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Dida (Nazilda)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Nazilda Maria Nascimento
Data de nascimento
26 de novembro de 1947
História de vida
Nazilda Maria Nascimento, conhecida em sua comunidade pelo apelido de Dida, nasceu em novembro de 1947 e tem 78 anos de idade. Atualmente aposentada, habitou o bairro de Bebedouro, vivendo especificamente na localidade do Flexal de Baixo, no endereço situado na Rua Tobias Barreto, nº 941. Sua história de vida possui vínculo com o patrimônio imaterial da pesca artesanal por meio da atividade da mariscagem, bem cultural no qual desempenha a função de marisqueira.
Com um tempo de experiência que ultrapassa os 20 anos, Nazilda atua de forma ativa na transmissão desse saber tradicional ensinando o ofício a outras pessoas. Além disso, ela é remunerada pelo seu conhecimento, sendo esta profissão importante para a composição da renda e sustento de sua família. O relato aponta ainda que Nazilda se relaciona com outras expressões regionais, atuando como brincante na Quadrilha Junina Pé de Serra e como cozinheira de comidas típicas em Romarias.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Pertence a algum Povo ou Comunidade tradicional?
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
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Bem cultural relacionado
Descrição
Saber tradicional, ligado às comunidades pesqueira e ao uso sustentável de recursos naturais e à cultura local. Neste caso nos referimos especialmente a pesca realizada na Laguna Mundaú, que margeia os bairros de Bebedouro, Bom Parto e Mutange em Maceió e diretamente afetados pela mineração, tendo grande parte ou a totalidade de seus territórios desocupados e demolidos por determinação da defesa civil da cidade de Maceió, desterritorializando pescadores, marisqueiras e catadores(as) de Sururu.
Localização
Relação com o bem cultural
MarisqueiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
A quadrilha junina é uma dança tradicional das festas de Junho do Nordeste brasileiro, inspirada nas danças de salão europeias trazidas pelos portugueses e adaptada à cultura popular. Trata-se de uma dança coletiva, coreografada e encenada, que celebra os festejos dedicados aos santos católicos do período, com trajes, músicas, marcação e passos que podem apresentar variações a depender do caráter tradicional ou estilizado do grupo em questão.
Em Maceió, os bairros objeto de estudo do Inventário, são uma referência na realização dessa prática com significativa concentração de dançarinos(as) e grupos. Seus integrantes costumam estar envolvidos também com outras danças e atividades culturais, tais como Coco de Roda, Dança Afro, Boi de Carnaval.Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
O Ofício das Despinicadeiras de Sururu constitui uma prática cultural profundamente enraizada no cotidiano das comunidades ribeirinhas de Maceió, onde o sururu — fruto do mar amplamente apreciado e valorizado na culinária local — ocupa lugar de destaque nas tradições alimentares da cidade. Associado à cadeia produtiva desse molusco, abundante na Lagoa Mundaú, o ofício é exercido majoritariamente por mulheres marisqueiras, responsáveis por etapas fundamentais após a coleta, como a limpeza, a separação e a retirada do fiapo do sururu.
Trata-se de um trabalho manual, minucioso e exaustivo, que exige destreza, conhecimento prático e resistência, sendo transmitido entre gerações como parte dos saberes tradicionais locais. Para além de assegurar a qualidade do produto destinado à comercialização em feiras, mercados e bancas informais, o ofício das despinicadeiras expressa modos de vida, relações de trabalho e formas de pertencimento territorial, configurando-se como um importante bem cultural imaterial vinculado à identidade e à economia popular da região.Localização
Relação com o bem cultural
MarisqueiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
As romarias — como as dedicadas a Padre Cícero e à Peregrina Mãe de Deus, identificadas no território — e os(as) cantadores(as) de benditos constituem pilares da religiosidade popular, especialmente marcantes no Nordeste brasileiro.
Romarias são peregrinações coletivas a lugares considerados sagrados (santuários), motivadas pela fé, pelo pagamento de promessas ou pela busca de graças. Diferente das procissões locais, a romaria envolve deslocamentos mais longos, sacrifício físico e uma forte identidade comunitária entre os romeiros. No contexto analisado, destacam-se as romarias associadas à devoção a Padre Cícero, figura central do catolicismo popular nordestino, e à Peregrina Mãe de Deus, que mobiliza fiéis em caminhadas e encontros marcados por intensa vivência espiritual e comunitária.
Já os(as) cantadores(as) de benditos são os(as) guardiões(ãs) da tradição oral e musical dessas caminhadas. Sua função é conduzir a oração cantada, mantendo o ritmo e a espiritualidade do grupo. Os “benditos” são hinos religiosos, geralmente compostos por versos simples e melodias lamuriosas que narram a vida dos santos, a paixão de Cristo ou os sofrimentos da jornada.
O(a) cantador(a) não apenas entretém; ele(a) organiza o rito. Em momentos de cansaço ou sol forte, o bendito funciona como um combustível espiritual que une as vozes e ajuda os romeiros a suportar as dificuldades do caminho. Trata-se de um saber transmitido de geração em geração, muitas vezes sem acompanhamento de instrumentos — ou apenas com poucos, como pífano ou caixa —, centrado na força da voz e da palavra entoada.Localização
Relação com o bem cultural
RomeiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Conjunto de saberes, práticas e habilidades relacionadas ao preparo de receitas tradicionais, ao manejo de alimentos e ao uso de ingredientes associados ao patrimônio cultural e natural de Alagoas. A culinária regional alagoana baseia-se em conhecimentos transmitidos entre gerações, envolvendo técnicas de preparo, modos de fazer e relações com os territórios, os ciclos da natureza e os produtos locais. Esses saberes expressam a identidade cultural do povo alagoano, articulando memória, tradição, diversidade cultural e a valorização dos recursos naturais presentes nas receitas típicas do estado.
Localização
Relação com o bem cultural
QuituteiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino Fundamental Incompleto
Remuneração
Regularmente


