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Dominguinhos (Erivaldo)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Erivaldo Domingos da Silva
Data de nascimento
5 de agosto de 1970
História de vida
Erivaldo, conhecido como Dominguinhos, construiu sua trajetória na cultura popular em estreita relação com o Guerreiro Alagoano e o forró. Filho da Mestra de Guerreiro Virgínia de Moraes e esposo de Iraci Bomfim, Mestra do Guerreiro Barreira Pesada, sua história está vinculada a uma família dedicada à continuidade das manifestações tradicionais da cultura alagoana.
Como sanfoneiro, Dominguinhos integra o Trio de Forró Três Amores, participando de apresentações e atividades relacionadas à música e à cultura popular. Sua atuação também está diretamente ligada ao Guerreiro Alagoano, acompanhando com sua sanfona os grupos Guerreiro Barreira Pesada e Guerreiro Campeão do Trenado.
Sua trajetória evidencia a relação entre música, vínculos familiares e transmissão das práticas culturais. Por meio da sanfona, Dominguinhos participa da manutenção dos repertórios musicais que acompanham o Guerreiro e outras manifestações populares, contribuindo para a continuidade desses saberes e formas de expressão entre diferentes gerações.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Quando falamos das Matrizes Tradicionais do Forró, estamos falando de uma expressão cultural rica e viva, que envolve sons, passos, histórias, encontros e modos de vida. Um patrimônio que nasceu no Nordeste, mas que hoje ecoa por todo o país. (INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Matrizes tradicionais do forró – Bem Brasileiro. Brasília, 2021. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/bens-culturais/matrizes-tradicionais-do-forro/. Acesso em: 25/10/2025).
Entre as principais matrizes do forró estão:
o baião, com seu ritmo marcado e alegre, que ganhou projeção nacional com artistas como Luiz Gonzaga;
o xote, de compasso mais suave, dançado a dois e muito presente nos salões;
o xaxado, dança e ritmo criados pelos cangaceiros, com passos firmes e batidas marcadas;
e o arrasta-pé, expressão mais tradicional e animada presente em festas, salões e na origem das festas juninas.
Essas diferentes formas musicais se unem por meio de instrumentos típicos como a sanfona, o triângulo e a zabumba, que compõem o som característico do forró.
As matrizes do forró representam, portanto, a riqueza cultural do Nordeste, disseminada por todo o país mas que segue representando o modo de vida, as alegrias e as histórias dessa região.
No que se refere aos territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de expressões integrantes dessas matrizes no bairro de Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
Sanfoneiro e CantadorData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Grupo multicolorido de dançadores e cantadores, semelhantes aos Reisados, mas com maior número de figurantes e episódios, maior riqueza nos trajes e enfeites e maior variedade temática nas músicas.
Folguedo natalino surgido em Alagoas entre os anos de 1927 a 1929, sendo o resultado da fusão do Reisado Alagoano, da Chegança, dos Pastoris e do Auto das Caboclinhas.
Rico em cores e enredo é um folguedo bastante frequente nas festas populares, possuindo vários personagens, tais como: Rei, Rainha, Contra-Mestre, Embaixadores, General, Lira, Vassalos, Mateus, Palhaços, às vezes uma Catirina, Sereia, Estrele de Ouro, Estrele Brilhante, Estrela Republicana, Banda da Lua, Índio Peri e as “figuras” ou “figural”.
Os trajes são multicoloridos, imitação dos antigos trajes nobres, adaptados ao gosto e às possibilidades econômicas. Usam fitas, espelhos, contas de aljôfar, enfeites de árvores de natal nos chapéus que aparecem em formas de igrejas, palácios, catedrais, diademas, coroas, quadra-peitos, calções e mantos.
O Mestre é responsável por todos os componentes do grupo, tem o dom do canto, do trupé, ensina e coordena as partes.
O Guerreiro possui ainda uma série de entremeios como o doido, o Javali, o morto vivo, o lobisomem, o diabo e a alma, o capitão piloto, o mascote, a mãe velha, o messias, o mata-mosquito, e o boi que aparece mais simplificado e modernizado que nos Reisados, não havendo nem morte, nem repartição, nem ressureição do mesmo.
Consta de uma sequência de cantigas dançadas, denominadas de “peças”, intercaladas de “marchas” e representações constituídas de entremeio e partes: marcha de rua, cantos e danças de abrição de portas, entrada de sala, adoração ao divino, despedida.
No ano de 2019, o Guerreiro recebe do Estado de Alagoas o título de Patrimônio Imaterial de Alagoas. (ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
Dentre os bairros estudados no Inventário, Bebedouro e seu bairro adjacente, Chã de Bebedouro, merecem destaque na prática do Guerreiro, pois são referências importantes para essa manifestação cultural, uma vez que lá viveram (e vivem) alguns dos mestre de Guerreiro mais conhecidos do Estado, sendo este um folguedo bem popular entre essas comunidades. A praça central do bairro de Bebedouro, Lucena Maranhão, também é uma referência importante para o Guerreiro, tendo sido palco de inúmeras apresentações e encontro de grupos ao longo de décadas.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Fundada em 27 de Dezembro de 1985, pelo professor e folclorista alagoano Ranilson França de Souza (falecido no dia 14 de Agosto de 2006), a pedido dos mestres Juvêncio Joaquim, Mestre Paulo Olegário, Mestra Hilda Maria, Mestre Jorge Ferreira e Mestre Manoel Venâncio de Amorim (todos também já falecidos), a ASFOPAL (Associação de Folguedos Populares de Alagoas) é uma entidade cultural dedicada à preservação, valorização e promoção dos folguedos populares alagoanos, manifestações tradicionais que expressam a riqueza e a diversidade da cultura do estado.
Criada com o objetivo de organizar, representar e fortalecer os grupos de folguedos, a ASFOPAL reúne mestres, brincantes e artistas ligados a expressões como pastoril, guerreiro, reisado, maracatu, coco de roda, entre outros, atuando na defesa do patrimônio cultural imaterial de Alagoas.
A associação também tem papel importante na articulação com instituições públicas e culturais, buscando reconhecimento, apoio e políticas que garantam a continuidade das tradições populares e o respeito ao trabalho dos mestres da cultura.
Com sede em Maceió, a ASFOPAL é reconhecida como uma referência na salvaguarda das manifestações culturais populares alagoanas, contribuindo para a valorização da identidade e da memória do povo alagoano.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro de Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
AssociadoRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa CivilLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino fundamental incompleto
Remuneração
Regularmente


