Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Karenn Cristine Pinto Varella
Data de nascimento
11 de julho de 1988
História de vida
Nascida em uma família de migrantes nordestinos, Karenn é natural do Rio de Janeiro. Na adolescência, se mudou para Cabo Frio, onde reside há mais de vinte anos. Através de amigas que dançavam forró, se aproximou da cena e, após um tempo, tomou gosto pelos bailes que frequentava. Por volta dos 17 anos, começou a produzir eventos de forró nas Baixadas Litorâneas, convidando bandas de outras regiões para realizarem shows no local. Também atuou na produção de projetos e eventos como o RastaPé, na Casa da Ilha (interrompido pela pandemia de covid-19), e o Xote do Pub, no Closet Pub. Nos últimos anos, criou o Forró de Aroreia com Mariana Ricci. Atualmente, também participa da produção do bloco DiCabo a Rabo. Karenn idealiza e implementa eventos que buscam levar o forró para um público amplo, com o intuito de ampliar os conhecimentos sobre a cena e fortalecê-la.
Localização
Atuação coletiva
Sim
Grupos representativos
Descrição da atuação em rede
Há mais de duas décadas, atua em rede com diversos agentes das Baixadas Litorâneas, assumindo a frente de produção de eventos, além de inscrições em editais. Já promoveu shows na casa Horto; articulou a roda de Forró de Cabo Frio junto do Raiz do Sana, no Closet Pub; organizou diversas apresentações com o Trio Amargô; e participou do Forró do Manguezal, na beira do Canal Itajurú. Alguns outros artistas que já levou para Cabo Frio foram Cleber Gonzaga, Negadeza e Jorge do Rojão.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
É produtora de eventos e escreve projetos no escopo do forró, atuando, principalmente, na parte de estruturação logística. Articula datas para o agendamento de apresentações com artistas de outras localidades, além de pesquisar e propor temáticas relacionadas ao bairro de ocorrência e às datas comemorativas em que ocorre o Forró de Aroeira. Também gerencia a parte de marketing, sobretudo deste evento, divulgá-lo e ampliar seu alcance.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Destaca que muitos forrozeiros e produtores de Cabo Frio, atuantes nos anos 2000, se apaixonaram pelo forró a partir dos eventos que frequentavam no distrito de Arraial do Sana. Atualmente, a cena encontra-se em crescimento vigoroso e possibilita a promoção de um intercâmbio cultural fundamental para a valorização de uma identidade e fomento regional. O município reúne um grande quantitativo de trabalhadores (instrumentistas, produtores, cantores e compositores) e público assíduo que movimentam e atualizam as expressões do forró no estado.
Aprendizado do bem
Karenn começou a observar os eventos de forró a partir dos bailes que participava, como o Raizeira e o Forró do Malagueta. Teve como referências iniciais os grupos que atuavam no Arraiá do Sana durante os anos 2000, como o Raiz do Sana e o Mestre Elysio. Atualmente, também se inspira no Forró do Lamparão e no Renan Veiga, um dos agentes que fomentou o crescimento da cena do forró nas ruas das Baixadas Litorâneas. Participou de cursos e eventos formativos e investiu na capacitação e aprendizagem de gestão, produção e participação em editais públicos.
Transmissão de saberes
Um dos seus projetos de atuação, o DiCabo a Rabo, trabalha diretamente com a formação de novos músicos através de aulas semanais de instrumentos (como zabumba, triângulo, caixa e ganzá).
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Já foi contemplada com alguns editais para produzir os projetos do Forró de Aroeira e do Bloco DiCabo a Rabo. Contudo, pontua que o forró ainda é desvalorizado, sobretudo em virtude de preconceitos estereotipados que existem em relação à toda cultura nordestina. Assim, Karenn argumenta que músicos e produtores independentes são sucateados e afetados, sob perspectivas financeiras, que reverberam em toda a cadeia de atuação. Nesse sentido, a verba dos editais tem sido fundamental para garantir estruturas e elementos básicos, como alimentação, transporte e cachês satisfatórios.
Itens relacionados a este
3.3 - Identificação - Bem Cultural
Detentores do bem cultural





