Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Antônio Pedro de Freitas
História de vida
Antônio Pedro de Freitas, conhecido artisticamente como Pedro Garcia, possui 35 anos de carreira na música. Iniciou o aprendizado da sanfona aos 8 anos, instrumento que era um símbolo em sua família e que lhe foi deixado por seu pai. Trabalhou na companhia de eletricidade do estado do Rio de Janeiro até sofrer uma lesão na medula que resultou em deficiência física, levando-o à aposentadoria em 1998. Diante da impossibilidade de continuar em seu antigo emprego, encontrou na sanfona sua solução e meio de sobrevivência. Nos anos 90, modernizou o forró no interior do estado ao substituir o triângulo e a zabumba por contrabaixo, guitarra e bateria, criando um estilo próprio que se mantém popular até hoje. Sua composição em homenagem a Dercy Gonçalves e à cidade de Santa Maria Madalena rendeu-lhe projeção nacional, levando-o a programas de televisão em diversas ocasiões. Reconhecido como a "lenda viva do forró", Pedro mantém uma amizade próxima com o cantor Sérgio Reis, que chegou a financiar uma de suas cirurgias em São Paulo.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Lidera a banda “Pedro Garcia e Banda 100% Forró”, na qual atua com uma equipe de quatro músicos, garantindo não apenas a continuidade do trabalho musical, mas também a geração de renda para as famílias envolvidas, já que os integrantes dependem diretamente dessa atividade. Ao longo de mais de três décadas de carreira, consolidou-se como uma das principais referências do forró no interior do estado do Rio de Janeiro, construindo uma trajetória marcada pela atuação constante em shows, festas e exposições regionais.
Sua inserção no circuito musical começou ainda nos anos 1990, inicialmente em cidades da região serrana, como Santa Maria Madalena, e foi se expandindo para outros municípios, passando a atuar de forma intensa em eventos por toda a região. Com o tempo, estruturou uma dinâmica de trabalho contínua, realizando, em média, múltiplas apresentações por semana, o que fortaleceu sua presença e reconhecimento no cenário local.
Ao longo desse percurso, construiu uma rede de contatos sólida no interior do estado, estabelecendo parcerias com agentes locais, como o ex-vereador Nestor Lopes, além de empresas como a “Dimensão”, de Itaperuna, que contribuem para a viabilização de sua agenda de shows e estrutura de trabalho. Essa articulação foi fundamental para manter a regularidade das apresentações e ampliar seu alcance em diferentes cidades.
Paralelamente, desenvolveu uma relação direta com o público, construindo uma base fiel que acompanha seu trabalho ao longo dos anos. Esse público é diverso, abrangendo tanto a terceira idade quanto jovens, especialmente em contextos de festas e eventos, o que demonstra a capacidade de adaptação do seu repertório, sem perder a identidade forrozeira.
Mais recentemente, sua presença nas redes sociais, especialmente no Instagram, reforça essa conexão com o público e amplia a divulgação de seu trabalho, contribuindo para manter sua visibilidade e circulação mesmo fora dos circuitos presenciais.
Assim, sua trajetória se configura pela combinação entre atuação artística contínua, construção de uma rede regional consolidada e forte vínculo com o público, consolidando seu papel como referência do forró no interior fluminense.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Cantor, compositor e ex-sanfoneiro (afastado do instrumento devido à lesão na medula), Pedro Garcia mantém sua atuação no forró principalmente como intérprete e líder de banda. Mesmo sem tocar sanfona atualmente, continua presente no palco conduzindo os shows, cantando e preservando o repertório forrozeiro que marca sua trajetória.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Começou a tocar sanfona aos 8 anos de idade.
Aprendizado do bem
Aprendizado prático e autodidata, motivado pela herança paterna e pela necessidade de reinvenção profissional após a aposentadoria por invalidez.
O contato inicial com a sanfona vem ainda na infância, influenciado pelo pai, que valorizava o instrumento. Anos depois, já afastado do trabalho por conta da lesão na medula, retoma o instrumento de forma autodidata, passando a praticar sozinho até iniciar apresentações. A partir desse momento, o aprendizado se desenvolve diretamente na prática, tocando em eventos, formando banda e estruturando seu estilo próprio dentro do forró.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
A relação do bem cultural com o lugar se dá principalmente nos espaços de apresentação onde Pedro Garcia atua de forma contínua, como exposições agropecuárias (em cidades como Santo Antônio de Pádua, Itaperuna e região), bailes, festas particulares, aniversários e casas noturnas.
Esses eventos constituem o principal circuito de circulação do forró em sua atuação, sendo locais onde o repertório é apresentado diretamente ao público e onde se mantém a prática do gênero. As exposições têm papel central nesse processo, reunindo público regional e funcionando como pontos de encontro recorrentes para shows e apresentações.
Além disso, atua em espaços variados, desde eventos privados até casas noturnas, adaptando o repertório conforme o público, mas mantendo o forró como base. Dessa forma, o bem cultural se vincula diretamente a esses ambientes de sociabilidade e lazer, onde a música é vivenciada coletivamente.
Transmissão de saberes
A transmissão de saberes ocorre principalmente de forma indireta, a partir da prática musical e da convivência no contexto das apresentações. Pedro Garcia não atua como professor formal, mas forma novos músicos por meio da participação em sua banda e da prática contínua nos shows, onde os integrantes aprendem repertório, dinâmica de palco e execução do forró na rotina de trabalho.
Os músicos que integram sua banda permanecem por longos períodos, o que favorece a aprendizagem no dia a dia, especialmente em relação ao estilo que ele desenvolveu, à organização do repertório e à forma de conduzir as apresentações. Esse processo ocorre diretamente nos ensaios e, principalmente, nas apresentações frequentes em eventos e exposições.
Assim, a transmissão acontece na prática, pela participação direta no trabalho musical, com aprendizagem baseada na repetição, convivência e experiência em palco, sem a presença de ensino formal estruturado.




