Informações
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Nome completo
Seu francisco
História de vida
Seu francisco conta que o seu sílvio severino luiz andrade, ou “seu sílvio”, era o mestre de pintura do iphan, e era este quem sabia do preparo completo de tintas, da maturação da cal à preparação de pigmentos. Apesar do entrevistado ter trabalhado com ele, não conseguiu ter acesso a todo o processo da feitura de tintas, uma vez que o mestre escondia o preparo e não repassava seu conhecimento. Seu franscisco contou que o seu sílvio: “sempre preparava [as tintas] num quartinho isolado e só nos entregava ela pronta, não dava os detalhes, eu não cheguei a ter este prazer de pegar essa/ de aprender esta lição”. Muitos que iam trabalhar no ramo da pintura já tinham algum conhecimento na área, mas não no nível daqueles que trabalhavam para o iphan ou outros órgãos de preservação do patrimônio no estado, como a fundarpe.
Localização
Aprendizado do bem
O sr. Francisco assim descreveu como aprendeu a atividade: “eu tinha uns vinte e dois anos de idade. Comecei, iniciei a trabalhar primeiramente na casa de dr. Ayrton”, em outro momento explicou que ayrton, “era o diretor geral do patrimônio histórico, dr. Ayrton da costa carvalho”, e voltando ao diálogo “que eu pintava automóveis também. Aí de lá ele [ayrton] me perguntou se eu não gostaria de trabalhar com ele no patrimônio [histórico]. Aí eu disse: ‘eu vou aceitar’. Aí aceitei, trabalhei com ele num período de seis anos, me parece. /aí depois/ eu trabalhava lá com os filhos dele, fazendo o serviço dos automóveis. Mas depois ele me requisitou para trabalhar lá com ele no patrimônio, aí eu fui. Justamente quem estava lá, o seu ferrão, e o meu encarregado que trabalhava comigo que era o sílvio [severino questionário de identificação: ofícios e modos de fazer pe pe re 10 q60 07 luiz andrade], era ele que era o mestre da pintura. Aí, trabalhei com ele, lá no patrimônio, num período de seis a sete anos com ele lá”. O nome completo de sílvio ele não sem lembra, mas afirma que este, apesar de aposentado pelo iphan, ainda trabalha na área. Neste serviço, conta o entrevistado, a divisão de tarefas era, grosso modo, da seguinte forma: “agora no patrimônio era sílvio [o encarregado da obra]. Eu era subordinado a ele. Então eles [sic: sílvio somente] faziam as tintas, eles preparava e nos entregava para fazer o serviço”. Em outro momento ressaltou o hermetismo de sílvio quanto ao conhecimento: “quem fazia [a mistura de tintas e pigmentos] era o sílvio. Sílvio, ele fazia e ele não repassava pra gente, ele não dava./ porque realmente essas cores, não existia no comércio. Aí eles davam uma tonalidade, e ele procurava ali/ na inteligência dele que ele aprendeu, e ele sempre preparava num quartinho isolado e só nos entregava ela pronta, não dava os detalhes, eu não cheguei a ter este prazer de pegar essa / de aprender esta lição”.
Transmissão de saberes
Quando perguntado sobre se ensina ou ensinou a outras pessoas, seu francisco assim respondeu: “não, não, porque/ onde eu trabalh... Quando eu fui o responsável lá na fundarpe, os pintores já eram mais/ já eram adiantados, e a gente já pegava a pessoa já com prática, entendeu? Pra evitar/ tempo. Porque, se você fosse ensinar uma pessoa, levaria tempo. Então, quando ele mandava contratar um pedr... Um pintor que ele já soubesse, não trabalhar com/ com restauração, mas já ter um pouco de prática. E aí quando chega/ me entregavam / mas a arquiteta me entregava o desenho como é que se é feito aquelas, a parte que se ia pintar, as cores que iam ser feitas, como ia ser. Eu, como era o responsável, eu iniciava, e ficava só fiscalizando, mostrando a ele como é que se fazia, porque se você fizer alguma coisa errada, a minha pessoa que é responsável”.

