléu e Dj Sérgio Peugeot. Darwin a ajudou com repertório. Dj Ailton Areias a ajudou com músicas de MPB quando ela precisou tocar na Fundição Progresso. Sua principal inspiração veio da observação de outros DJs tocando.
Transmissão de saberes
Edna exerceu transmissão de saberes principalmente através de indicações e abertura de oportunidades para outros artistas. Ela indicou DJ Cheleléu para tocar no Malagueta com o produtor Afonso. Indicou Mariana Melo (ainda no início da carreira) para tocar no Malagueta, vendo hoje com orgulho o que Mariana se tornou. Trouxe Trio Araripe (de São Paulo) para tocar pela primeira vez no Rio de Janeiro, abrindo as portas para a banda, que hoje é muito grata a ela. Também deu oportunidade a bandas novas que não tinham espaço nos forróis grandes, tocando suas músicas e divulgando seus Cds. Ela afirma que "gosta sempre de estar ajudando". Quanto ao ensino formal, ela não menciona ter dado aulas, mas seu exemplo e história servem de inspiração para as novas mulheres DJs que a procuram, dizendo que ela "abriu o caminho" para elas.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Já atuou em projetos públicos (UERJ, Imperatus, Lonas Culturais) que tinham fomento estatal.




