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Dio (Edgerson)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Edgerson Porfírio da Silva
Data de nascimento
28 de março de 1953
História de vida
Dio iniciou sua trajetória no campo das artes em 2010, quando foi convidado pelo multiartista Erivaldo Alves para ingressar na Escola de Belas Artes, onde começou seus estudos em desenho com o professor Sales. Sua formação técnica em edificações contribuiu para desenvolver o olhar sobre perspectiva e estética, enquanto a participação posterior em oficinas e exposições no Sesc Centro ampliou suas experiências artísticas. Nesse percurso, conheceu Mestre Paulo, artista do Bom Parto, de quem se tornou aprendiz e com quem adquiriu conhecimentos sobre diferentes técnicas e materiais, como serragem, soldagem, pintura e reaproveitamento de madeira, ferro e sucatas. A partir dessas experiências, desenvolveu também criações de maneira autodidata, trabalhando com tintas a óleo e acrílicas, barro, café e outros materiais. Entre suas atividades, dedica-se ainda à produção artesanal de chapéus de Guerreiro, incorporando esse fazer à sua trajetória artística.
Sua relação com a arte está profundamente vinculada ao Bom Parto, especialmente ao ateliê de Mestre Paulo, localizado na Avenida General Hermes. O espaço reunia aprendizes e visitantes interessados em conhecer suas técnicas e funcionava como lugar de aprendizado, produção e troca de experiências. Nesse ambiente, Dio participou da confecção de peças e do reaproveitamento de materiais fornecidos por estabelecimentos do próprio bairro, como correntes de motocicletas e pneus utilizados na criação de objetos artísticos. A partir de 2015, passou a ser reconhecido na comunidade por seus trabalhos com desenhos geométricos e abstratos, além de participar de exposições e receber certificados e outras formas de reconhecimento por sua produção.
Com o encerramento das atividades no ateliê de Mestre Paulo e a transferência de seus equipamentos e materiais para outros locais, Dio passou a produzir principalmente em sua própria residência, contando também com um espaço no Edifício Brêda para desenvolver seus trabalhos. Permanece atuando como artista e compartilhando seus conhecimentos por meio de oficinas, inclusive como monitor na Pestalozzi e em outras atividades para as quais é convidado. A produção artística permanece como uma dimensão importante de sua vida, tanto pelas possibilidades de criação e expressão quanto pelos conhecimentos construídos e compartilhados ao longo de sua trajetória.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Grupo multicolorido de dançadores e cantadores, semelhantes aos Reisados, mas com maior número de figurantes e episódios, maior riqueza nos trajes e enfeites e maior variedade temática nas músicas.
Folguedo natalino surgido em Alagoas entre os anos de 1927 a 1929, sendo o resultado da fusão do Reisado Alagoano, da Chegança, dos Pastoris e do Auto das Caboclinhas.
Rico em cores e enredo é um folguedo bastante frequente nas festas populares, possuindo vários personagens, tais como: Rei, Rainha, Contra-Mestre, Embaixadores, General, Lira, Vassalos, Mateus, Palhaços, às vezes uma Catirina, Sereia, Estrele de Ouro, Estrele Brilhante, Estrela Republicana, Banda da Lua, Índio Peri e as “figuras” ou “figural”.
Os trajes são multicoloridos, imitação dos antigos trajes nobres, adaptados ao gosto e às possibilidades econômicas. Usam fitas, espelhos, contas de aljôfar, enfeites de árvores de natal nos chapéus que aparecem em formas de igrejas, palácios, catedrais, diademas, coroas, quadra-peitos, calções e mantos.
O Mestre é responsável por todos os componentes do grupo, tem o dom do canto, do trupé, ensina e coordena as partes.
O Guerreiro possui ainda uma série de entremeios como o doido, o Javali, o morto vivo, o lobisomem, o diabo e a alma, o capitão piloto, o mascote, a mãe velha, o messias, o mata-mosquito, e o boi que aparece mais simplificado e modernizado que nos Reisados, não havendo nem morte, nem repartição, nem ressureição do mesmo.
Consta de uma sequência de cantigas dançadas, denominadas de “peças”, intercaladas de “marchas” e representações constituídas de entremeio e partes: marcha de rua, cantos e danças de abrição de portas, entrada de sala, adoração ao divino, despedida.
No ano de 2019, o Guerreiro recebe do Estado de Alagoas o título de Patrimônio Imaterial de Alagoas. (ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
Dentre os bairros estudados no Inventário, Bebedouro e seu bairro adjacente, Chã de Bebedouro, merecem destaque na prática do Guerreiro, pois são referências importantes para essa manifestação cultural, uma vez que lá viveram (e vivem) alguns dos mestre de Guerreiro mais conhecidos do Estado, sendo este um folguedo bem popular entre essas comunidades. A praça central do bairro de Bebedouro, Lucena Maranhão, também é uma referência importante para o Guerreiro, tendo sido palco de inúmeras apresentações e encontro de grupos ao longo de décadas.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Trabalhos artesanais variados foram identificados no território objeto do estudo.
Foram identificados trabalhos artesanais em palha, barro, linhas e bordados, materiais reciclados, ferro, tecido. Alguns desses trabalhos artesanais estão diretamente relacionados aos ofícios da pesca e da mariscagem, realizados na Laguna Mundaú e aos adereços dos folguedos populares, com grupos de ocorrência no território, a exemplo do Guerreiro Alagoano.Localização
Relação com o bem cultural
Artesão especializado em Chapéus de GuerreiroData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Foram identificados no território escritores relacionados aos mais variados gêneros literários, dentre eles autores(as) de prosa, poesia, literatura de cordel, bem como à prática de contação de história.
No que se refere ao território estudado, foram localizados fazedores de cultura relacionados a esses bens culturais nos bairros de Bebedouro e Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
EscritorData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
11 a 15 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas ocorrem na residênciaRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino técnico completo
Remuneração
Não é remunerado


