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Geninho (Genilson)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Genilson Santos de Assis
Data de nascimento
10 de outubro de 1996
História de vida
Genilson Santos de Assis, conhecido como Geninho, é filho mais novo de Mário Francisco de Assis, o Mestre Verdelinho, e cresceu em Bebedouro em meio às manifestações da cultura popular cultivadas por sua família. Ainda criança, por volta dos seis anos, já participava das rodas de Coco conduzidas pelo pai, experiência que marcou sua relação com a cultura popular e sua formação como fazedor de cultura. Ao lado dos irmãos, tornou-se cofundador e produtor do grupo Os Verdelinhos, dedicado à continuidade do chamado Pagode Alagoano de Mestre Verdelinho. Atualmente, atua junto ao irmão Nildo Santos, o Nildo Verdelinho, na coordenação e nas apresentações do grupo. Embora se reconheça como professor e aprendiz, sua experiência também envolve a realização de oficinas e atividades de educação social, por meio das quais compartilha os conhecimentos adquiridos desde a infância.
A trajetória de Geninho está diretamente relacionada à presença de Mestre Verdelinho e de sua família em Bebedouro, onde o Coco de Roda se integrou à intensa vida cultural do bairro. A residência da família, na Rua das Palmeiras, funcionava como lugar de encontro, reunião e planejamento entre fazedores de cultura, próxima à Praça Lucena Maranhão e à Igreja de Santo Antônio, espaços que reuniam diferentes manifestações e grupos culturais. Com a desocupação de parte do território, a família deixou esse endereço e Geninho passou a viver na região da Ladeira da Jaqueira. A perda de espaços tradicionais de encontro e apresentação, especialmente da Praça Lucena Maranhão, modificou as condições de realização do Coco, ampliando os deslocamentos e a dependência de convites, editais e parcerias para manter as atividades do grupo.
Geninho segue comprometido com a continuidade dos saberes transmitidos por Mestre Verdelinho, procurando preservar características rítmicas, instrumentais e formas de expressão associadas ao Coco praticado por sua família. Para ele, manter essas tradições é também preservar referências importantes da identidade e da memória cultural de Alagoas diante da redução dos espaços e grupos dedicados às manifestações tradicionais. Em 2023, essa continuidade ganhou uma nova frente com a criação do Guerreiro Alagoano Grande Poder, retomando outra dimensão da trajetória de Mestre Verdelinho, que também atuou como Mateu e Mestre de Guerreiro. Dessa forma, Geninho e sua família dão continuidade ao legado recebido, mantendo vivas diferentes expressões da cultura popular que fizeram parte da história de sua família e de Bebedouro.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Compositor, cantador e músico de coco de roda "Os Verdelinhos"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Grupo multicolorido de dançadores e cantadores, semelhantes aos Reisados, mas com maior número de figurantes e episódios, maior riqueza nos trajes e enfeites e maior variedade temática nas músicas.
Folguedo natalino surgido em Alagoas entre os anos de 1927 a 1929, sendo o resultado da fusão do Reisado Alagoano, da Chegança, dos Pastoris e do Auto das Caboclinhas.
Rico em cores e enredo é um folguedo bastante frequente nas festas populares, possuindo vários personagens, tais como: Rei, Rainha, Contra-Mestre, Embaixadores, General, Lira, Vassalos, Mateus, Palhaços, às vezes uma Catirina, Sereia, Estrele de Ouro, Estrele Brilhante, Estrela Republicana, Banda da Lua, Índio Peri e as “figuras” ou “figural”.
Os trajes são multicoloridos, imitação dos antigos trajes nobres, adaptados ao gosto e às possibilidades econômicas. Usam fitas, espelhos, contas de aljôfar, enfeites de árvores de natal nos chapéus que aparecem em formas de igrejas, palácios, catedrais, diademas, coroas, quadra-peitos, calções e mantos.
O Mestre é responsável por todos os componentes do grupo, tem o dom do canto, do trupé, ensina e coordena as partes.
O Guerreiro possui ainda uma série de entremeios como o doido, o Javali, o morto vivo, o lobisomem, o diabo e a alma, o capitão piloto, o mascote, a mãe velha, o messias, o mata-mosquito, e o boi que aparece mais simplificado e modernizado que nos Reisados, não havendo nem morte, nem repartição, nem ressureição do mesmo.
Consta de uma sequência de cantigas dançadas, denominadas de “peças”, intercaladas de “marchas” e representações constituídas de entremeio e partes: marcha de rua, cantos e danças de abrição de portas, entrada de sala, adoração ao divino, despedida.
No ano de 2019, o Guerreiro recebe do Estado de Alagoas o título de Patrimônio Imaterial de Alagoas. (ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
Dentre os bairros estudados no Inventário, Bebedouro e seu bairro adjacente, Chã de Bebedouro, merecem destaque na prática do Guerreiro, pois são referências importantes para essa manifestação cultural, uma vez que lá viveram (e vivem) alguns dos mestre de Guerreiro mais conhecidos do Estado, sendo este um folguedo bem popular entre essas comunidades. A praça central do bairro de Bebedouro, Lucena Maranhão, também é uma referência importante para o Guerreiro, tendo sido palco de inúmeras apresentações e encontro de grupos ao longo de décadas.Localização
Relação com o bem cultural
Contramestre do Guerreiro "Grande Poder"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Regularmente


