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Lula (Luis Antônio)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Luis Antônio Costa Silva
Data de nascimento
31 de outubro de 1965
História de vida
Lula (Luís Antônio Costa Silva), nascido em 1965, é professor e possui uma trajetória de mais de 20 anos vinculada à Seresta da Pitanguinha, na qual atua como backing vocal. Antigo morador do bairro do Farol e atualmente residente no Antares, conheceu a seresta em 1993, ano de sua criação, na região da Pitanguinha, território onde cresceu. Seu primeiro contato ocorreu por indicação de sua mãe e foi marcado pelo interesse despertado pela musicalidade dos encontros, especialmente pelos violões, instrumentos de percussão e de sopro.
A aproximação com a Seresta da Pitanguinha também se relaciona à sua história afetiva. Foi durante os encontros que conheceu sua esposa, vínculo que contribuiu para que passasse a frequentar o espaço com maior regularidade. Aos poucos, deixou de participar apenas como frequentador e passou a integrar o grupo, construindo uma relação duradoura com essa forma de expressão musical.
Ao longo de mais de duas décadas, Lula tornou-se participante ativo da Seresta da Pitanguinha, contribuindo como backing vocal para a continuidade das apresentações e para a manutenção dessa prática cultural. Sua trajetória evidencia como a seresta articula música, sociabilidade, memória e vínculos afetivos, constituindo uma referência cultural associada às experiências vividas no território e às relações construídas entre seus participantes.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Fazedores de Cultura relacionados a diferentes gêneros musicais foram identificados no território. Artistas, intérpretes, compositores, instrumentistas. Há ainda os que estão vinculados ao contexto dos folguedos e práticas populares, mestres, mestras e brincantes (músicos) relacionados ás múltiplas formas de expressão presentes nos bairros estudados.
Localização
Relação com o bem cultural
Seresteiro do grupo "PITANGUINHA"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Farol – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Seresta é uma manifestação musical popular, tradicionalmente associada à execução de canções em espaços públicos ou residenciais, como ruas, praças e em frente às janelas. Derivada da palavra sereno (orvalho da noite), a seresta costuma ocorrer no período noturno e tem como marca principal a expressão de sentimentos como amor, saudade e nostalgia.
Historicamente, a seresta consolidou-se no Brasil entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, dialogando com gêneros como a modinha, o choro e, posteriormente, o samba-canção. É interpretada, em geral, por pequenos grupos ou solistas, com acompanhamento de instrumentos como violão, cavaquinho e bandolim.
Além de seu valor musical, a seresta possui forte dimensão social e cultural, funcionando como forma de sociabilidade, lazer e preservação da memória afetiva e musical, especialmente em cidades do interior e em bairros urbanos onde essa prática ainda se mantém viva.
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de Serestas nos bairros de Bebedouro e Farol. Destaque para o grupo ‘Seresteiros da Pitanguinha’.Relação com o bem cultural
Seresteiro do grupo "PITANGUINHA"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Farol – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Pós-graduação
Remuneração
Não remunerado


