Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
História de vida
Produtora cultural, brincante e artista, Mirele dedica-se a projetos que valorizem, destaquem e promovam o forró no estado do Rio de Janeiro. Além de formações em diversas áreas do conhecimento, como Teatro, Terapias Ayurvédicas, Agroecologia e outras, a artista pesquisa e realiza iniciativas que impulsionam a cultura nordestina e a sanfona de 8 baixos. Desde a década de 2010, vem dirigindo e coordenando oficinas, espetáculos, encontros e grupos voltados ao reconhecimento do instrumento e do cenário cultural do Nordeste do país. Residiu, por dois anos, na região do Cariri do Ceará e, por seis meses, no litoral da Paraíba, onde aprofundou seus estudos. Ademais, Mirele produziu e dirigiu o artista e instrumentista Guilherme Mará e também atua como co fundadora e integrante de uma série de projetos: do “Núcleo de Pesquisa e Expressão da Sanfona e dos 8 Baixos do Brasil”; do grupo de cultura popular “Arte de Brincantes” e do projeto “Brincando de Brincantes”; da “Orquestra Sanfônica de Petrópolis”; do “Bloco do Fole & Folia”; e do projeto “Mulheres Forrozeiras”. Este último surge com o objetivo de reconhecer e valorizar a presença feminina no forró, além de defender políticas públicas voltadas à equidade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Em 2023, contribuiu com a elaboração do Projeto de Lei nº2649/2023, que instituiu o dia 16 de Julho, em homenagem a Zé Calixto, como o “Dia Municipal do Forró” no Rio de Janeiro.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
O trabalho de Mirele mobiliza uma rede de artistas, grupos, produtores e projetos relacionados à cultura popular brasileira. Ao longo de sua trajetória, sobretudo nas articulações referentes à sanfona de 8 baixos, já atuou em projetos com: Chico Paes, Zé Calixto, Mará, Leo Rugero, Renato Borghetti, Nandinho Barros, Marcelo Mimoso, Fidélis do Acordeon, Rosemere do Acordeon, Rodrigo Ramalho, Kiko Horta, entre outras colaborações. Neste período, também são diversas as suas parcerias com o SESC, incluindo: Mostra Sesc Cariri de Culturas (2015), SESC Quitandinha (2018 e 2019), Festival SESC de Inverno (2019), Circuito Sesc Escolas e demais encontros.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Na cena do forró, Mirele atua como produtora cultural, pesquisadora, artista e instrumentista. Nestas funções, assume o canto, o triângulo e o ganzá durante a realização de apresentações musicais.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Os projetos desenvolvidos por Mirele são norteados pelo propósito de ampliar o reconhecimento do forró no estado e garantir maior visibilidade para artistas e grupos que dedicam-se à preservação das suas matrizes tradicionais.
Aprendizado do bem
Seus conhecimentos foram construídos ao longo de uma trajetória baseada na convivência direta com grandes artistas, em pesquisas e imersões no Nordeste brasileiro. Suas referências abarcam o forró e dialogam com demais manifestações, como coco, maracatu e ciranda.
Transmissão de saberes
Os conhecimentos são compartilhados através de projetos culturais, encontros artísticos e ações educativas. O grupo Arte de Brincantes e o projeto Brincando de Brincantes, por exemplo, promovem ações para crianças, jovens e adultos, divulgando a cultura brasileira, especialmente do Nordeste do país, através da música, dança e lendas folclóricas. Já o Bloco Fole & Folia realiza oficinas musicais, em Petrópolis, contemplando instrumentos como a sanfona e a alfaia.






