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Rogério Dyaz
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Rogério Dias
Data de nascimento
12 de maio de 1979
História de vida
Rogério Dias, conhecido artisticamente como Rogério Dyaz, é mestre de capoeira, multiartista, palhaço e articulador cultural de 45 anos, residente na Rua Sol Nascente, no Bom Parto, em Maceió. Sua trajetória artística e política liga-se diretamente ao Quintal Cultural, espaço pioneiro de mobilização e expressão multicultural periférica fundado em 1991, quando tinha apenas 11 anos, inicialmente sob o nome de Clube dos Amigos. Ao longo de mais de três décadas, o local passou por dinâmicas diversas: abrigou o grupo literário e anarquista Os Rebeldes em 1996, o célebre Centro Cultural Mulungu voltado ao teatro de rua em 1997 — o qual sofreu repressão policial por seus posicionamentos —, e consolidou-se como a Casa do Hip Hop.
O Quintal também acolheu fases de rock, rap, o grupo Capoeira Engenho Velho, oficinas produtivas e serviu como sede da CUFA para distribuição de cestas básicas durante a pandemia, cumprindo importante papel na formação e assistência à comunidade.
Essa sólida rede de sociabilidade e economia criativa foi severamente fraturada pelo desastre socioambiental da mineração, o que gerou incertezas financeiras, desvalorizou os imóveis e provocou o êxodo forçado de parceiros históricos, inviabilizando coletivos como o bloco carnavalesco Turma da Ressaca. Rogério relata ter sofrido um grave revés financeiro no final de 2023, quando o pânico coletivo e os boatos em torno do colapso da Mina 18 esvaziaram o bairro e provocaram o cancelamento em massa de shows, filmes e gravações agendadas em seu recém-investido estúdio musical.
Para o futuro, o multiartista espera a reparação digna dos danos materiais, imateriais e psicológicos sofridos pela população e manifesta total divergência quanto a forma como o caso é tratado pela esfera pública. Em sua resistência ativa no território, Rogério planeja expandir o Quintal com a contratação de professores e trabalha na rearticulação de seu tradicional bloco carnavalesco multicultural aos sábados, visando transformá-lo em um símbolo de união entre Bom Parto e Vergel e ferramenta de resgate da autoestima local.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Localização
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
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Bem cultural relacionado
Descrição
O Quintal Cultural é um espaço sociocultural, fundado em setembro de 2007, localizado no bairro do Bom Parto, na cidade de Maceió (AL), criado para promover arte, cultura e mobilização comunitária, em especial em territórios periféricos.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural nos bairros de Bom Parto e Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Coordenador da Associação Quintal CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Brincante e músicoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Nesta categoria foram agrupados fazedores de cultura envolvidos na organização, produção e articulação de eventos culturais, religiosos, artísticos e comunitários de diferentes portes, realizados nos territórios estudados. Incluem-se nesse conjunto pessoas responsáveis pela mobilização comunitária, planejamento, coordenação de atividades, montagem de programações, apoio logístico e promoção de ações culturais que dinamizam a vida social local. Essas atuações estão presentes em festividades, apresentações artísticas, celebrações religiosas, ações formativas, eventos escolares e iniciativas comunitárias, contribuindo para o fortalecimento das redes de sociabilidade, da participação coletiva e da continuidade das práticas culturais nos bairros de Bom Parto, Bebedouro, Mutange, Pinheiro e Farol.
Localização
Relação com o bem cultural
Produtor CulturalLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Nesta categoria foram agrupadas práticas festivas e celebrações coletivas promovidas por paróquias católicas e instituições comunitárias nos bairros de Bebedouro e Bom Parto. Durante o Inventário, foram identificados fazedores de cultura vinculados à organização e realização de festividades juninas e natalinas de bairro, caracterizadas por apresentações culturais, celebrações religiosas, ornamentações comunitárias e atividades de confraternização. Também integram esse conjunto práticas relacionadas aos desfiles escolares com bandas fanfarras e à Festa das Crianças realizada nos bairros de Bebedouro, especialmente na região dos Flexais, e Pinheiro. Essas atividades mobilizam moradores de diferentes faixas etárias — de crianças e jovens a adultos e idosos —, constituindo práticas heterogêneas, intergeracionais e de forte base comunitária, que fortalecem os vínculos de pertencimento, sociabilidade e continuidade das tradições comunitárias nos territórios.
Localização
Relação com o bem cultural
Produtor cultural atuante na organização de festas juninas e carnaval no bairro de Bom Parto.Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Durante a realização do Inventário, foram identificados fazedores de cultura dos bairros de Mutange e Pinheiro que se reconheceram como profissionais vinculados à cadeia produtiva do cinema, bem como agentes atuantes em iniciativas de cineclubismo. Considerando a forte inter-relação entre essas práticas, optou-se por seu agrupamento sob um único título de bem cultural, denominado “Cinema e Cineclubismo”.
Esse agrupamento fundamenta-se na compreensão de que o cineclubismo constitui uma das principais formas de difusão, formação de público e reflexão crítica no campo do cinema, configurando-se como espaço coletivo de exibição, discussão e formação cinematográfica, organizado de forma independente e sem fins lucrativos. Por meio de sessões seguidas de debates, palestras e atividades educativas, os cineclubes valorizam obras autorais, clássicos, produções nacionais, independentes ou pouco exibidas no circuito comercial.
Historicamente, o cineclubismo desempenha papel relevante na circulação de ideias e na valorização do cinema como expressão artística e instrumento de reflexão social, evidenciando a continuidade entre produção, difusão e fruição audiovisual. Nesse sentido, o agrupamento em um único bem cultural busca refletir essa cadeia integrada de práticas e saberes.
No processo de levantamento, também foi identificada a ocorrência de um fazedor cultural do bairro de Bebedouro associado a esse mesmo campo de atuação, reforçando o caráter transversal e articulador do bem para além de um território específico.Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Esporadicamente


