Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
José de Antônio Oliveira Silva
Data de nascimento
9 de setembro de 1966
História de vida
José de Antônio Oliveira Silva, conhecido artisticamente como Jó Silva ou João Silva, nasceu em Recife, Pernambuco, em 9 de agosto de 1966. Filho de Antônio Severiano da Silva e Maria José de Oliveira Silva, ambos pernambucanos do interior, cresceu em uma família de origem humilde. Segundo seu relato, sua trajetória artística começou graças ao incentivo do pai, admirador de Luiz Gonzaga e da música nordestina. Embora o pai sonhasse tocar sanfona, não conseguiu aprender o instrumento; por isso incentivou o filho desde criança a explorar a sanfona que havia comprado. Aos nove anos já participava de programas de rádio locais, levado pelo pai. Na década de 80, como a sanfona não lhe garantia sustento financeiro, passou a atuar também como tecladista em bandas de baile e grupos musicais.Ao longo da carreira, viveu em diferentes cidades e estados, trabalhando em Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Após anos acompanhando artistas e atuando como produtor musical, decidiu investir em carreira solo, gravando um disco com composições próprias e participações de nomes importantes da música nordestina. Mais tarde estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde passou a atuar regularmente em espaços ligados ao forró, especialmente na Feira de São Cristóvão.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
O forró e a sanfona estão profundamente presentes na vida de Jó Silva, formando parte central de sua identidade pessoal e cultural. Desde a infância, o contato com a música, incentivado pelo pai, moldou suas escolhas e seu modo de vida. A música alimenta sua alma, conecta-o às raízes nordestinas e à memória familiar, e orienta sua trajetória como artista, consolidando o bem cultural como elemento inseparável de sua vida e expressão cultural.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Aos 9 anos de idade
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Aprendizado do bem
O aprendizado de Jó Silva no campo da música nordestina, especialmente no forró e na sanfona, começou dentro de casa. Seu pai, Antônio Severiano da Silva, agricultor e admirador de Luiz Gonzaga, Marinês, Jackson do Pandeiro e do Trio Nordestino, foi o grande incentivador. Apesar de não ter conseguido aprender a tocar a sanfona que havia comprado, deixou que o filho, ainda criança, tivesse acesso ao instrumento, incentivando-o a aprender por conta própria. Esse gesto foi fundamental para despertar sua vocação artística.
A partir dos 9 anos, Jó começou a se apresentar na rádio local de Pesqueira (PE), aperfeiçoando-se na prática. Seu aprendizado seguiu o modelo tradicional da música popular, com transmissão oral e vivência coletiva em bandas de baile e grupos de forró do interior pernambucano, como Flyson, The Brother, Orquestra Asa Branca, Trovadores de Venturosa, Trio Asas da América e Impulso Musical.
Posteriormente, ampliou sua experiência ao acompanhar artistas reconhecidos, especialmente o mestre Genival Lacerda, de quem foi sanfoneiro e com quem estabeleceu forte vínculo afetivo e profissional, considerando-o uma espécie de “pai artístico”. Com ele, aprendeu valores ligados à tradição do forró e à postura do artista popular.
Transmissão de saberes
A transmissão dos conhecimentos relacionados à prática da sanfona e do forró por Jó Silva ocorre de forma oral, prática e vivencial. Não há cursos formais de formação estruturados por ele. O aprendizado se dá principalmente:
no âmbito familiar, a partir do incentivo do pai;
na prática cotidiana, durante ensaios, apresentações e convívio em bandas e grupos musicais;
pela vivência coletiva, em espaços culturais como a Feira de São Cristóvão (RJ), onde músicos mais jovens observam, acompanham e aprendem com os mais experientes.
O processo segue os níveis tradicionais de aprendizado: iniciação (contato com o instrumento), prática coletiva (integração em bandas e grupos), e maturidade (atuação com artistas consagrados, passando também a transmitir os saberes).
Atualmente, a transmissão ocorre sobretudo de forma indireta, pela convivência com o mestre em atividades musicais públicas, não havendo registro de aprendizes formais vinculados diretamente a ele.




